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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Pilha Cerebral: "Aquisições de Julho"



Já há muito tempo que não fazia uma pilha, mas ontem fui às compras e quando estava a arrumar e a apontar no meu caderno da Biblioteca lembrei-me em fazer pilhas das ulrimas aquisições.
Em Julho as compras não foram muitas, mas acho que só pelas autoras já se pode dizer que não precisava de mais. Até agora só comecei a ler o Doces Silêncios, mas entretanto meti-o em pausa. Confesso que aquele inicio sobre maçãs não me cativou muito.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Visita ao Museu Machado de Castro



No dia 26 de Junho foi lançado um evento com lugar aqui por Coimbra, por isso claro que metade do STAFF do Algodão Doce para o Cérebro teve que marcar presença. Com uns minutos de atraso qual não é o meu espanto quando me deparo com uma pequena multidão de cerca de 80 pessoas.
Convidando-nos para uma visita guiada ao tesouro da Rainha Santa, acabámos por saber um pouco mais da época e até um pouco da logística de um museu e de algumas peças. Pequenas curiosidades estas que nos agarraram a atenção.


A um certo ponto, quando nos separaram em grupos, visto sermos tantos, Isabel Stilwell decidiu aproveitar a pausa para autografar os livros dos seus fãs. Curiosamente a fila feita para o efeito foi muito mais pequena do que esperava, um pequena percentagem de um grupo tão grande. Mas acabou por ser um ponto positivo para nós, que assim não tivemos que esperar muito tempo. O mesmo não podemos dizer em relação ao tesouro, o principal desta visita.




Curiosidades que aprendi nesta visita:

Suposto colar da Rainha Santa
O "suposto" colar da Rainha Santa pode não ser um colar, mas sim um conjunto de broches dos seus mantos ou até partes retiradas da sua coroa. Este objecto era considerado como algo que dava sorte às parturientes e que ajudava na fertilidade. As peças que lhe faltam desconfia-se que tenham sido "lembranças" retiradas por estas mulheres.
Centro de mesa de coral
Os centros de mesa construídos a partir do coral reza a lenda que mudavam de cor quando a comida estava envenenada. Na imagem vê-se mal, mas o da fotografia é vermelho.
O milagre das rosas não aconteceu apenas com a Rainha Santa, mas também com a sua tia-avó 100 anos antes.
O milagre das rosas não foi o único milagre de Isabel. Também ela "pôs" uma paralítica a andar.
A autora falou-nos que muitas vezes vem a museus ou procura estátuas para saber ou perceber um pouco mais da moda da época, o que vestiam, como vestiam, o cabelo, etc.

O que gostei mais:

Achei que esta iniciativa foi óptima, principalmente com a presença de uma autora já nossa conhecida.
Apesar de já conhecer o interior do Museu Machado de Castro, com guia vemos tudo com outros olhos. As coisas deixam de ser objectos em exposição para fazerem parte de uma história e de uma linha de pensamento. Um livro não é apenas um livro, mas sim a imagem da Rainha antes e depois de ter entregue a coroa, por exemplo.
Todo o museu está muito bem cuidado e todas as exposições estão muito bem organizadas e expostas. O edifício é muito moderno, mas enquadra-se muito bem com o seu conteúdo.
A guia era extremamente educada e simpática, com óptima dicção, e mostrou muito bem o seu largo conhecimento da época e das peças, tal como de escultura e arquitectura. Este ponto é muito importante, porque além de não nos entediar faz-nos querer saber mais e mais sobre cada tema.

O que não resultou muito bem:

Infelizmente nem tudo foram rosas e houve algumas coisas que não funcionaram muito bem. Muitas coisas resultaram do grupo ser tão grande. Pelo que percebi a maior parte das pessoas não estavam inscritas e ao passar por ali em visita aproveitaram para se juntar. Mas o problema a meu ver nem era bem o número, o problema é que os portugueses, infelizmente, não são nada civilizados e preferem empurrar para serem os primeiros do que ser organizados ou até deixarem passar os mais idosos ou até os mais pequenos (em idade e até em altura).
Graças a esses empurrões é que me deixei ficar para trás para ir apenas no último grupo e ver tudo com calma. Qual não é o meu espanto que quando passamos do tesouro para a palestra com Isabel Stilwell esta já tinha acabado e já estavam a dar a sessão por terminada! Isso foi péssimo! Porque elas sabiam muito bem que haviam três grupos e por isso deviam ter esperado pelo nosso. Ainda por cima o número de pessoas que levaram livros para assinar eram tão poucas, que a maior parte que ouviu a tal palestra nem sequer conhecia a autora.
Além disso só soubemos desta graças a um rapaz na rua que nos avisou porque se não íamos embora sem saber. Ou seja, não houve um programa, programa este que podia ter sido feito e enviado em resposta ao nosso email de inscrição.
Outro ponto negativo foi a projecção de voz dos guias. Eles falavam alto, mas só se ouvia quando falavam para o lado em que nos encontrávamos. Ou seja, quando falavam para o outro lado não se ouvia. Portanto metade das explicações foram perdidas no caminho.

sábado, 1 de abril de 2017

Lista de Desejos: Abril




O comprimento desta lista já vai em milhas, mas mesmo assim nunca nos cansamos de adicionar mais uns livrinhos. O que desejamos adicionar às nossas prateleiras este mês?

Mafi
34664038

Pelo menos 3 daqui vão ser lidos em Abril...alguém adivinha quais?


Ne
Sim tenho mais olhos que barriga, mas mesmo em mês de contenção a fome é a mesma!

segunda-feira, 13 de março de 2017

A Sair do Forno: "Isabel de Aragão - Entre o Céu e o Inferno" de Isabel Stiwell

Foto de Odete Silva.


Entre o céu e o inferno. Assim foi a vida de Isabel de Aragão.
Nasceu envolta no saco sagrado, a 11 de fevereiro de 1270, em Saragoça. Intocável. Protegida. Com poucos dias de vida o avô, Jaime I, levou-a consigo para Barcelona, no meio de uma tempestade. Cresceu a ouvir histórias de grandes conquistas, de reinos divididos por lutas sangrentas entre pais e filhos e entre irmãos. A história de Caim e Abel. Uma história que se repetiu ao longo da sua vida…
Aos 12 anos casou com D. Dinis, rei de Portugal, e junto dele governou durante 44 anos. Praticou o bem, visitou gafarias, tocou em leprosos e lavou-lhes os pés, gastou a sua fortuna pessoal a ajudar os que mais precisavam e mandou construir o mosteiro de Santa Clara, em Coimbra. Da sua lenda fazem parte milagres, curas e feitos. Mas a melhor rosa de Aragão, que herdou o nome da Santa Isabel da Hungria, era boa para ser rei, como dizia muitas vezes o marido.
Junto dos seus embaixadores e espiões, com a ajuda da sua sempre fiel Vataça, jogou de forma astuta no tabuleiro do poder. Planeou e intrigou. Mas a história teimava em repetir-se. Caim e Abel. Pai contra filho, o seu único filho varão contra os meios-irmãos bastardos.
Morreu aos 66 anos, depois de uma penosa viagem de dezenas de léguas de Coimbra a Estremoz, montada numa mula, para evitar mais um conflito entre Portugal e Castela. Sempre acreditou que a película em que nascera a protegeria de tudo, mas nos últimos tempos de vida sentia-se frágil e vulnerável. E duvidava. Onde falhara como mulher e mãe?

Sai dia 5 de Abril 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Sair do forno: "D. Maria II" de Isabel Stiwell




Mais uma obra da autora Isabel Stiwell!

Com apenas 7 anos, Maria da Glória torna-se rainha de um reino que não conhecia. Esta é a história de uma mãe dedicada e política de pulso forte que durante dezanove anos comandou os destinos de Portugal.

Sai dia 17!

sábado, 10 de outubro de 2015

Primeiras Impressões: "D. Teresa" de Isabel Stilwell



Oh para ele tão bonito na minha mão e na minha estante. Gosto bastante destas novas lombadas da Manuscrito. Não sei se a mudança de editoras será favorável, mas até agora o interior é semelhante, com as suas fotografias, etc. A lombada tem um ar muito mais "quente" e quando olho para aquele canto da estante é o que me capta mais a atenção.
A capa acaba por ser mais ao estilo do que estamos acostumados com romances históricos de outras editoras, o que ainda não sei se é bom ou mau, visto que apesar de gostar mais assim, no caso do livro Catarina de Bragança o quadro que serviu de capa ficou-me na memória e quando fui a Mafra reconheci-o imediatamente. Será que acontecerá o mesmo apenas com as fotografias do interior do livro?
Em relação à sinopse, sempre fui solidária com esta senhora visto que mãe nenhuma devia sofrer abusos dos filhos. Será que é tudo verdade? Veremos quando ler o livro.
Esta é a história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, traz-nos um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Viúva aos vinte e cinco anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha. Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que em Sahagún, Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

sábado, 9 de maio de 2015

A Sair do Forno: "D. Teresa" de Isabel Stiwell




Esta é a história de Teresa, filha de Ximena Moniz do Bierzo, de quem herdou os olhos verdes e a astúcia, e de Afonso VI de Leão e Castela. Isabel Stilwell, a autora de romances históricos mais lida em Portugal, traz-nos um romance emocionante sobre esta personagem fundamental da nossa história. Uma mulher de armas, à frente do seu tempo, que governou num mundo de homens e de conspirações. Viúva aos vinte e cinco anos do Conde D. Henrique de Borgonha regeu com pulso de ferro o que era seu por direito. Em 1116, o Papa Pascoal II reconhecia-a como Rainha. Pelo Condado Portucalense confrontou a meia-irmã e rival Rainha Urraca de Castela, o pai, a igreja Católica, os nobres portucalenses e até mesmo o seu próprio filho D. Afonso Henriques, na lendária Batalha de São Mamede, em 1128. Trinta e três anos depois de ter chegado ao condado, via-se obrigada a fugir, derrotada e traída. Restava-lhe o consolo de ter a seu lado o seu amado, Fernão Peres de Trava, e a certeza de que em Sahagún, Alberto, seu fiel amigo, escreveria, com verdade, a sua história.

Lançamento a dia 9 de Maio! 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Primeiras Impressões: "Filipa de Lencastre" de Isabel Stilwell


Há quem lhe chame D. Leonor (não é Inês Montenegro?) mas eu chamo-lhe Filipa de Lencastre. Eu e toda a gente!
De todos os livros que não li desta autora (tipo 90%), este foi o que me despertou mais curiosidade. Catarina mudou a Inglaterra com o seu chá, vamos então ver como é que Filipa mudou Portugal.
O facto dela ter tido o primeiro filho aos 28 anos acaba por a tornar até algo moderna e o facto de ter morrido de peste negra faz-me sentir algo empática com esta rainha e todos os outros que faleceram da mesma maneira.
Mas vamos parar de escrever sobre desgraças e esperar que esta leitura seja tão viciante quanto o único livro que li de Isabel Stilwell.
Digo desde já que se para o ano for à Feira do Livro de Lisboa outra vez, espero bem que A Esfera dos Livros a leve lá outra vez, porque nesse dia já terei todos os livros que me faltavam para ela assinar... outra vez.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Primeiras Impressões: "Ínclita Geração" de Isabel Stilwell

 

Nunca esperei não encontrar este livro no Goodreads. Quer dizer, eu nunca o tinha visto quando aproveitei a promoção, mas agora estou meio baralhada!
Pelo que percebo, esta obra vem no seguimento do Filipa de Lencastre, visto contar a história de Isabel de Borgonha.
Isabel Stilwell conquistou-me com o Catarina de Bragança e a partir daí (ou talvez um bocadinho depois, na Feira do Livro de Lisboa de 2013) comecei a comprar as outras obras. Há quem diga que o melhor é o D. Maria (quem és Inês Montenegro?), há quem diga que é o Filipa de Lencastre. Ora bem, eu digo que é o Catarina de Bragança porque foi o único que li ahahah.
Esta é a capa que gosto mais, principalmente porque não tem a cara da senhora em questão. Não sei se concordam comigo, mas a beleza antigamente ou era rara ou os pintores não sabiam transpô-la (é assim que se escreve?) para a tela - digo eu que me olho pouco ao espelho!
A sinopse promete um rei barrigudo mas com muitas mulheres, e uma rapariga que nasceu para lhe dar herdeiros e que vai morrer nova. Ai ainda bem que nasci neste século!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Opinião Histórica: "Catarina de Bragança" de Isabel Stilwell


De fora para dentro devo dizer que melhora bastante. Apesar de a capa ser o retrato mais conhecido de Catarina de Bragança, achei-a bastante feia e que não me alimentou em nada a curiosidade. A sinopse contribuiu mais um pouco, mas o principal foi mesmo a fase de romances históricos que estou a passar.
Achei as imagens que dividem o livro em três um pormenor bastante original e de bom gosto. Tornou as personagens muito mais reais e faceis de imaginar, tal como as suas vestes, os seus penteados, os seus palácios. Claro que o facto da personagem Catarina achar o principe Charles II bonito e atraente dificultaram-me a tarefa, visto que ou aquele retrato não o favorece, ou naquela época os padroes eram bastante diferentes dos nossos!
Vila Viçosa foi o ponto alto de todo o livro. É bastante excitante ler e imaginar toda a história na vila da minha familia e que eu considero a vila mais bonita de portugal e arredores (nao as conheco todas, mas digo que a Vila no verao é linda!). Com paisagens cativantes e várias histórias de amor, ficticias, mas que parecem tão reais, Isabel Stilwell conquistou o meu voto e vou ler a restante bilbiografia dela.
Relativamente às personagens, não tenho uma que desgoste. Tanto as más como as boas, são todas interessantes e com personalidades muito bem desenvolvidas, mas de qualquer forma temos sempre preferidas. As minhas são: Catarina de Bragança, pela sua bondade e ingenuidade; as irmãs Meg e Nan, pela sua lealdade e pelos seus amores e desgostos; os embaixadores portugueses; e o principe Teodósio. Acho que foram as figuras que mais me marcaram ao longo do livro.
Tenho pena que a primeira parte esteja tão desenvolvida, visto que a vida na corte é muito mais emocionante e foi aí que a leitura correu com mais velocidade e onde me senti mais triste e mais feliz. De facto, este é um aspecto que a autora consegue demonstrar muito bem: ela cria situações que nos fazem entrar completamente nas personagens, sentido o que elas sentem.
Concluindo, Catarina de Bragança contribuiu bastante para aumentar a minha consideração pela literatura portuguesa, apesar do apelido da escritora. Além disso, ajudou a aumentar a minha curiosidade e cultura em relação ao passado do nosso Portugal! 

Com 23 anos a infanta Catarina de Bragança, filha de D. Luísa de Gusmão e de D. João IV, deixou para trás tudo o que lhe era querido e próximo para navegar rumo a uma vida nova. No coração um misto de tristeza e alegria. Saudade da sua Lisboa, de Vila Viçosa, do cheiro a laranjas, dos seus irmãos que já haviam partido deste mundo e dos que ficavam em Portugal a lutar pelo poder. Mas os seus olhos escuros deixavam perceber o entusiasmo pelo casamento com o homem dos seus sonhos, Charles de Inglaterra, um príncipe encantado que Catarina amava perdidamente ainda antes de conhecê-lo. Por ele sofreu num país do qual desconhecia a língua, os costumes e onde a sua religião era condenada. Assistiu às infidelidades do marido, ao nascimento dos seus filhos bastardos enquanto o seu ventre permanecia liso e seco, incapaz de gerar o tão desejado herdeiro. Catarina não foi capaz de cumprir o único objectivo que como mulher e rainha lhe era exigido. «Se ao menos não o amasse tanto!», pensava nas noites mais longas e tristes... Ao longo destas páginas apaixonamo-nos, sofremos, rimos e choramos.

Edição - 2008
ISBN - 9789896261320


Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos