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sexta-feira, 11 de março de 2016

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Opinião Contemporânea: "Encontras-me no fim do mundo" de Nicolas Barreau



O carimbo na contracapa afirma que quem gostou do livro anterior, "O Sorriso das Mulheres" vai gostar deste. Bem comigo não aconteceu isso, porque eu não gostei nada da primeira obra do autor mas gostei bastante deste - "Encontras-me no fim do mundo".

Encontras-me no Fim do MundoNicolas Barreau leva-nos novamente à cidade do amor, Paris. Filosofando sobre as emoções e sentimentos que o amor provoca nas pessoas, o autor alemão através de uma narrativa fluída, mostra como por vezes vemos apenas a superfície das coisas, numa visão limitada composta por aquilo que queremos ver. É esta a história entre Jean-Luc e a sua amada.

A partir de uma primeira carta anónima, os protagonistas tornam-se peões num jogo de faz de conta. Mas à medida que vão-se conhecendo melhor, Jean Luc apercebe-se que a arte de seduzir uma mulher tem muito que se lhe diga e que não será assim tão fácil descobrir a identidade da sua Principessa.

Embora esta correspondência de cartas entre dois desconhecidos não me seja nova, já tinha lido "Quando o vento sopra"  do Daniel Glattauer, Barreau conseguiu dar uma envolvência mais profunda que o seu conterrâneo.

Gostei da trama principal, das cartas enviadas, de como o livro seguiu o rumo que seguiu, ambas as personagens mostravam vontade e desejo de se conhecerem pessoalmente sem terem aquele receio patético de a cara metade ser uma desilusão, face às expectativas que iam construindo. Embora tenha gostado deste ponto, confesso, mais uma vez que esta dependência no desconhecido, naquilo que é estranho a nós faz-me confusão, especialmente quando se entra na vida íntima da outrem, quando se trocam juras de amor, quando o que temos é apenas um pequeno vislumbre do que a pessoa possa ser, e não de tudo o que ela é na realidade.

Quanto às histórias paralelas, gostei bastante obviamente de todas as referências artísticas, desde o cão se chamar Cézanne, aos ataques de Soleil, sem dúvida a minha personagem preferida, que com todas as suas indecisões quanto ao seu papel como artista até aos seus bonecos de vodu feitos de pão, me arrancaram  verdadeiras gargalhadas. Bem dizem que os artistas são loucos, e Soleil comprovou mesmo isso.

Não sendo uma leitura excepcional, o livro tem os seus pontos positivos, faz-nos pensar que muitas vezes o que queremos está mesmo à nossa frente, apenas temos de olhar através de outro ângulo.

Achei que o fim careceu de emoção e foi bastante apressado e até um pouco cliché, mas não deixa de ser um livro romântico que nos faz pensar em alguma coisa. Recomendo. 





Du findest mich am Ende der WeltTítulo Original: Du findest mich am Ende der WeltEdição: Março 2013
IBSN: 9789897260513

terça-feira, 9 de julho de 2013

Doce do Momento: "Encontras-me no fim do mundo" de Nicolas Barreau

Encontras-me no Fim do Mundo


Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?

Em que página vou: 30

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Sair do Forno: "Encontras-me no Fim do Mundo" de Nicolas Barreau


Jean-Luc Champollion é aquilo a que os franceses chamam um homme à femmes. O encantador proprietário de uma galeria bem-sucedida ama a arte e a vida, é muito sensível ao encanto das mulheres, que de bom grado lho retribuem, e vive num dos bairros da moda de Paris, em perfeita harmonia com o seu fiel dálmata Cézanne. Tudo corre bem até que, uma da manhã, Jean-Luc encontra no correio um envelope azul, e a sua vida muda para sempre. A missiva é uma carta de amor, ou melhor, uma das declarações de amor mais apaixonadas que o galerista já viu, mas não vem assinada: a misteriosa autora decidiu esconder-se e convida-o a descobrir quem é. Jean-Luc fica inicialmente confuso, mas decide alinhar. A remetente anónima forneceu-lhe um endereço de e-mail e desafia-o a responder. Mas a tarefa não é fácil. Em breve, Jean-Luc tem apenas um objetivo: descobrir a identidade da caprichosa desconhecida, que parece conhecer muito bem os seus hábitos e gosta de o provocar incessantemente. Assombrado pelas suas palavras, Jean-Luc segue as pistas dispersas na correspondência, cada vez mais incapaz de resistir à mais doce das armadilhas. O objeto da sua paixão existe apenas no papel e na sua imaginação, mas ele sente conhecer melhor esta mulher do que os quadros expostos na sua galeria, mesmo que nunca tenha visto o seu rosto. Ou será que viu?

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Opinião Contemporânea: "O Sorriso das Mulheres" de Nicolas Barreau


Ao contrário de todas as opiniões que eu li, tanto as boas como as menos boas, este livro foi um desperdício de tempo para mim. Provou mais uma vez que não me dou bem com obras de autores do sexo masculino!

Não digo que a história esteja má. Mas digo com letras maiusculas que a história está sub-aproveitada, que tem demasiada "palha" e que provoca sonolência.

Não gostei também das muitas expressões em francês que encontramos ao longo do livro, principalmente porque metade não têm tradução.
O que posso dizer é que este livro é direccionado para uma faixa etária superior à minha e/ou para amantes de cozinha. Ah e para quem tem tempo e gosta de ler grandes descrições tanto espaciais como de acções.
André Chabanais foi aqui o meu personagem preferido, mas Aurélie não lhe ficou atrás nem os respectivos amigos de cada um.
De qualquer forma, acho que este livro tem uma boa dose de sentido de humor, que me fez rir inúmeras vezes, principalmente no POV do André.
Outro ponto que não gostei e que acho que não está muito claro, é a transição entre os dois POV's, o que acaba por confundir um pouco o leitor, principalmente por que os personagens não falam na primeira pessoa.
Gostei do final, mas não sinto o mesmo em relação à atitude do chefe de André para com ele.

É, portanto, um romance muito descritivo, muito meloso, que fará suspirar as mais românticas, mas que fará suspirar de impaciência as mais cépticas e impacientes.

Para Aurélie Bredin, as coincidências não existem. Jovem, sensível e atraente, é a proprietária de um pequeno e romântico restaurante, Le Temps des Cerises, situado no coração de Paris, a dois passos do Boulevard Saint-Germain. Naquele pequeno restaurante forrado a madeira, com toalhas aos quadradinhos vermelhos e brancos, o seu pai conquistou o coração da sua mãe graças ao menu d’amour. E foi ali, rodeada pelo aroma do chocolate e da canela, que Aurélie cresceu e onde encontra consolo nos momentos difíceis da sua vida. Mas agora, magoada pelo abandono de Claude, nem sequer a calidez acolhedora da cozinha é capaz de consolá-la.

Uma tarde, mais triste que nunca, Aurélie refugia-se numa livraria. Um romance, O Sorriso das Mulheres, chama a sua atenção. Quando o folheia, descobre que a protagonista é inspirada nela e que Le Temps des Cerises é um dos cenários principais. Graças a esta prenda inesperada, volta a sentir-se animada. Decide entrar em contacto com o autor, Robert Miller, para lhe agradecer. Mas isso não é fácil. Qualquer tentativa de conhecer o escritor – um misterioso e esquivo inglês – morre na secretária de André Chabanais, o editor que publicou o romance. Porém, Aurélie não desiste e quando um dia surge efectivamente uma carta do autor na sua caixa de correio, acaba por daí resultar um encontro bem diferente daquele que tinha imaginado…

Das Lächeln der Frauen




Título Original - Das Lächeln der Frauen
Edição - Abril 2012
ISBN - 978989228895



Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos