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quarta-feira, 31 de maio de 2017

Compilações: "A Princesa Adormecida" ,"Audrey,Wait!" e "Two boys kissing"




Estes 3 livros não estavam planeados para Maio mas foram 3 leituras muito rápidas e diferentes entre si. Aqui ficam as minhas 3 mini opiniões.

34833085Começando pelo que li em primeiro lugar "Princesa Adormecida", que foi uma oferta da Ne no meu aniversário. Já tinha lido o "Cinderela Pop" quando saiu e tinha gostado apesar de o público alvo ser mais jovem do que a minha idade. Apesar de não ser nada fã do conto da Bela Adormecida da Disney, como tinha lido o livro anterior e tinha gostado, resolvi arriscar neste também.

Não sei bem o que se passou aqui com este livro mas na verdade não gostei muito dele e embora tenha apenas 170 páginas, a estória não me prendeu e achei tudo muito infantil. Não gostei da protagonista - Áurea - pois a mesma não tem algo essencial em qualquer livros de ficção: personalidade. Eu sei que isto é uma releitura da Bela Adormecida mas já li releituras melhores,este livro simplesmente é recheado de clichés  e muito previsível. Percebi logo que o Phil era o outro..! 
Não entretêm muito mas acredito que se tivesse lido isto com 13 anos tinha gostado mais. Mesmo assim, pela agilidade de como a estória é contada (através de recortes, diálogos rápidos e mensagens) leva 3 estrelinhas pequeninas.


1627267Em Março estreei-me com uma autora que já tinha ouvido falar muito bem mas que é desconhecida da maior parte dos leitores que não sigam o género young adult. Falo de Robin Benway e na altura o livro que li, "Emmy and Oliver" revelou-se muito mais que um simples romance young adult que eu esperava e que o título e até a capa do livro davam a entender.

Na semana passada, na minha viagem de avião para a Bélgica, abri este "Audrey,Wait!" no tablet e mergulhei de cabeça neste livrinho, tanto que li mais de 70% do mesmo só no voo. O livro tem uma premissa engraçada. Audrey é uma adolescente que acaba com o seu namorado Evan, vocalista de uma banda. E ele acaba por escrever uma canção sobre ela e o término do namoro. A canção torna-se viral e ela fica famosa por isso. A premissa é isto mas o livro acaba por ter uma mensagem importante. Hoje em dia, há modas tão virais e tão passageiras que passado uns meses ninguém se lembra delas. Diria que este livro, lançado em 2008, é bastante actual. A Audrey consegue manter-se sempre fiel ao que é e não se deixa deslumbrar por todo o aparato à sua volta. (ou tenta vá). Para toda a gente ela é a Audrey da canção famosa, mas como ela diz, ela é simplesmente uma rapariga normal com um part-time numa gelataria e doida por música. 
É um livro leve com um romance fofinho e que mostra bem que de um momento para o outro a nossa vida pode mudar, tanto para melhor como para pior.

Para quem gosta de música vai certamente adorar este livro, fala de algumas bandas que eu acho que são fictícias. Gostei menos deste do que do "Emmy and Oliver" e achei a escrita simples demais. É bom ver que a autora evoluiu tanto na escrita como na construção de enredos e personagens. Leva 3 estrelas e meia.

Por fim "Two boys kissing" era um livro que eu já queria ler também há muito tempo e segundo o Goodreads adicionei-o em 2013, portanto há 4 anos. 
17456790Tem uma capa muito forte e duvido que alguma vez seja publicado cá, embora existam 3 livros deste autor em Portugal. O David Levithan é homossexual assumido e quase todos os seus livros têm alguma personagem gay. 

Também é um livro curto, o meu ebook nem chegava às 200 páginas. Estranhei a escrita mas depressa entranhei. Narrado na 3ª pessoal, o livro centra-se em Harry e Craig, dois rapazes que querem bater o recorde do maior beijo do mundo, o que implica uma maratona de 32 horas, sempre a beijarem-se sem dormir ou ir à casa de banho. 
Adorei a premissa da estoria e depois de ler a nota do autor, ficamos a saber que o livro é inspirado em factos reais, ou seja este evento aconteceu mesmo. Não sabia. 

Para além deste casal, o livro centra-se em outras personagens masculinas, todos adolescentes homossexuais, uns já assumidos e outros ainda por se assumir. Este acontecimento irá juntar todas as personagens e irá questionar os direitos desta comunidade e os poucos benefícios que têm em relação à sociedade.
Embora não goste muito de livros narrados na 3ª pessoa - pois sinto que não me consigo conectar tanto com as personagens - gostei imenso de como o livro foi construído, alternando entre vários casais e personagens mas sempre com o foco no Harry e no Craig. Gostei muito de como o evento foi explicado e todas as regras que eram necessárias para que fosse válido para o Guiness. 
Contudo, achei o final fraquinho e acho que merecia mais umas páginas mas ainda assim, é um livro que aconselho MUITO, para abrir olhos e mentes ou simplesmente para recordar que o amor não escolhe nada e todos temos direitos a viver em dignidade. 
Dou 4 estrelas.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Doce do Momento: "Two boys kissing" de David Levithan


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Outro livro que já queria ler há muito tempo..para aí há uns 4 anos.

Numa noite de muito calor lá comecei "Two boys kissing" que ao princípio estranhei mas depois entranhei. Não por ser um romance gay, que não tenho problemas com isso mas sim pela maneira como está contada a história, na 3ª pessoa.

Gostei no geral mas esperava um pouco mais do final. O livro é inspirado em factos reais.
Vou tentar fazer uma opinião mas isto anda mal para opiniões. :(

In his follow-up to the New York Times bestselling Every Day, David Levithan, coauthor of bestsellers Will Grayson, Will Grayson and Nick & Norah’s Infinite Playlist, crafts a novel that the Los Angeles Times calls “open, frank, and ultimately optimistic.”

Based on true events—and narrated by a Greek Chorus of the generation of gay men lost to AIDS—Two Boys Kissing follows Harry and Craig, two seventeen-year-olds who are about to take part in a 32-hour marathon of kissing to set a new Guinness World Record. While the two increasingly dehydrated and sleep-deprived boys are locking lips, they become a focal point in the lives of other teens dealing with universal questions of love, identity, and belonging.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Pilha Cerebral: "Aquisições de Fevereiro"






Em Fevereiro comprei novamente 5 livros! O que significa que em dois meses já comprei 10 livros ☹ Falta aqui um na foto mas como este só deve chegar para meio de Março, não quis estar à espera para esta foto. Além disso, estou a contar com que Março seja um mês fraco em aquisições (apesar de já ter comprado um livro hoje...ups), portanto o livro que falta fica para a foto de Março.

Já falei de dois livros aqui, o "My lady Jane" e "Happily Ever After". Os outros dois são young adults contemporâneos que já queria há algum tempo e apanhei-os a bom preço usados. 

Curiosidades: O mais caro foi 13€ e o mais barato foi 1€! 


Já leram ou querem ler algum?

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

terça-feira, 24 de maio de 2016

Pilha Cerebral: "Book haul de Abril parte 2"




Segunda parte do bookhaul de Abril!!

Ofertas:

3 prendas de aniversário (a Rapariga no Comboio é da Ne) e o outro foi uma pequena oferta da Topseller quando abriu as suas portas no dia 23 de Abril.

Compras:

Tive sorte com estas 3 comprinhas! Finalmente, depois de ler 2 vezes em ebook, tenho o Every Day em papel. E que lindo fica ao lado do irmão. 

sábado, 7 de maio de 2016

Pilha Cerebral: "Book Haul de Abril parte 1"



Em Abril recebi tantos livros que o book haul vai ser dividido em 2 partes. Aqui vão estar (algumas) das ofertas e a troca que fiz em Abril, assim como duas compras. No próximo terá as outras ofertas e o restante das minhas compras.




Da esquerda para a direita: "Nós os dois" foi uma troca que fiz com o Claúdia Pacheco do Encruzilhadas Literárias. Os da Sarah Lark já sabem que me foi dado por várias bloggers e booktubers. O "Throne of Glass" foram ofertas da Joana Gonzalez do blog As Histórias de Elphaba pois eram 2 exemplares que ela tinha a mais. Apesar de já ter uma cópia do Another Day em paperback, acabei por dar a minha a outra amiga e ficar com a hardback. O livro do Sylvain Reynard e o da Paula Pimenta foram ofertas da Isabel e da Titinha. Obrigada!

Em baixo as duas compras desta 1a parte. Apesar de ainda ter "O Lago Perdido" e o "The Disenchantments" para ler, não resisti em comprar estes 2 livros. O que me chateia é os autocolantes mas pronto, como são de bibliotecas é normal.





Espero que tenham gostado! :D

sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Sair do Forno: "20 Danças" de vários autores



Mais um livro de contos com autores populares em Portugal como John Green, David Levithan ou Libba Bray. 

O baile de finalistas é um rito de passagem na vida dos adolescentes. É o momento de transição da juventude para a idade adulta com a faculdade já ali ao virar da esquina. Mas na noite do baile de finalistas raramente as coisas correm de acordo com o planeado...
Aqui reúnem-se as histórias de 20 bailes de finalistas, escritas por 20 dos melhores e mais divertidos escritores da atualidade.

Sai dia 4 de Maio! 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Opinião Young-Adult: "Mais um dia" de David Levithan




Apesar de nunca ter feito opinião de "Every Day/A Cada Dia" o primeiro livro da série, na altura em que o li (2013), foi uma leitura completamente compulsiva que adorei. Na altura já se falava de um segundo livro, que mais tarde viria a saber-se que não seria bem uma continuação mas mais um livro com outro ponto de vista. Confesso que fiquei um pouco desiludida porque o final do primeiro livro é para morrer e não queria ler o mesmo livro com outro POV mas sim uma continuação! Não gosto muito desta moda de vários livros com diferentes perspectivas porque acho que é algo para render o peixe, mas até tive a felicidade de me oferecerem o segundo livro no original e dado que a Topseller lançaria a tradução em português, decidi ler então este "Another Day/Mais um dia". 

O segundo livro é muito semelhante ao primeiro, só que claro contado do ponto de vista da Rhiannon, personagem que tinha gostado muito no primeiro livro. Foi bom ver o lado da protagonista feminina embora sinceramente não acho que tenha acrescentado muito à série em si, visto que A é a grande figura principal da trilogia e uma personagem com muito mais camadas por explorar e por descobrir. Contudo, foi interessante de conhecer um pouco mais da Rhiannon especialmente da sua relação com o Justin. Eu já sabia que o Justin não era flor que cheirasse mas agora tive a certeza, não gostei nem um pouco dele.
Voltando à Rhiannon a minha única queixa com ela foi ter aceitado tão facilmente A, gostava que tivesse sido um pouco mais céptica, com mais dúvidas em relação a A, ao que ele/ela era, não sei mas achei tudo muito facilmente aceite. Outra coisa que fui reparando enquanto lia, é o quão conveniente era A acordar num corpo de alguém que morava tão perto da Rhiannon. Visto que no 1º livro é nos explicado que A pode acordar em qualquer corpo de qualquer adolescente no mundo inteiro, curiosamente metade dos corpos que habitava eram de pessoas que vivem na zona da Rhiannon.

Embora não seja uma obra tão apelativa como o primeiro livro, não foi um livro que desgostei apenas fiquei frustrada por estar 2 anos à espera de uma continuação que tarda em chegar (prevê-se que o 3º livro saia no final deste ano). Adoro este casal e adoro o autor, portanto dou um desconto.

Depois do aclamado romance A Cada Dia, bestseller do New York Times, David Levithan conta a história da Rhiannon, e da sua busca desesperada pelo amor verdadeiro.
Todos os dias da Rhiannon são iguais. Ela resignou-se com a vida, convenceu-se de que não merece mais do que um namorado frio e distante, o Justin, e até delimitou regras para a sua vida: não ser demasiado carente, evitar aborrecê-lo, nunca esperar demasiado.
Até que uma manhã muda tudo. De repente, e pela primeira vez, o Justin parece olhar para ela, querer estar com ela, e juntos vivem um dia perfeito… Um dia perfeito de que o Justin não se recorda na manhã seguinte. Confusa, deprimida e angustiada por mais um dia inesquecível como aquele, Rhiannon começa a questionar tudo. Então, certo dia, um estranho diz-lhe que o Justin com quem ela passou esse dia, e que a fez sentir-se uma pessoa real… não era o Justin.
Um livro que toca profundamente a imperfeição humana, os maus relacionamentos, a excessiva importância da aparência, a sexualidade ou a insignificância dos géneros.

 Continuação de: 
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A Sair do Forno: "Mais um dia" de David Levithan


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Sai em Fevereiro a continuação de "A cada dia".

Depois do aclamado romance A Cada Dia, bestseller do New York Times, David Levithan conta a história da Rhiannon, e da sua busca desesperada pelo amor verdadeiro.
Todos os dias da Rhiannon são iguais. Ela resignou-se com a vida, convenceu-se de que não merece mais do que um namorado frio e distante, o Justin, e até delimitou regras para a sua vida: não ser demasiado carente, evitar aborrecê-lo, nunca esperar demasiado.
Até que uma manhã muda tudo. De repente, e pela primeira vez, o Justin parece olhar para ela, querer estar com ela, e juntos vivem um dia perfeito… Um dia perfeito de que o Justin não se recorda na manhã seguinte. Confusa, deprimida e angustiada por mais um dia inesquecível como aquele, Rhiannon começa a questionar tudo. Então, certo dia, um estranho diz-lhe que o Justin com quem ela passou esse dia, e que a fez sentir-se uma pessoa real… não era o Justin.
Um livro que toca profundamente a imperfeição humana, os maus relacionamentos, a excessiva importância da aparência, a sexualidade ou a insignificância dos géneros.

Sai dia 15 deste mês.

P.S. A capa é horrível, mais parece um romance contemporâneo que não o é. Se quiserem ver a capa original cliquem aqui
P.P.S. Gosto especialmente de dizerem na capa que o amor não tem género e nessa mesma capa meterem um homem e uma mulher!?!  

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Primeiras Impressões: "Another Day" de David Levithan



Um miminho que me chegou numa troca secreta de Natal do grupo Sinfonia dos Livros! Fiquei tão contente *.* Obrigada Carla!

Gosto desta capa mas não tanto quanto a primeira. Claro que falo da original e não da portuguesa que essa mete medo ao susto! Perguntei à Topseller quando ia sair este em português mas como parece-me não haver previsão já decidi que vou comprar o primeiro em inglês e reler, e de seguida leio este, que para quem não sabe não é bem uma continuação do primeiro livro mas sim a mesma história mas agora de outro ponto de vista. 


E vocês por aí, gostam de ler a mesma história de outro ponto de vista, ou acham estes livros desnecessários?

Sinopse de "A cada dia"

A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.
A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.


terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Doce do Momento. "My true love gave to me" de vários autores


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Para além do Vendetta, comecei a ler este livro de contos! Tem alguns autores que adoro (Ally Carter, David Levithan, Gayle Forman) e outros que não gosto assim tanto mas espero gostar deste livrinho! 


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

A Sair do Forno: "A Cada dia" de David Levithan


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 Lançado originalmente em 2013, o livro conta ainda com um conto que lhe antecede e já com um segundo livro que sai (finalmente) este ano! Por aqui "A Cada dia" recomenda-se bastante. 

A cada dia um novo corpo. A cada dia uma nova vida. A cada dia o mesmo amor pela mesma rapariga.

A cada dia, A acorda no corpo de uma pessoa diferente. Nunca sabe quem será nem onde estará. A já se conformou com a sua sorte e criou regras para a sua vida:
Nunca se apegar muito. Evitar ser notado. Não interferir.
Tudo corre bem até que A acorda no corpo de Justin e conhece Rhiannon, a namorada de Justin. A partir desse momento, as regras de vida de A não mais se aplicam. Porque, finalmente, A encontrou alguém com quem quer estar a cada dia, todos os dias.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Opinião Young-Adult: "Invisível" de Andrea Cremer e David Levithan


Escrito a duas mãos, Invisível até podia ter saído um desastre mas felizmente aguentou-se contra tudo o que poderia fazer deste livro o tal desastre: dois autores a escreverem, tornando-o confuso e uma premissa que podia dar muito para o torto se tivesse demasiadas pontas soltas. 

A estória parecia demasiado simples ao princípio. Elizabeth consegue ver Stephen, um rapaz que é invisível a toda a gente, menos à sua nova vizinha. Claro que esta estranheza torna-se em amizade que torna-se em amor mas depressa segredos são revelados e um mundo sobrenatural e paralelo é descoberto. Não é feitiçaria nem é magia, como explica no livro, é outra coisa. Temos maldições, conjuradores e encantamentos. E um desses encantamentos rebateu-se sobre Stephen tornando invisível aos olhos de todos.

Todas as maldições são perigosas e têm o seu fascínio e a do nosso protagonista teria de ser a mais perigosa de todas. Uma madição que assume vida e vontade própria, que gera o seu próprio poder. É isto que Stephen, Elizabeth e o irmão desta - Laurie - juntamente com outros amigos irão descobrir, perante uma Nova Iorque impassível a este cenário maléfico. O mundo colorido de Times Square, da cidade que nunca dorme é escurecido por tons de vingança de um homem, Marxwell Arbus. Arbus é avô de de Stephen e aquele que lhe impôs a maldição. Uma espécie de Voldemort, criando um mundo cheio de vontades feias que só alguns - poucos - conseguem ver. Como a nossa protagonista, Elizabeth. Ela é uma rastreadora, consegue encontrar maldições de todos os formatos e tamanhos, das mais ridículas (como por exemplo, alguém nunca conseguir apanhar um táxi) até às mais assustadoras. O seu objectivo, depois de descobrir este seu dom, é extrair estas maldições, especialmente a de Stephen e torná-lo visível a todos, que isto de ter um namorado que ninguém mais vê, não dá muito jeito.

A narrativa do livro é bastante decente, começa bem ao introduzir as personagens e mesmo quando começa a desvendar o caminho que o livro vai seguir, os autores conseguiram segurar bem a trama. Fizeram bem em não complicar demasiado este mundo com muitos seres mágicos, havendo apenas duas categorias e tudo se basear à volta de maldições. Não é explicado muito bem como estas maldições eram passadas, na geralidade, visto que a de Stephen é bem explicada e isso é que interessa. 

As duas personagens principais são muito fofas e gostei imenso da interacção entre eles e do romance em si. As cenas iniciais em que se conhecem são ternurentas e as finais são de deixar o coraçãozinho apertado, pois não era o final que todos queríamos, mas é o final mais real. 

Embora goste imenso do trabalho dos autores do livro, não fiquei fascinada por ter sido escrito a duas vozes, por vezes ficava confusa quem estava a narrar o capítulo, visto que não há qualquer indicação do ponto de vista do narrador. Apesar do world-building ser uma parte importante do livro, acho que os sentimentos e as emoções são o que mais se realça desta obra. De como queremos ajudar tanto uma pessoa mas sermos impotentes de mudar algo, ou simplesmente não conseguirmos e termos de aceitar que a vida é mesmo assim. Gostei do livro e recomendo!

Sinopse:
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. 

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à orientação sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!

InvisibilityTítulo Original: Invisibility
Edição: 2014


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

A Sair do Forno: "Will e Will" de John Green e David Levithan


Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Sai dia 28 de Outubro

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos