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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Convergente" de Veronica Roth




Continuação da última cena - check.

POV do Tobias logo no segundo capítulo - check check

No capítulo de Tobias (no quatro eheh), quando ele faz uma descrição da postura da mãe notei no pormenor com que a autora o faz. Foi uma descrição tão boa que nos sentimos mesmo lá, ao lado de Tobias, a olhar para ela, da cabeça aos pés.

A contrabalançar com este ultimo ponto, temos um negativo. Os capítulos pareceram demasiado pequenos, muito resumidos, com capítulos de três a quatro páginas. Além disso, a transição entre eles muitas vezes não tem qualquer continuação, enquanto que nos volumes anteriores não notei quebras tão abruptas. Talvez a culpa aqui seja do facto da autora intercalar os POVs de Tris e Tobias. Ao inicio adorei a surpresa, mas agora começo a pensar que talvez não esteja a resultar assim tão bem, visto que aquela aura de misterioso e de seriedade se perde aqui com os pensamentos de Tobias, principalmente os mais frágeis em relação a Evelyn. Ele acaba por não parecer tão forte e tão sexy, mas sim querido e meio medroso, talvez.

Quanto a Tris, perde-se aqui um pouco aquela interacção com Christina ou outros personagens, sendo quase um trio: Tris, Tobias e a guerra que decorre, ou até a mãe deste.

O facto deles não se envolverem mais do que beijos e toques inocentes também me fez alguma impressão. Que raio! Não é nada natural! Onde andam as feromonas e hormonas?

Muitos pontos negativos e uma mudança muito grande pela parte dos personagens principais para uma série tão boa.

PS-  Desculpem a opinião tão curta, mas não a terminei na altura e agora não sei que mais acrescentar.
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pausa para Chocolates: ''Zac & Mia'' de A.J. Betts



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Comecei este livro há uns dias mas só agora consegui vir aqui, aliás acho que devo-o terminar hoje, para depois ver a série que fizeram.

When I was little I believed in Jesus and Santa, spontaneous combustion, and the Loch Ness monster. Now I believe in science, statistics, and antibiotics.
So says seventeen-year-old Zac Meier during a long, grueling leukemia treatment in Perth, Australia. A loud blast of Lady Gaga alerts him to the presence of Mia, the angry, not-at-all-stoic cancer patient in the room next door. Once released, the two near-strangers can’t forget each other, even as they desperately try to resume normal lives. The story of their mysterious connection drives this unflinchingly tough, tender novel told in two voices. 

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: "A Coroa" de Kiera Cass


É tão bom quando terminamos uma série e encerramos um capitulo nas nossas vidas como leitores!

Depois de ler "A Herdeira" tive logo de ir a correr começar a ler "A Coroa", pois a expectativa de saber o que ia acontecer era enorme. O livro começa logo onde acaba o 4º ou seja com a situação grave de um certa personagem. É a partir daqui que Eadlyn vai ter de tomar uma das decisões mais importantes da sua vida, deixando A Seleção em segundo plano. O afastamento repentino do irmão também acaba por ditar alguma confusão em Illéa e já nada parece correr bem. 
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Este livro não me captou tanto a atenção como o 4º o que é estranho porque estava mesmo ansiosa por lê-lo mas senti-me aborrecida diversas vezes. Contudo, não quer dizer que não tenha gostado pois gostei dos vários acontecimentos do livro, acho que foi o livro onde houve mais acção e a Eadlyn cresceu imenso como personagem! Ela que foi sempre muito opinativa mas às vezes era mais garganta que sei lá o quê, viu-se numa encruzilhada sem saber bem o que fazer mas lá tomou consciência do que era não só melhor para si mas como para o seu povo. Mais uma vez repito mas eu gostei muito mais da Eadlyn em dois livros do que a America em três...

Houveram algumas surpresas e revelações quanto por exemplo a Lady Beatrice ou ainda quando o Maxon conta a Eadlyn a verdadeira personalidade do seu avô. Mas passando ao que interessa, a Seleção, confesso que não gostei com quem ela ficou mas percebo a intenção da autora em mostrar que o amor não tem de ser determinado por uma seleção de candidatos, pode aparecer em qualquer altura, quando menos esperamos. Mesmo assim, nunca senti grande empatia com este casal, fiquei triste por ela não ter ficado com quem eu queria que ficasse. 

No fim a Eadlyn toma outra decisão que irá mudar o reino de Illéa para sempre e para além de ter sido uma boa decisão, fechar o livro e a série com esta decisão foi uma boa ideia porque vem de acordo com os ideais que a personagem sempre falou e sentiu, principalmente no 4º livro.

No geral, a série de 5 livros lê-se muito bem e embora não sejam livros que tenha adorado, é uma série que deixa a sua marca e saudades.
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opiniões anteriores: 
A herdeira (A seleção, #4)


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Chegou à despensa: ''P.S. Ilike you'' de Kasie West





Dizia eu que andava a portar-me bem...sim sim! :P 

Já andava com curiosidade para ler esta autora que quer fazer concorrência à Nora Roberts de quem lança mais livros por ano...a sério, pensava que este livro era dos mais recentes da Kasie West e quando fui ver ao Goodreads...nop...este é de 2016 e este ano já saíram mais 3. 

Este livro sou eu se fosse um livro, a sério...é muito amoroso. Adoro a capa, a contracapa...o livro por dentro...não fosse ele em tons de rosa, que é a minha cor preferida. 



Bem...agora é lê-lo xD 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A Entrar no Forno: ''Minha vida fora de série - 4ª Temporada'' de Paula Pimenta em Janeiro de 2018



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Hoje trazemos a notícia que irá alegrar os fãs desta autora brasileira.

A Editorial Presença confirmou o 4º volume desta série e o lançamento está quase aí! Previsão para dia 17 de Janeiro de 2018! 

Fiquem com a sinopse original que poderá conter spoilers para quem não leu os livros anteriores:
Após um traumático término de namoro, Rodrigo e Priscila seguem seus caminhos separadamente. Enquanto ela parte rumo à Nova York para tentar uma nova vida, Rodrigo quer esquecer tudo que passou e viaja para o Canadá, onde encontra os irmãos. Mas algumas lembranças são difíceis de apagar, e deixá-las para trás é muito mais complicado do que ele poderia imaginar.
Será que novos amores teriam o poder de curar seu coração? Ou ele precisa confrontar de vez o passado para finalmente se libertar?
Descubra nesta nova e emocionante temporada de "Minha vida fora de série".


Continuação de:

Podem ler a minha opinião do 1º e 2º livro, clicando na primeira capa!

sábado, 18 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''The Hate U Give/O Ódio que Semeias'' de Angie Thomas



Lançado em Setembro pela Editorial Presença, ''O Ódio que Semeias'' é um livro obrigatório que nos dá uma chapada na cara e acorda-nos para uma realidade actual.

Este era um dos livros que eu mais tinha expectativa. Para além das boas opiniões de fora, era um livro que eu sabia que iria ser algo único, do qual eu nunca tinha lido nada semelhante. Não me enganei. Acreditem que não é cliché quando digo isto, é mesmo a mais pura verdade. Não é comum ler livros escritos por autores negros. Aliás, assim de repente, só me lembro da Dorothy Koomson e da Nicola Yoon. A Dorothy tem sempre personagens negras mas mas escreve livros mais adultos. Este é um YA, virado para os jovens e com potencial para abrir muitos olhos e mentalidades e poder mudar um bocado a visão de quem um dia irá governar este mundo.

Hoje em dia lidamos com demasiado ódio em todo o lado: é ataques terroristas, é guerras, é crises políticas entre o Ocidente e o Oriente, é refugiados. Ainda assim, como não nos afecta directamente, parece que continuamos a dormir ou de olhos fechados. Este livro tem a capacidade de acordar-nos um pouco. Não tem a solução para todos estes problemas mas pelo menos serve para consciencializar a maneira como o ódio, o racismo e as desigualdades sociais ainda estão tão presentes hoje em dia. 

O tema do livro é a o assassinato de um jovem, Khalil, e a testemunha de Starr, a nossa protagonista. Inspirado em eventos semelhantes que ocorreram há pouco mais de 2 anos nos USA, ''O Ódio que Semeias'' levanta muitas questões. É um livro forte, com bastantes alusões a hábitos, expressões,  influências e referências destas comunidades, como por exemplo Tupac, uma das inspirações deste livro e autor de uma parte do  título original: ''THUGLIFE'' que significa The Hate U Give Little Infants Fuck Everbody. 

Através da visão desta adolescente de 16 anos, conseguimos entender bem o que é a injustiça. O que é sentirmos-nos impotentes perante uma sociedade que despreza se a cor da tua pele for escura. É um livro que revela que mostra bem que ''white privilege is real'', ou seja por mais que digam, quem é branco tem privilégios que muitos não tem, mesmo que se insista que há igualdade social. Tudo isto não passa-se só na América mas no mundo inteiro. 

Esta dualidade é nos dada em primeira pessoa pela Starr, vive num bairro que é o seu mundo, onde pode ser quem é, mas que não é reconhecida além de ''ser filha do dono da mercearia''. Depois temos a Starr da escola onde frequenta, uma escola onde são quase todos brancos. Ali, Starr sabe que não deve falar demasiado alto, tem de comportar-se de uma demasiada maneira. Mas ali é popular, é conhecida e acarinhada pelas amigas, professores e pelo namorado que é branco. Vive numa crise constante por nunca conseguir ser a Star verdadeira, por nunca conseguir misturar os seus dois mundos.


Embora a morte de Khalid seja o tema recorrente ao longo do livro, a evolução da Starr é o grande trunfo do mesmo. Começamos com uma Starr assustada e abalada para uma Starr rebelde que procura justiça e não descansa enquanto não a tiver. 

Seria injusto mencionar só o papel da Starr quando todo o núcleo de personagens secundárias é tão forte e improtante quanto ela. A família da Starr é magnífica e até os criminosos do bairro são importantes na história. Talvez o único ponto fraco do livro tenha sido a história das amigas, especialmente a Haley que irritou-me profundamente. Tirando isso, mais nada me incomodou no livro, até o romance é bom, especialmente pelo facto da Starr ser negra o namorado não e como isso também afecta a comunidade afro. 

Gostei imenso deste livro, para mim está no top de livros de 2017. Aconselho a toda a gente, acho que todos podemos aprender um bocadinho com este livro. A autora está de parabéns pelo seu trabalho de estreia e a fasquia para o próximo livro está elevadíssima! 


Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Passatempo: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Como prometido, passados 15 dias cá está outro prontinho a ser sorteado e enviado para o novo dono.
Quem quer esta distopia??


Para se habilitarem a ganhar:
- enviar email para algodaodoceparaocerebroblog@gmail.com
- com nome e morada completa
- link de partilha do Facebook
- com o título do passatempo no assunto do email
- só é válida uma participação por pessoa
- e só podem participar até 30/11/2017

Boa Sorte!!!

Opinião Young-Adult: ''O Sol Também é Uma Estrela'' de Nicola Yoon



Da mesma autora de ''Tudo, tudo e nós'' que eu adorei mas a Ne já não gostou tanto, li em Agosto o ''O Sol Também é Uma Estrela'' que saiu agora em Portugal.

Wook.pt - O Sol Também é Uma EstrelaO livro conta a história da Natasha, uma jovem de 16 anos que aos 8 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. O pai, que tinha o sonho de se tornar num actor, veio primeiro para os USA e passado uns anos, a restante família da Natasha (ela e a mãe) seguiram os passos do pai, sendo que o irmão mais novo já nasceu com cidadania americana. O que acontece é que tanto a Natasha como os restantes familiares são emigrantes ilegais e estão em vias de serem deportados, portanto o livro começa no último dia de Natasha na América, tentando apelar aos serviços de migração para que não seja deportada.

Numa dessas reuniões com um advogado ela conhece Daniel, filho de pais coreanos e que já tem toda a vida planeada (pelos pais claro). Com uma educação rigorosa, os pais de Daniel sonham que ele torne-se um médico e entre para as melhores faculdades do país, Claro que não é nada disto que Daniel ambiciona, sendo que o ele realmente quer fazer da vida é ser poeta, algo inaceitável para os pais.

Quando Daniel e Natasha encontram-se pela primeira vez, não temos aqui o típico amor a primeira vista (e ainda bem). O que achei curioso neste livro é o Daniel ser todo sonhador e romântico (daí querer ser poeta) e a Natasha (talvez pela situação em que se encontra) não tem tempo para romances e é muito mais pragmática e ''resolvida da vida'', até porque é ela que tenta com que a família não seja deportada, enquanto a mãe dela já aceitou o destino de serem expulsos do país.

O livro é contado não só pelo ponto de vista da Natasha e do Daniel mas também pelo ponto de vista de todas as pessoas com quem eles se cruzam, desde a segurança da embaixada dos USA, até ao advogado, Não são pontos de vista muito longos e a maior parte nem passa de um capítulo, apenas ficamos com a visão de todas as pessoas a quem a vida de Natasha e Daniel tocaram naquele dia. Gostei bastante deste detalhe, como o livro se passa num só dia, conseguimos ter uma visão global de tudo. Há até uma personagem e um momento que são depois muito importantes no final do livro. Quantas vezes já não andámos na rua e olhámos para uma certa pessoa e imaginámos como seria a sua vida? Aqui a autora faz isso e adorei este outro lado da história. 

Todos estes pequenos pontos de vista também mostram uma filosofia do livro: a do universo (e daí o título). Aqui acabamos por reflectir que todas as nossas acções tem uma consequência e pode não ser directamente na nossa vida, mas pode influenciar a vida de alguém.

O romance também incita a reflexão de um amor racial entre uma negra e um asiático. Gostei disso e das questões que a autora levanta. 
Acho que ainda assim o mais importante aqui é o assunto da emigração da Natasha, de como ela se sente americana, porque desde os 8 anos que só conhece esta cultura e não tem muitas lembranças da sua vida anterior,embora por lei ela seja jamaicana. Faz-nos pensar realmente o que é afinal a nossa nacionalidade, aquela que está escrita num papel ou aquela que sempre conhecemos. 

Apesar de ser um romance (tal como o outro livro da autora) achei este segundo livro muito melhor, aborda muitos temas e passa muitas mensagens, para não falar das características das personagens que são bem diferentes dos típicos livros young-adult contemporaneos. 

Tendo já lido todos os livros desta autora, é esperar que ela escreva mais algum pois sem dúvida que quero ler mais coisas de Nicola Yoon.

A história de uma rapariga, um rapaz e o universo.
Natasha: Sou uma rapariga que acredita na ciência e nos factos. Não acredito no destino. Ou nos sonhos que nunca se concretizam. Não sou de todo aquele tipo de rapariga que encontra um rapaz simpático numa rua nova-iorquina cheia de gente e se apaixona por ele. Não quando a minha família está a doze horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não será a minha história.

Daniel: Sou o bom filho, o bom estudante, correspondendo sempre às elevadas expectativas dos meus pais. Nunca fui o poeta. Ou o sonhador. Mas quando a vejo, esqueço tudo isso. Algo em Natasha faz-me pensar que o destino nos reserva, a ambos, alguma coisa muito mais extraordinária.

O universo: Cada momento das nossas vidas conduziu-nos a este momento único. Há um milhão de futuros perante nós. Qual deles se tornará realidade?


sábado, 11 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''Geek Girl - De Saltos Altos'' de Holly Smale



Passado quase um ano, a Porto Editora lança mais um livro desta série que eu gosto bastante mas infelizmente vejo pouquíssimas pessoas a lerem e a comentarem. Só espero que isto não signifique mais uma série a meio em Portugal. Ainda falta sair mais 3 volumes.
Apesar de ter lido o 2º livro há quase um ano (li em Dezembro de 2016) ainda me lembrava de bastantes coisas do livro anterior, especialmente o final. Mas se não lembrarem-se, não faz mal porque a autora meio que recapitula o que aconteceu, o que é bom para quem lê a série tão espaçadamente.

Temos aqui a nossa querida Harriet de volta ao mundo normal dos jovens adolescentes. Despedida da designer Yuka Ito, desde que regressou do Japão que não recebe nenhum trabalho como modelo e nem a sua agência parece lembrar-se dela. 
Convicta que vai passar o próximo verão com a sua melhor amiga e às mensagens com o seu namorado, Harriet não tem muito com que se preocupar, até que a sua família diz-lhe que vão viver para Nova York! 
A mudança do cenário de Inglaterra para o outro lado do Atlântico foi muito boa, apesar de ser uma mudança curta. O engraçado é que a autora explora vários países ao longo da série, o segundo livro foi passado em grande parte do Japão e agora temos o lado americano. 
Claro que aventuras não vão faltar à nossa geek preferida. Mal chega a solo americano, percebe que não consegue integrar-se tão facilmente como pensava e para piorar, parece que o seu namorado e a sua melhor amiga estão demasiado ocupados com as suas vidas e já a esqueceram. Além disso, Harriet não vai bem para Nova York....portanto o seu sonho de morar num prédio com porteiro e no coração da cidade como nos filmes, vai por água abaixo! 
Nem tudo vai ser mau, pois temos o regresso do Wilbur que arranja um novo trabalho para a nossa modelo preferida e mesmo contra a vontade dos pais, Harriet não resiste em entrar novamente no mundo louco da moda. Claro que isto irá trazer muitos problemas e muito drama mas também muita aprendizagem para a nossa nerd. 

Este terceiro volume continua o mesmo nível dos anteriores. Estes livros lêem-se que é uma maravilha e apesar de serem para uma faixa etária bem abaixo da minha idade, consigo divertir-me com eles e principalmente tirar partido das lições que está série traz. Embora pareça que todos os livros sejam um poucos parecidos - e é verdade - aqui o que importa é a evolução da Harriet, mesmo que pareça que no início de cada livro volte à estaca zero em termos de auto-confiança. Temos um exemplo aqui, com a nova tutora da Harriet, que duvida que ela seja assim tão inteligente, mesmo que a própria Harriet saiba que o é, duvida sempre das suas capacidades devido aos comentários alheios. 
Em termos de romance, Harriet e Nick lá terão os seus problemas mas as cenas em que estão bem são fofinhas. 

Mais um livro desta série aprovado, são livros ideais para adolescentes a partir dos 13 anos. Apesar de ter a opção de continuar com a série em inglês, tenho gostado do trabalho da tradução em português, portanto vou esperar pelo 4º livro na minha língua. 

Harriet Manners sabe que:
• Nova Iorque é a cidade mais populosa dos Estados Unidos.
• 27% dos americanos acreditam que nunca aterrámos na lua.
Mas não faz ideia de como a família irá lidar com a vida nos arrabaldes
da cidade. Ou como se "tornar uma marca", como dizem as modelos que
vai conhecendo. E, mais importante ainda, não sabe como gerir os gestos
românticos que lhe chegam de outra pessoa que não o namorado...
Será que é desta que a nossa geek girl abusa da sorte?

Opiniões dos outros livros da série:

domingo, 5 de novembro de 2017

A Sair do Forno: ''Mirror, Mirror'' de Cara Delevigne e Rowan Coleman



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Mais um livro a chegar, desta vez pela Planeta e já para Novembro!


Escrito pela modelo/actriz Cara Delevigne e com a ajuda de outro escritor.
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Vão ler ou são cépticos em livros escritos por ''famosos''? 

O romance que vai deixar marca!
Romance sobre a amizade e a identidade e o facto de que as aparências podem enganar. Quando olhar para o espelho, o que vê?
Explora o complicado mundo da adolescência: amizade, amor, sexualidade, descoberta da identidade, triunfo, decepção...
Repleta de elementos pouco usuais, que deixarão admirados não só os fãs de Cara Delevingne como os que ainda não conheçam a polémica artista.

Sai em Novembro!

sábado, 4 de novembro de 2017

Chegou à Despensa: ''Guarda-me para sempre'' de Brigid Kemmerer





Comprei este livrinho no último dia de Outubro. Tinha algum saldo no cartão Continente e portanto aproveitei para abater neste livro que já saiu há uns meses mas que nunca foi prioritário.

Adoro esta capa, parecida com a original mas gosto mais das nossas cores. Todo o livro está muito bonito e tem sido muito bem falado portanto espero também gostar.

Quem já leu comente por favor o que achou, opiniões precisam-se =) 

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

A Sair do Forno: ''Mil vezes Adeus'' de John Green




Não era intenção de Aza, uma jovem de dezasseis anos, investigar o enigmático desaparecimento do bilionário Russell Pickett. Mas estão em jogo uma recompensa de cem mil dólares e a vontade da sua melhor amiga Daisy, que se sente fascinada pelo mistério. Juntas, irão transpor a distância (tão curta, e no entanto tão vasta) que as separa de Davis, o filho do desaparecido.
Mas Aza debate-se também com as suas batalhas interiores. Por mais que tente ser uma boa filha, amiga, aluna, e quiçá detetive, tem de lidar diariamente com as suas penosas e asfixiantes «espirais de pensamentos». Como pode ser uma boa amiga se está constantemente a pôr entraves às aventuras que lhe surgem no caminho? Como pode ser uma boa filha se é incapaz de exprimir o que sente à mãe? Como pode ser uma boa namorada se, em vez de desfrutar de um beijo, só consegue pensar nos milhões de bactérias que as suas bocas partilham?
Neste tão aguardado regresso, John Green, autor premiado de A Culpa É Das Estrelas e À Procura de Alaska conta, com dolorosa intensidade, a história de Aza, numa tentativa de partilhar connosco os dramas da doença que o afeta desde a infância. O resultado é um romance brilhante sobre o amor, a resiliência, e o poder da amizade.
Sai dia 10 de Novembro

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

A Sair do Forno: ''As Estrelas, o Caos e Eu'' de Jenny McLachlan


Por vezes, só precisas de um pouco de caos na tua vida.
A Meg é a típica nerd de ciências que sonha mais com as estrelas lá em cima do que com o mundo cá em baixo. Mas está prestes a receber uma missão carregadinha de realidade. A mãe partiu inesperadamente numa das suas viagens loucas e deixou a Meg a tomar conta da irmã bebé.
Esta promoção a adulta da casa, mais rápida do que um foguetão, veio na pior altura possível: o momento em que está a decorrer um concurso cujo prémio é uma visita à sede da NASA. Nada mais, nada menos do que o grande sonho da Meg. Para dificultar ainda mais as coisas, o seu rival, o Ed, também está na corrida.
Pelo meio, ainda há um avô meio louco, galinhas, hamsters, um adorável cão baboso de ar maléfico, uma mãe com muito para aprender, colegas de escola populares e insensíveis, e, obviamente, uma fantástica história de amor entrelaçada no meio de todo o caos.
Dividida entre a responsabilidade de cuidar de um bebé e a vontade de conquistar as estrelas, a Meg vai precisar de um verdadeiro milagre cósmico para não perder o norte.
Mas há quem diga que os milagres acontecem!
 Sai dia 30!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião Distópica/Young Adult: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Esta obra de Katharine McGee é tipicamente YA.

Temos uma história com bastantes personagens envolvidos, mas no final vão ser todos secundários. Há um enredo sim, que se divide em vários e que no final volta tudo a unir-se. Este foi o aspecto que mais gostei deste livro. A questão é que a parte mais interessante é mesmo o final, por isso quem se aborrecer pelo meio, o meu conselho é continuar porque a resposta ao primeiro capílogo (ou prólogo) vai ser mesmo só no final.

Portanto posso afirmar que tem um início um pouco confuso, com tanto interveniente, um desenvolvimento muito fútil e um pouco oco - nada que não tenhamos lido noutro young-adult passado numa secundária, por exemplo. E depois temos o final que nos surpreende e que faz a leitura valer a pena ou pelo menos a não chorarmos pelo tempo perdido.

Gostei das várias personalidades, algumas semelhantes, outras nem por isso, já que há um grupo central de amigas. Aqui vemos exploradas temáticas como falsas amizades, traições, vinganças, dramas familiares e vergonha alheia.

A suposta personagem principal é a menina linda do livro, mas vai mostrar que a beleza não é tudo e que é preciso ter mais que sorte na vida e muita sorte em quem nos rodeia, já que a perfeição atrai invejas que por sua vez atraem vinganças, etc. Coisas bastante negativas.

Gostei do facto de Katharine McGee introduzir temas de consumo de drogas nos meios ricos e jovens e também da homossexualidade ou até bissexualidade.

A parte distópica do livro está presente apenas em algumas caracteristicas do prédio, já que hoje em dia podemos encontrar prédios com inúmeros andares (não milhares mas centenas) e com autênticas cidades dentro deles. Os níveis de andares correspondentes aos níveis de vida da população também não me foi estranho nem tão futurista assim, já que basta pensarmos em penthouses para termos algo semelhante.

Este é o primeiro volume da colecção The Thousandth Floor, estando o segundo volume já publicado e o terceiro previsto para Agosto de 2018. Eu, pessalmente, li e terminei o livro como se fosse um livro individual, porque a "porta" que a autora deixou aberta não deixou assim tanto por contar. O que me parece é que ela vai aproveitar para fazer uma espécie de continuação, mas que seria quase sobreponível a esta. Mexendo assim mais um pouco nas histórias pessoais de cada personagem e talvez desmascarar a vilão.

De qualquer forma, penso que ainda vou dar uma segunda hipótese e ler o seguinte, isto se a Planeta apostar nele.

Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos