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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Doce do Momento: "Métrica" de Colleen Hoover



Primeira trilogia da autora. Já falta pouco para acabar de os ler todos.
Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.

sábado, 1 de abril de 2017

Agridoce: Março



Esta rubrica anda a falhar imenso!!!!
Outubro, Janeiro e só agora Março? Ui.

Entre linhas (Between the Lines, #1)

Mafi: Este mês foi um mês cheio de leituras de 3 estrelas e este foi uma delas. Conceito muito original, execução que deixa muito a desejar.
Ne: O piorzinho deste ano até agora. Nem o consegui terminar.

Milk and Honey 

Mafi: Eu que não devo ler poesia desde os poemas do Fernando Pessoa no 12º ano, adorei este livrinho!
Ne: O primeiro da autora que li e até agora o que ainda está guardado naquele cantinho do coração. Continuo na minha maratona.

O Universo nos Teus Olhos 

Mafi: Também podia meter aqui outros livros mas este foi o 1º do mês a que dei 4 estrelas portanto é o sortudo de figurar aqui.
Ne: Nada consegue ultrapassar o quanto gosto desta sobremesa. Quando encontrar aviso-vos!

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Primeiras Impressões: "Silêncio" de Richelle Mead



Nova aquisição, um ebook pequenino mas para relembrar a autora.
A capa chamou-me a atenção pelas suas cores. Aqui não se vê claro, mas todas as cores, com o branco do lenço chamam a atenção.
Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo — todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis.
O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas.
Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará
suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

domingo, 11 de setembro de 2016

Doce do Momento: "O Ar que ele Respira" de Brittainy C. Cherry



Nunca li nada desta autora, mas a sinopse parece-me muito interessante e por esta altura já li o primeiro capítulo e já percebi que vai ser um livro intenso.
É o primeiro de uma trilogia, mas os seguintes não estão traduzidos. Hum, mau sinal.
Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás daquele ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth procura se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Opinião Young-Adult/Sobrenatural: "Herdeira de Fogo" de Sarah J. Maas



- Spoilers - 

Depois de uma separação pouco emotiva, na minha opinião, aqui começa a nova etapa de vida da nossa protagonista. Começamos com uma protagonista preguiçosa, bêbada e esfomeada... e eu a pensar que ia encontrá-la a ser recebida pelos fundos, mas vestida com os vestidos que ela tanto gosta. Afinal foi tudo exactamente ao contrário.
Tal como no volume dois, aqui também há uma troca de parceiros, apesar deste não ser amoroso. Celaena agora tem um novo amigo e pouco fala ou pensa em Chaol ou em Dorian. O que é um pouco estranho, porque apesar da personagem feminina ser muito independente acaba por ser demasiado desligada com quem teve tão grandes ligações, e isso já tínhamos visto no segundo em relação ao que ela teve com Dorian no primeiro livro. Quem resta, como sempre, é só mesmo Nehemia e o tal Sam que nem chegamos a conhecer!
Conhecemos sim os semi-feéricos, feéricos e os monstros destes. O que vale é que por melhor que a nossa heroína seja, quando avança de "nível" (ou seja de livro) as suas qualidades nunca são suficientes, por isso Sarah J. Maas lá a mete a treinar, a aprender, a sangrar, a quase morrer, etc. A sorte é que ainda há quem a ajude, neste caso o nosso mais recente amigo Rowan, com a sua tatuagem no rosto e o seu cabelo prateado.
Apesar de fisicamente não serem parecidos, achei as personalidades muito semelhantes entre Rowan e o Chaol. As maiores diferenças é talvez o passado de cada um e o facto de Rowan estar preso pelo sangue a Maeve, a outra vilã da história, facto este que serve de déjà vú para histórias de fantasia semelhantes. A "re-ligação" que é feita no final acaba por ser mais um ponto a esclarecer, espero eu, nos próximos livros, visto que já que não há ali uma ligação amorosa e Rowan continua mandão como sempre, não estou a ver grande uso para Celaena. Se ele já faz parte da corte dela para quê ligarem-se pelo sangue?
Outro acontecimento a esclarecer - afinal Celaena tem ou não o segundo poder?
Neste livro ela mal se encontra com o vilão e a autora manteve-a na ignorância dos outros acontecimentos todos, o que a tornou, infelizmente, numa personagem quase secundária. Isso para mim foi talvez o mais negativo deste terceiro volume, sem contar com a primeira metade tão monótona, porque o que nos agarra a esta história é Celaena e as suas batalhas e relações. Assim, a autora só nos dá breves excertos dela. Ainda por cima, agora com a magia, acaba por ser como abanar um chocolate ou um saco de gomas à frente desta gulosa e depois escondê-lo, e depois mostrá-lo e depois... ok, já perceberam a ideia e a minha angústia. Sim, o primo também serviu um bocadinho para tapar o "buraquinho do estomâgo" e o romance de Dorian também, mas depois Chaol começa a parecer menos perfeito, menos corajoso, mais esquecido pela nossa heroína, e o que nos resta? Personagens novas com protagonismo a mais, acontecimentos mais emocionantes que duram menos de um capítulo e um final cheio de pontos de interrogação! Sarah má, não se faz!
Por outro lado, fiquei surpreendida com a revelação já no final de Sorscha! Quem diria, hein? Enganou-nos bem... Mas depois o fim dela acaba por ser tão repentino e ainda por cima Dorian não reagiu a ela mas só à ameaça em direcção a Chaol? Ok, ou a autora não tem a certeza do que quer a nível amoroso, ou então não percebe nada da coisa. Que raio de sentimentos são aqueles? E já falei do que ela fez à relação de Celaena e Chaol que até filhos iam ter, se pudessem? Ou seja, o que eu mais gosto de ler para além da acção são os momentos de amor ou os finais felizes e aqui não tenho nem um nem outro. Tenho só vilões aos montes, bons que afinal não são assim tão bons, bons que são covardes até à última hora e bons que são covardes quase até ao último momento.
Talvez o único que presta seja mesmo Dorian que esteve sempre tão à sombra, mas que durante este terceiro livro se foi revelando cada vez melhor, ultrapassando até o próprio Chaol a nível psicológico.
Em relação a Manon e ao seu séquito, espero que haja um objectivo para lhes dar tanto ênfase. Todo este protagonismo a personagens secundárias baralhou-me, mas estou com esperança que no próximo livro tudo se explique, e por isto é que acabei por dar a classificação que dei.
O final é bastante mais intenso que os outros dois, o que foi bom, pois acaba por compensar a primeira metade (ou um bocadinho mais) de história sem grandes flutuações, como disse antes e no Ponto de Situação.
A situação das alterações dos POV's amenizou um pouco, passando a ser um capítulo, para alternar de dois em dois. Ou seja, quase igual.


Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demónios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Opinião Young-Adult/Sobrenatural: "Coroa da Meia-Noite" de Sarah J. Maas



- Spoilers -

No segundo volume da saga Trono de Vidro, Celaena continua tão guerreira como no primeiro. A rapariga, e os que a seguem, capítulo sim, capítulo não, terminam cobertos de sangue e feridas.
Aqui vão haver muitas revelações, muitas reviravoltas, mas o melhor de tudo é que a quantidade de magia vai aumentando exponencialmente.
O rei de Adarlan continua mau como as cobras, o príncipe bom como o milho e bom de personalidade, e o capitão lá consegue ser conquistado ou avançar para a frente. Esta troca de parceiros em relação a Celaena torna-se um pouco estranha, porque no primeiro livro notava-se ali uma indecisão, mas ela ao terminar com Dorian foi tão fria que pareceu que ela andou a brincar com ele e com os seus sentimentos. Passa então a sua total atenção para Chaol e mesmo assim a sua relação teve grandes dificuldades, principalmente a partir do momento em que a sua amiga morre (leram o aviso a vermelho lá em cima não leram?).
A morte de Nehemia ainda hoje (que já li este e o próximo) continua a me parecer uma desculpa fraca para o "fazer acontecer" que esta e a rainha morta (aqui há tantas rainhas e reis e príncipes que vou chamá-la assim) combinaram. Penso que os acessos de raiva de Celaena são mais que suficientes para ela fazer alguma coisa, para além de ser covarde, mas parece que a autora nunca está satisfeita e tanto a torna invencível, como a torna uma choramingas.
De qualquer forma este livro pode-se dividir em dois, mas quem se mantém constante é Celaena que continua a fazer as coisas pela calada e sendo a assassina do rei. As variações são a magia que se desenvolve na segunda parte e os ataques de raiva que se multiplicam desde a morte de Nehemia.
Sinceramente não estava à espera que houvesse uma espécie de tréguas entre Chaol e Celaena, mas de facto esta acontece mesmo quase no final, mesmo depois de Celaena ver e estar com o espírito da amiga que lhe diz muito rapidamente e vagamente que foi tudo planeado.
Comparado com o livro anterior, este foi menos activo. Temos ali na segunda parte alguns pontos altos, como Celaena a ir salvar Chaol, Celaena a matar monstros e Celaena a quase matar o suposto segundo amor da vida dela. O denominador comum é sempre a nossa rainha-que-não-quer-ser-e-que-ninguém-sabe-quem-é-mas-que-nós-leitores-já-desconfiamos-desde-o-inicio que luta que nem uma amazona (não vou dizer homem porque há muito covarde aqui nesta história e não só), mas que precisa ser sempre salva de morrer no final das lutas.
Sarah J. Maas continua a descrever muito bem as personagens, os momentos com mais acção e os cenários, mas falha um pouco nas relações entre personagens. Acho que são muito frias nestes momentos para o ardor que transparecem nas lutas.
Aqui não temos final, mas um "a continuar". Claro que continuei a ler... e espero que vocês também. Amanhã a opinião do terceiro.

Encontrei a música perfeita para o casal Celaena e Chaol, espero que o vídeo funcione:



Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Ponto de Situação: "Herdeira de Fogo" de Sarah J. Maas


Em relação aos dois volumes anteriores, a autora decidiu variar muito mais os POV's de capítulo para capítulo. Pessoalmente acho que o está a fazer demasiado, dando protagonismo a personagens que não contribuem para a minha felicidade durante esta leitura. Para que é que eu quero saber mais sobre a bruxa Manon? Ou sobre o primo? Este último pelo menos é bom, mas fala mal nas costas do Chol, o que é péssimo!
Antes de começar a ler a Herdeira de Fogo fui ler algumas opiniões, em que falavam no novo trio amoroso. Até agora, sinceramente, não acho que haja nada de amoroso entre Cealena e o seu novo treinador, e eu já vou a mais de meio. Houve sim uma evolução na relação deles, mas penso que é só amizade.
Apesar disso, acho sim que Celaena está a esquecer involuntariamente Chol, e até os restantes amigos que deixou. Só se lembra mesmo de Nehemia e das promessas que lhe fez.
De resto, referindo-me à parte da acção, o treino de Celaena está muito morno, sem grandes evoluções e já estando na segunda parte do livro não acho que seja algo bom. Se for esmiuçar o que li até agora consigo resumir em 5 linhas, ou seja, mais valia este 3º volume ter 250 páginas e não 516, assim, a história fluiria muito mais. E agora que penso nisso, só está a fluir neste momento porque estou ansiosa para que chegue a parte boa, que segundo quem já leu acontece nesta segunda metade.
Veremos.

Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Doce do Momento: "Herdeira de Fogo" de Sarah J.Maas



Quem lê o segundo não consegue descansar enquanto não começar o terceiro. E eu não fujo à regra.
Celaena ressurge das cinzas ainda mais forte e letal. E parte em uma jornada em busca de uma obscura verdade: uma informação sobre sua herança e seus antepassados que pode mudar sua vida e o futuro de dois reinos para sempre. Enquanto isso, forças sinistras começam a despontar no horizonte e têm planos malignos para dominar o seu mundo. Agora, depende de Celaena encontrar coragem para enfrentar tais perigos, além de seus próprios demônios, e fazer a escolha mais difícil da sua vida.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Doce do Momento: "Coroa da Meia-Noite" de Sarah J. Maas



Não me apetece ler nenhum livro em especial, por isso vamos lá continuar o que foi bom.
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da escravidão. Mas sua lealdade nunca esteve com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre e fazer justiça. Nos arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores, Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e traições tecida ao redor da coroa. Em Adarlan, um segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que aprendeu a amar.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Opinião New-Adult:"Sr.Daniels" de Brittainy C. Chery



Contém ligeiros spoilers

Quando no mês passado li "Amor Cruel" de Colleen Hoover, o GR inundou o meu feed com recomendações de livros semelhantes e que provavelmente eu iria gostar. Nunca ligo muito aos livros que aparecem do lado direito na página de um certo livro - já apanhei em alguns casos, livros que não têm nada a ver - mas supostamente vêm em recomendação de outro.

"Loving Mr.Daniels" era uma dessas recomendações. Face à sinopse e algumas opiniões positivas, fiquei com curiosidade para lê-lo. Apesar de já ter o meu leque de eleição de autoras de New Adult, acredito que há muita coisa desconhecida ainda por explorar, aliás Colleen Hoover também foi uma dessas autoras, primeiro auto-publicada e só posteriormente encontrou o sucesso. 
A sinopse era tentadora e gosto muito de romances proibitivos. O facto de também ser só um livro fez com que o interesse aumentasse. Foi então com alguma expectativa que comecei a leitura do Sr. Daniels.
Sr. DanielsA estória baseia-se na relação entre um professor e uma aluna, abordando outros temas, nomeadamente o luto. A semelhança de temáticas fez-me pensar que iria encontrar outro livro tão bom como foi "Amor Cruel". Era a única referência das minhas últimas leituras e confesso que ao ler o livro ia sempre comparando os dois livros e as duas autoras. Não gosto de fazer isso, porque acredito que cada livro deve ser avaliado por si só, mas foi inevitável desta vez, tal era o impacto e a influência que Hoover tinha deixado, num género em que é a rainha.

"Sr. Daniels" não é mau, até é uma leitura bastante decente que entretêm um bocado, mas encontrei muitas falhas que fizeram-me não gostar tanto do livro como pensava que ia gostar.

Começando pela a abordagem das temáticas. Gostei bastante do tema das cartas e da protagonista lidar com a morte de um ente querido. Deu alguma profundidade à personagem e criei alguma empatia com a Ashlyn. Mais uma vez como em inúmeros livros, gostei muito mais da personagem masculina, o Daniel. É incrível como as autoras conseguem criar personagens masculinas muito mais apelativas que as femininas. Os problemas de Daniel também foram bastante instigantes de ler, não estava de todo à espera aquela aparição do irmão a meio de da estória.

Uma das críticas que tenho a apontar é o facto de a autora não ter tido mão na dose de drama ao longo do enredo. Achei desnecessário o que aconteceu ao Ryan, personagem que até gostava e este acontecimento teve pouco impacto nas acções seguintes. Se virmos bem, ao longo do livro são referenciadas umas cinco mortes! Ou a autora é fã do G.R Martin ou então não sabe dosear tragédias. A falta de empatia da Ashlyn com o que aconteceu ao Ryan também me aborreceu, até porque páginas antes andava a protegê-lo e considerava-o como um irmão.  

O romance também me desiludiu pois achei que a autora não abordou da melhor maneira a relação dos protagonistas. Centrou-se muito em romancear o amor de Daniel e da Ashlyn mas preocupou-se pouco na relação como professor e aluna. Que é o que dá o mote ao livro, é ambos estarem numa relação imoral, proibida, pouco ética. A autora não teve capacidade suficiente para fazer-nos questionar a relação entre os dois, se era certa ou errada, por exemplo. A autora podia ter arriscado mais a relação proibida entre os dois, não achei que desse argumentos suficientes, pois mais parecia um romance comum entre uma adolescente e um homem mais velho, que só por acaso é seu professor. Também não houve reflexão suficiente pela parte da Ashlyn e do Daniel em relação ao que andavam a fazer. Só tinham receio que alguém descobrisse... Fiquei desapontada por a autora não pôr as personagens a questionar as suas atitudes e não por o leitor a pensar no que está a ler. Principalmente pela parte do Daniel, até parecia que era um comportamento normal e profissional um professor namorar uma aluna. Um ponto que podia ter sido mais explorado.

O fim...foi estranho. Muito estranho a forma como a autora desenvolveu os últimos capítulos, o reencontro entre os dois foi quase irreal dado que numa dúzia de páginas temos narrados eventos de três anos. A reunião da Ashlyn e do Daniel não teve qualquer impacto, pois acontece em meia dúzia de linhas para no capítulo seguinte terem o seu final feliz. Mais uma vez, carência de desenvolvimento e fraca estrutura de plot! A autora não soube terminar o livro e apressou as coisas. 

Por fim,o último ponto negativo é para a construção frásica...o inglês nem é a minha língua principal e achei que algumas coisas não me soavam bem. 
"Loving Mr. Daniels" podia ter sido muito melhor, teve momentos doces que eu simplesmente adorei (p.e as cartas ou as passagens citando Shakespeare) mas nota-se que a autora não soube desenvolver a estória que tinha, tem potencial mas é um livro que vê-se claramente que precisava de uma revisão para torná-lo muito melhor. 
Um amor proibido no melhor estilo de Romeu e Julieta Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. Para fãs de Colleen Hoover, de Jamie McGuire, e leitores do gênero New Adult.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Origem: "Princesa Adormecida" de Paula Pimenta




Hoje mostramos uma origem de uma autora publicada em Portugal mas que vive do outro lado do Atlântico! A Paula Pimenta tem apenas 5 livros cá mas dezenas no Brasil e este é um deles! 

Quem gosta de contos de fadas?

Paula Pimenta - Princesa Adormecida // Galera Record // Renato Guedes //

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Opinião Young-Adult: "Invisível" de Andrea Cremer e David Levithan


Escrito a duas mãos, Invisível até podia ter saído um desastre mas felizmente aguentou-se contra tudo o que poderia fazer deste livro o tal desastre: dois autores a escreverem, tornando-o confuso e uma premissa que podia dar muito para o torto se tivesse demasiadas pontas soltas. 

A estória parecia demasiado simples ao princípio. Elizabeth consegue ver Stephen, um rapaz que é invisível a toda a gente, menos à sua nova vizinha. Claro que esta estranheza torna-se em amizade que torna-se em amor mas depressa segredos são revelados e um mundo sobrenatural e paralelo é descoberto. Não é feitiçaria nem é magia, como explica no livro, é outra coisa. Temos maldições, conjuradores e encantamentos. E um desses encantamentos rebateu-se sobre Stephen tornando invisível aos olhos de todos.

Todas as maldições são perigosas e têm o seu fascínio e a do nosso protagonista teria de ser a mais perigosa de todas. Uma madição que assume vida e vontade própria, que gera o seu próprio poder. É isto que Stephen, Elizabeth e o irmão desta - Laurie - juntamente com outros amigos irão descobrir, perante uma Nova Iorque impassível a este cenário maléfico. O mundo colorido de Times Square, da cidade que nunca dorme é escurecido por tons de vingança de um homem, Marxwell Arbus. Arbus é avô de de Stephen e aquele que lhe impôs a maldição. Uma espécie de Voldemort, criando um mundo cheio de vontades feias que só alguns - poucos - conseguem ver. Como a nossa protagonista, Elizabeth. Ela é uma rastreadora, consegue encontrar maldições de todos os formatos e tamanhos, das mais ridículas (como por exemplo, alguém nunca conseguir apanhar um táxi) até às mais assustadoras. O seu objectivo, depois de descobrir este seu dom, é extrair estas maldições, especialmente a de Stephen e torná-lo visível a todos, que isto de ter um namorado que ninguém mais vê, não dá muito jeito.

A narrativa do livro é bastante decente, começa bem ao introduzir as personagens e mesmo quando começa a desvendar o caminho que o livro vai seguir, os autores conseguiram segurar bem a trama. Fizeram bem em não complicar demasiado este mundo com muitos seres mágicos, havendo apenas duas categorias e tudo se basear à volta de maldições. Não é explicado muito bem como estas maldições eram passadas, na geralidade, visto que a de Stephen é bem explicada e isso é que interessa. 

As duas personagens principais são muito fofas e gostei imenso da interacção entre eles e do romance em si. As cenas iniciais em que se conhecem são ternurentas e as finais são de deixar o coraçãozinho apertado, pois não era o final que todos queríamos, mas é o final mais real. 

Embora goste imenso do trabalho dos autores do livro, não fiquei fascinada por ter sido escrito a duas vozes, por vezes ficava confusa quem estava a narrar o capítulo, visto que não há qualquer indicação do ponto de vista do narrador. Apesar do world-building ser uma parte importante do livro, acho que os sentimentos e as emoções são o que mais se realça desta obra. De como queremos ajudar tanto uma pessoa mas sermos impotentes de mudar algo, ou simplesmente não conseguirmos e termos de aceitar que a vida é mesmo assim. Gostei do livro e recomendo!

Sinopse:
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. 

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à orientação sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!

InvisibilityTítulo Original: Invisibility
Edição: 2014


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Doce do Momento: "Só depende de mim" de M. Leighton

A Mafi lê...


Para Olivia, felicidade romântica nunca foi tão boa como a que ela sente com Cash. Imprevisível, exceto quando se trata de satisfazer seus desejos, há reputação de menino mau de Cash  é bem merecido, mas ele está girando em torno de sua vida como a mulher que o aceita pelo que ele é.

Até estranhos do passado fazem com que o mundo de Olivia e o de Cash acabe ficando desorganizado. O que eles querem é algo que só Cash pode lhes dar. E se ele não entregar, então eles estão levando a única coisa que Cash valoriza demais.

Olivia sempre soube que quando ela se apaixonasse por Cash, era provável que ela iria se queimar. Mas esta nova ameaça está além de qualquer coisa que ela imaginava. Agora ela tem que confiar em Cash  com a sua vida, o que para a Olivia que é muito mais fácil do que o deixar ir, e com o seu coração.


Continuação de:
A Mafi lê...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Opinião Young-Adult: "Sempre teremos o verão" de Jenny Han


Livro não publicado em Portugal. Edição do Brasil.

Este terceiro livro da trilogia acabou por ser o melhor de todos, ou pelo menos aquele que me deu mais vontade de ler. 

No primeiro livro tivemos Belly e Conrad como um casal, no segundo a moça decidiu que afinal gostava mais do irmão deste, Jeremiah. No terceiro livro ficamos a saber com quem ela fica realmente e sinceramente tanto com um ou com o outro Isabella estava bem entregue, apesar de não ser merecedora de nenhum dos dois, in my opinion.

"Sempre teremos o verão" começa com uma bomba: Jeremiah pede Belly em casamento!! Ao princípio fiquei: "what the f*ck? olha estes dois agora armados em adultos!" sim, porque a Belly é a personagem mais imatura de sempre, não aparentando ter 19 anos. Mas surpresa das surpresas ela aceita porque o ama muito e não consegue esperar até ter 30 anos e agora que já está na faculdade é óbvio que a altura ideal e mais perfeita para casar é agora neste momento, sem pensar no amanhã, claro! Porque todas as raparigas adolescentes querem casar com esta idade.
As páginas seguintes são as habituais recomendações e avisos dos pais, de Steven e de Conrad que tentam de tudo para que este enlace não se concretize. Mas nem assim eles conseguem convencer os dois jovens a anularem o casamento que acaba por não se concretizar porque na véspera Belly descobre que afinal o amor infinito que sentia por Jeremiah também se aplica ao seu irmão. Really? E pronto já não há casório para ninguém, Belly gosta dos dois irmãos e por ela até era um casamento a três, mas claro que irmão que é irmão não partilha a sua dama com ninguém, ora essa! Num confronto entre os dois, temos direito a declarações como: "you're dead to me!"  Ouch isso não se diz assim da boca para fora a um irmão de sangue, ainda por cima por causa da Belly! Mas eu compreendo as hormonas estão aos saltos e o rapaz viu a sua noite de núpcias arruinada pelo próprio irmão, ninguém merece isso. 

Ao fim de isto tudo pensei: "olha querem ver que afinal a moça ficou sem nenhum?!" Mas não, era injusto e assim no epílogo vemos que a Belly fez a escolha certa, escolheu o seu primeiro amor.

Não é uma trilogia que me faça ter saudades, a autora ainda é muito verde tanto na escrita como na construção de enredos e personagens, sendo tudo muito cliché, mas pronto são livros leves, muito fáceis de ler, ideais para o verão. Quero ler a outra trilogia dela mas não é prioridade.

Sinopse:
Já se passaram dois anos desde que Conrad disse Belly ficar com Jeremiah. Ela e Jeremiah têm sido inseparáveis desde então, até mesmo participando da mesma faculdade – só, o relacionamento não foi exatamente o felizes para sempre que Belly esperava que fosse E quando Jeremiah faz o pior erro que um garoto pode fazer, Belly é forçada a questionar o que ela achava que era amor verdadeiro. Será que ela realmente tem um futuro com Jeremiah? Ela já superou Conrad? É hora de Belly decidir, de uma vez por todas, quem tem seu coração para sempre.

We'll Always Have Summer by Jenny HanTítulo Original: We'll always have summer
Edição: Março de 2014









Outras obras da autora:



domingo, 25 de agosto de 2013

Opinião Erótica: "Louca por você" de M. Leighton


Livro não traduzido em Portugal. Edição do Brasil.

Pensei em classificar este livro "New Adult" como contemporâneo, em que estes semi-adultos ou semi-adolescentes já têm mais experiência que sei lá o quê. Mas devido às várias cenas eróticas que entram no livro e às vezes que a protagonista sente calores e suores frios, o livro está mesmo para erótico como algodão doce está para o rosa.

Leitura bastante rápida e de entretenimento puro "Louca por você" tem as suas falhas mas também tem os seus pontos fortes. Começando logo pelos pontos negativos, Olivia, "Liv" para os amigos apresenta-se como uma rapariga normal, desconhecendo-se a idade exacta desta, (se foi dito no livro passou-me ao lado) os seus gostos, as suas virtudes, os seus defeitos, ou seja caracterização básica da personagem é zero, apenas sabemos que é normalíssima como milhões de raparigas nestes livros.
A Mafi lê...Carecendo de caracterização física (não faço a mínima ideia se é alta, baixa, gorda, anorética, desastrada, inteligente, enfim..) e um pouco mais de emoção sobre a sua vida passada e actual, a protagonista não é burra nem tonta como a maioria das jovens principais dos romances young-adult mas também não é um exemplo a seguir. Digo isto porque ela apresenta-se logo como a prima normal, vulgar de Marissa, namorada de Nash que é uma bomba de sensualidade que transpira beleza e todas as qualidades que os homens procuram numa mulher. Ela é que é a rapariga ideal, mesmo que a meio do livro mostre que é uma namorada um pouco neurótica... mas se o meu namorado também andasse atrás da minha prima também eu teria as minhas crises de ciúmes. Falando nos dois irmãos que formam o triângulo amoroso e todo o propósito do livro, são bem diferentes. Cash é o bad-boy, um dos donos do bar onde Liv futuramente irá trabalhar como bartender - o Dual. Nash é mais certinho mas que é tudo fachada porque é o pior dos dois (se é que são mesmo dois *wink wink*) pois como já disse tem namorada mas depressa esquece-se que esta existe quando começa a interessar-se por Olivia.

O plot basicamente é este se bem que a autora vai dando pistas de que algo que não bate certo e apesar do twist não me ter surpreendido - de todo, era uma hipótese que já me tinha passado pela cabeça - até foi um ponto bem inserido e que mudou toda a história até ali contada. A partir daí todo o enredo melhorou um pouco, mesmo assim gostaria que houvesse mais explicações, mais páginas para um melhoramento notório mas o que a autora apresentou depois do clímax não foi mau e compreensível. 

O "pacing" do livro felizmente não é tão corrido como alguns livros deste género em que tudo acontece em 48 horas mas claramente podia ter mais páginas e consequentemente uma estrutura melhor. Ao menos a escrita da autora não é intragável como alguns livros indie que andam por aí. As características deste novo género estão lá e M.Leighton soube explorar razoavelmente todos os pontos a que se propôs, não é um livro extraordinário mas entretêm por umas boas horas. 


Quando a bela Olivia conhece o charmoso e irresponsável Cash, não imagina que resistir às suas investidas pode ser bem mais difícil do que ela pensa. Nash, seu irmão gêmeo, igualmente lindo e encantador,também desperta o interesse da jovem. Maduro, responsável e bem-sucedido, ele é o oposto do irmão inconsequente. Porém é comprometido;ele namora a prima de Olivia, com quem ela divide o apartamento. Dois irmãos, um único desejo: conquistar o coração de Olivia Townsend. Dividida entre o sedutor Cash e o romântico Nash, ela não imagina que esse jogo de sedução pode ficar bem mais perigoso com um segredo do passado prestes a vir à tona.


Down to You (The Bad Boys, #1)Título Original: Down to you
Edição: 2013 pela editora Galera Record







Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos