Mostrar mensagens com a etiqueta Bookeen. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Bookeen. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: "A Coroa" de Kiera Cass


É tão bom quando terminamos uma série e encerramos um capitulo nas nossas vidas como leitores!

Depois de ler "A Herdeira" tive logo de ir a correr começar a ler "A Coroa", pois a expectativa de saber o que ia acontecer era enorme. O livro começa logo onde acaba o 4º ou seja com a situação grave de um certa personagem. É a partir daqui que Eadlyn vai ter de tomar uma das decisões mais importantes da sua vida, deixando A Seleção em segundo plano. O afastamento repentino do irmão também acaba por ditar alguma confusão em Illéa e já nada parece correr bem. 
36528241
Este livro não me captou tanto a atenção como o 4º o que é estranho porque estava mesmo ansiosa por lê-lo mas senti-me aborrecida diversas vezes. Contudo, não quer dizer que não tenha gostado pois gostei dos vários acontecimentos do livro, acho que foi o livro onde houve mais acção e a Eadlyn cresceu imenso como personagem! Ela que foi sempre muito opinativa mas às vezes era mais garganta que sei lá o quê, viu-se numa encruzilhada sem saber bem o que fazer mas lá tomou consciência do que era não só melhor para si mas como para o seu povo. Mais uma vez repito mas eu gostei muito mais da Eadlyn em dois livros do que a America em três...

Houveram algumas surpresas e revelações quanto por exemplo a Lady Beatrice ou ainda quando o Maxon conta a Eadlyn a verdadeira personalidade do seu avô. Mas passando ao que interessa, a Seleção, confesso que não gostei com quem ela ficou mas percebo a intenção da autora em mostrar que o amor não tem de ser determinado por uma seleção de candidatos, pode aparecer em qualquer altura, quando menos esperamos. Mesmo assim, nunca senti grande empatia com este casal, fiquei triste por ela não ter ficado com quem eu queria que ficasse. 

No fim a Eadlyn toma outra decisão que irá mudar o reino de Illéa para sempre e para além de ter sido uma boa decisão, fechar o livro e a série com esta decisão foi uma boa ideia porque vem de acordo com os ideais que a personagem sempre falou e sentiu, principalmente no 4º livro.

No geral, a série de 5 livros lê-se muito bem e embora não sejam livros que tenha adorado, é uma série que deixa a sua marca e saudades.
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opiniões anteriores: 
A herdeira (A seleção, #4)


domingo, 6 de agosto de 2017

Opinião Histórica: ''A Promessa'' de Lesley Pearse





Quase cinco anos depois de ter sido arrebatada pela primeira parte da vida de Belle, peguei neste segundo volume esperando o mesmo impacto. Já me tinha esquecido o quão a autora gosta de fazer sofrer as suas personagens e claro o leitor. Este livro não é fácil de ler, para além de ser um calhamaço é um livro com muito drama e tragédias, especialmente mortes desnecessárias mas como é escrito pela Lesley,temos a certeza que também temos uma grande história de vida e umas boas lições de coragem e perseverança.
18590127
O livro começa exactamente onde o 1ºacaba. Apesar de ser uma trilogia, não diria que é obrigatório ler o primeiro, até porque a autora vai fazendo diversos resumos do que aconteceu no primeiro livro e o leitor consegue perceber o caminho que Belle teve de percorrer para chegar onde está neste momento. 

Belle encontra-se numa situação estável e equilibrada. Feliz com a sua chapelaria, vive com o marido Jimmy que continua atencioso e apaixonado por ela, e com Mog e Garth que continuam a ser dois grandes apoios e confidentes.  
É então que a 1º Guerra Mundial estala e Jimmy, sentindo-se na obrigação de representar o seu país, parte para a Grande Guerra, deixando uma Belle abalada. Determinada a que a ida de Jimmy para a Guerra não a afectasse mais e em consequência de uma nova amizade com Miranda, Belle decide também ajudar, inscrevendo-se como voluntária  na Cruz Vermelha, primeiro como assistente hospitalar e depois como condutora de ambulâncias. 
Diria que é aqui que começa a história do livro e mais uma vez a jornada de Belle rumo à felicidade. Embora pelo caminho irá travar amizades com pessoas importantes como Vera, as pessoas que perderá são em maior número. 
Sem contar grandes spoilers do livro, posso dizer que gostei bastante desta continuação, embora alguns dos acontecimentos tornem um pouco a história arrastada. Mesmo assim como este livro é escrito com a mestria de Lesley Pearse, o livro até pode ter mais de 500 páginas que é impossível não o devorar em três tempos, que foi o que me aconteceu.
Gostei mais uma vez como a autora destaca e dá importância ao papel da mulher nesta época. Aqui não temos só Belle como grande figura de coragem e determinação mas também temos Miranda que tem a sua própria história aqui e não aparece como simplesmente 'a amiga de Belle'. Mais para o fim, aparece Vera que julgo terá mais destaque no 3º livro.

Há também uma personagem que regressa e embora a sinopse já quase revele quem seja, gostei deste reaparecimento e do rumo que a história irá levar no terceiro livro, que pretendo ler este ano e que de certeza terá muito sofrimento, pois não acredito que um livro de 600 páginas não trará dor e angústia ao meu pobre coração.

Mais um grande livro de Lesley Pearse, não consigo dar 5 estrelas, porque esta autora sofre do síndrome em que todas as protagonistas são muito parecidas  em pensamento e atitudes. Mesmo assim para quem gosta deste género e gosta de histórias longas com protagonistas fortes, é um livro que sem dúvida aconselho.
Lá para final do ano pego no 3º e depois conto-vos o que achei.

No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.
A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou. Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha. É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez.
Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino?
A Promessa é a continuação da história de Belle, a inspiradora heroína de Sonhos Proibidos.

sábado, 26 de novembro de 2016

Opinião Contemporânea: "Solteira até Sábado" de Catherine Bybee





Ando naquela fase em que sentar-me ao computador e escrever opiniões é um tormento. Sinto que ando mesmo em baixo na inspiração e as opiniões acumulam-se porque as leituras felizmente continuam a correr bem em termos de quantidade.

Catherine Bybee foi uma autora que cresceu em mim, sem dúvida. Podem ir ver as opiniões dos outros livros dela e verão que a cada livro tenho gostado mais da série e das personagens. Este terceiro é o meu favorito de todos!

Achei este terceiro livro o mais diferente de todos e apesar de nao termos o 3o livro em português, acho que pode-se ler este sem ter lido o 3º, eu pelo menos não senti que faltava informação. Ainda estou par perceber o porquê da Bertrand ter saltado o volume anterior. 

Como diferencial, só posso dize que neste livro temos não 1 protagonista masculino mas sim 2 e são irmãos! 
Mas calma, não pensem já que há triângulo amoroso porque nada disso mas só lendo o livro é que vão perceber. 
Adorei a mensagem que a autora tentou transmitir, de aceitarmos o que somos e como às vezes quando tentamos esconder certos segredos, estes são mais conhecidos do que pensamos.
Em geral gostei de todas as personagens mas principalmente da Karen que é a personagem central de todo o enredo. é ela que ajuda não só o Michael mas como toda a família deste e até consegue mudar a opinião do patriarca da família, que supostamente é de opiniões convincentes mas até cai nas boas graças dela.
A segunda parte do livro até ao final é cheia de emoções com uma historia paralela envolvendo duas personagens adolescentes. Confesso que meteu-me um pouco confusão algumas coisas aqui mas não posso dizer nada senão ia ser um imenso spoiler mas pronto posso dizer que às vezes os adolescentes não tem noção das consequências de alguns actos! 
No geral achei este livro giríssimo e o melhor de todos. Se é um livro espectacular e original? Não, mas é livro que se lê muito rápido e que até toca temas importantes, recorrentes dos dias de hoje.
Fico à espera dos restantes livros mesmo que seja apenas um por ano.

Karen Jones: Loura e bonita casada com uma estrela de Hollywood, afinal é Karen quem passa os seus dias a desempenhar um papel: o de esposa feliz. Há um ano, aceitou casar com um actor para calar rumores acerca da vida privada deste. Agora, o dia do divórcio aproxima-se e há um cheque de cinco milhões de dólares à sua espera. Mas quando se prepara para sair airosamente do seu casamento falso, o cunhado lindo de morrer entra-lhe pela porta de casa… e do coração. Zach Gardner: Moreno de olhos azuis, Zach chega para celebrar o primeiro aniversário de casamento de Michael e Karen. Está ansioso por conhecer a mulher que o irmão escondeu da sua família. Mas mal Zach e Karen se encontram, surge uma faísca. Quando o casal vai visitar todo o clã dos Gardner, Karen tem de manter o segredo do marido bem escondido de todos… até de Zach, que pode muito bem ser o grande amor da sua vida.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Opinião Young Adult: "My life next door" de Huntley Fitzpatrick




Já tenho um bom conjunto de opiniões atrasadas e antes que acabe mais um livro e fique com mais uma, vamos lá melhorar um pouco a situação de opiniões por escrever.

Já queria ler este livro há imenso tempo, muito provavelmente desde que saiu (2012). Uma leitura conjunta veio mesmo a calhar e agora que já está lido, o sentimento é que este livro não foi nada daquilo que eu esperava.
12294652Estava à espera de um livro fofinho, de um romance daqueles romélicos com dois adolescentes e muito drama mas acabei por encontrar muito mais aqui. Como o título indica, este livro apresenta-nos duas famílias vizinhas, que não poderiam ser mais diferentes entre si. De um lado temos a Sam, que vive com a mãe e apesar de ter uma irmã, esta vai para a faculdade no próximo mês e portanto pouco tempo passa em casa e até mesmo no enredo. Do outro lado temos a família Garrett, que ao todo engloba dois pais e oito filhos! Embora as duas famílias não se odeiem, a mãe de Samantha não morre de amores pelos vizinhos, ao contrário da filha que é contratada para toma conta dos Garretts mais novos. É a partir daqui que também irá conhecer melhor o Jase, um dos irmãos mais velhos e responsável pela casa, na ausência dos pais,

Como a sinopse indica, já prevemos um acontecimento que irá mudar a relação da Sam com o Jase e o leitor fica à espera desse twist, à medida que se aproxima do meio do livro. Foi talvez o meu único problema com a história. Já sabia que de um momento para o outro iria acontece alguma coisa e até acontece mas já passando mais de metade do livro, Ora, o início é bom, para o meio fica chato e quando realmente acontece algo, queremos mais, Se a autora tivesse feito as coisas um bocadinho diferentes tinha gostado mais.

Não estava à espera de ter tantas personagens! Para alem das duas famílias, temos ainda o namorado da mãe da Samantha, a melhor amiga e ainda o  irmão desta! E quase todas as personagens com historias paralelas, portanto acaba por ser um romance muito completo e não só centrado no casal principal ou nas duas famílias.

Acaba por tratar de temas sérios, sem aprofundar muito mas que deixa aquela mensagem para quem queira reflectir sobre vários assuntos. Pena que não esteja traduzido cá mas da minha parte irei continuar a ler outros livros desta autora. 

"One thing my mother never knew, and would disapprove of most of all, was that I watched the Garretts. All the time."
The Garretts are everything the Reeds are not. Loud, messy, affectionate. And every day from her rooftop perch, Samantha Reed wishes she was one of them . . . until one summer evening, Jase Garrett climbs up next to her and changes everything.
As the two fall fiercely for each other, stumbling through the awkwardness and awesomeness of first love, Jase's family embraces Samantha - even as she keeps him a secret from her own. Then something unthinkable happens, and the bottom drops out of Samantha's world. She's suddenly faced with an impossible decision. Which perfect family will save her? Or is it time she saved herself?
A transporting debut about family, friendship, first romance, and how to be true to one person you love without betraying another.


terça-feira, 12 de julho de 2016

Doce do Momento: "Time after time" de Tamara Ireland Stone


17393023

Ora bem...em 2014 publicamos aqui no "A entrar no forno" que a ASA tinha adquirido os direitos deste livro, o que não é mentira nenhuma. Mas a verdade é que já se passaram 2 anos após esse post e 3 anos após a publicação do 1º livro em português portanto cansei de esperar e vou ler em inglês. Presumo que tenham desistido da publicação. É pena porque é só uma duologia mas pronto nada de novo não é verdade? 


Anna é de 1995 e vive em Chicago. Bennett é um viajante do tempo, em 2012, em San Francisco. Os dois nunca deveriam ter se encontrado, mas eles o destino assim o quis. Apaixonaram-se, mesmo sabendo que não deveriam. E  juntos, encontraram uma maneira de serem felizes,, contra todas as probabilidades.
Não é um par perfeito mas cada um deles acredita que irão encontrar uma maneira de fazerem as coisas funcionarem, até Bennett testemunhar algo que nunca deveria ter visto. Será que este acontecimento irá influenciar o seu relacionamento com Anna e as decisões que tomarem levarão a um que futuro que não querem?  

Continuação de:
O Tempo Entre Nós (Time Between Us, #1)

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Opinião Contemporânea: "Sweet Forgiveness" de Lori Nelson Spielman




Por vezes as melhores leituras e as maiores surpresas vêm através de leituras que nem estavam planeadas para acontecer tão cedo.

Foi o caso deste livro, cuja autora nunca tinha ouvido falar até a Topseller ter anunciado o lançamento de "Um ano para ser feliz". Mesmo assim decidi pegar neste livro primeiro que a par do que mencionei anteriormente, são os únicos livros da autora até ao momento.

Para verem o modo como devorei este livro comecei a lê-lo às 18h de uma tarde e terminei-o passado 6 horas (e foi porque ainda tive de jantar!). Foi uma das leituras mais compulsivas que tenho de memória, pelo menos dos últimos tempos. 

23398778"Sweet Forgiveness" ensina-nos como perdoar os nossos erros e tentar remediar males do passado mesmo que já sejam de um passado longínquo! Aqui temos Hannah, apresentadora de um programa de televisão bastante popular mas por vezes com qualidade duvidosa (tipo Você na TV), que é visto e seguido por milhões de pessoas todos os dias. O que ninguém sabe é que por trás da imagem perfeita de Hannah, esta sente-se infeliz com o estado actual da sua carreira, por não conseguir abordar temas que gostaria e pela sua relação amoroso que nunca mais dá o passo para o casamento. Certo dia recebe duas pedrinhas que irão mudar definitivamente a sua vida e desencadear uma data de acontecimentos que ela de certo não esperava! 

Eu sou uma pessoa que não ligo a nada dessas coisas de pedras da espiritualidade ou leitura de cartas, mãos ou seja o que for. Mas não quer dizer que não acredite mas nunca dei muita atenção a essas coisas. Há pessoas que vivem em função desses adereços e é com base em pedras do perdão que Hannah vai tentar resolver a sua vida. A ideia é simples: enviar duas pedinhas para alguém que magoamos no passado, se nos devolverem uma das pedras, significa que fomos perdoados. 

É a partir daqui que Hannah mergulha no seu passado que considerava já um assunto esquecido e é obrigada a enfrentar desafios a nível profissional e pessoal. 
Eu simplesmente adorei o conceito deste livro! Neste momento estou numa fase "forgive but never forget" portanto gostei muito da premissa de toda esta estória e a Hannah foi uma óptima protagonista que realmente acordou e percebeu que não era feliz e precisava de perdoar-se pelos erros do passado para encontrar alguma felicidade interior. Gostei muito de como as pedras não foram só para a Hannah mas como para outras personagens secundárias que fez com que houvesse estórias paralelas ao enredo principal. Também gostei de como, enquanto as coisas pareciam mudar para a Hannah ao mesmo tempo, havia quem lhe tentasse estragar a vida ao mesmo tempo, como por exemplo a Claudia que é aquele tipo de pessoa sem escrúpulos. Isto só mostra que não vamos estar sempre bem e que mesmo tentando encontrar o perdão em alguém nem sempre vai estar tudo bem. 

Claro que no fim a Hannah encontra a sua felicidade e principalmente o perdão de que tanto queria. Acredito que todos os livros (ou vá quase todos) tem uma mensagem a passar e sinceramente "Sweet Forgiveness" até pode ter uma mensagem cliché mas funcionou perfeitamente comigo. Acho que nunca é demasiado tarde para pedir desculpa pelos erros que cometemos no passado e que ainda não foram perdoados. 

 Is it too late now to say sorry?

The Forgiveness Stones craze is sweeping the nation—instantly recognizable pouches of stones that come with a chain letter and two simple requests: to forgive, and then to seek forgiveness. But New Orleans' favorite talk show host, Hannah Farr, isn't biting. Intensely private and dating the city’s mayor, Hannah has kept her very own pouch of Forgiveness Stones hidden for two years—and her dark past concealed for nearly two decades. But when Fiona Knowles, creator of the Forgiveness Stones, appears on Hannah’s show, Hannah unwittingly reveals on air details of a decades-old falling out with her mother.

Spurned by her fans, doubted by her friends, and accused by her boyfriend of marring his political career, Hannah reluctantly embarks on a public journey of forgiveness. As events from her past become clearer, the truth she’s clung to since her teenage years has never felt murkier. Hannah must find the courage to right old wrongs, or risk losing her mother, and any glimmer of an authentic life, forever. 

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Compilações: Duologia "Apenas um dia/Apenas um ano" de Gayle Forman




No ano passado quando li a duologia "Se eu ficar" da autora Gayle Forman, fiquei de tal modo tão impressionada com a escrita e com o quanto eu tinha gostado dos livros que fui a correr comprar os outros livros da autora: O Just one day e o Just one year.

Pois bem, passou-se um ano e eu vergonhosamente nunca mais lhes peguei até Setembro, que entusiasmada com o lançamento do primeiro livro desta nova duologia em português, decidi ir buscar os meus livros à estante pois estava na altura de lê-los. 

Li os dois livros de rajada mais o conto que lhes sucede portanto hoje no compilações o menu do dia é composto por três livrinhos. Cliquem nas capas para conhecerem as sinopses.

Em "Apenas um dia" vamos conhecer Allyson uma rapariga responsável e organizada. Alguém que age de forma racional em tudo, mesmo estando de férias, sem os pais, onde pode dar-se ao luxo de provar um pouco mais da liberdade que lhe é dada e que dificilmente terá novamente quando regressar de férias. 
Não sei se foi esse o pensamento de Allyson quando decide viajar até Paris com um total desconhecido, Willem. Juntos, os dois estranhos passam um dia a conhecer a cidade parisiense até à abrupta separação, dada por um equívoco mas que irá mudar a vida de Allyson (e também a de Willem). 
Ao princípio confesso que não estava a gostar muito do livro e só a partir do encontro da Allyson com o Will e da sua viagem até Paris é que comecei a gostar mais de "Apenas um dia". Começando até pela caracterização da Allyson. Bem sabemos que muitas vezes temos um perfil para cada pessoa e não as vemos a tomar certas atitudes que tomam. Aqui aconteceu-me isto com a Allyson; para uma rapariga tão certinha e responsável, viajar com um estranho para outro país (o livro começa em Londres) é totalmente descabido e  pouco credível. Mas pronto isto é ficção, é aceitar e não pensar muito sobre isso.
Não sei se fui eu que li mal a sinopse mas eu ia jurar que tinha lido em qualquer lado que este livro se passava apenas num dia, tendo então este título. A verdade é que os acontecimentos perpetuam-se por um ano inteiro, sendo aquele dia em Paris o ponto em comum para a duologia e o centro do livro. 
A Allyson é a personagem que mais evolui durante toda a duologia (também notei um crescimento em Will, mas acho ainda assim que o da Allyson é superior) e apesar de não ter gostado muito dela até aos acontecimentos de Paris, adorei-a quando esta volta a América, entra na faculdade e torna-se numa nova pessoa. 
Gostei da presença dos pais da Allyson no livro e da autora ter abordado as expectativas que os pais têm para os filhos e que estes cumpram os seus sonhos, que eles não conseguiram realizar. 
Tendo apenas o ponto de vista da Allyson neste livro foi-me difícil conectar com o Will, o outro protagonista deste romance, mas esperava que no segundo livro a autora se redimisse e explicasse que ele não era tão idiota quanto pareceu neste livro. 

Se no primeiro livro acompanhamos a Allyson, aqui o destaque é dado ao Will. Como disse acima, estava receosa mas ao mesmo tempo ansiosa em ler a estória do ponto de vista deste. É que eu não tinha gostado nem um pouquinho dele no primeiro livro, mas estava esperançosa de que se lesse a estória pelo seu ponto de vista que conseguiria identificar-me com o actor de teatro.
Basicamente "Apenas um ano" é um recontar do primeiro livro desta vez acompanhando o Will na sua jornada, pré-Allyson e pós-Allyson. Admito que continuei a não gostar muito do Will, não sei porquê mas as suas intenções para com a Ally não me pareciam tão genuínas quanto as dela para com ele. Mas sendo o Will retratado como um garanhão, não me admira eu ter essa ideia. Portanto não consegui gostar dele. Ainda assim ponto positivo para o paralelismo que a autora fez com os pais de Willem e deste para com a Allyson. Gostei embora não fosse necessário.
Acontece que o livro anterior acaba com um cliffhanger muito bom que me tinha deixado em pulgas para ler este. 
Claro que tive o livro todo à espera que esse momento acontecesse e a ver as páginas a passar e o que eu queria longe de acontecer. 
"Apenas um ano" peca por isso, por não ser uma continuação mas sim uma diferente visão de uma estória que já conhecemos. Mesmo sendo interessante ter as duas perspectivas, mais valia a autora tê-lo feito logo no primeiro livro, alternando os capítulos entre a Allyson e o Willem. 
O que acontece aqui é que por este livro ser exactamente outra versão da mesma estória, não tem o fim da duologia, pois alguém extremamente inteligente lembou-se se colocar o final de dois livros...num conto. 

22021611"Just one night" é um conto que em 35 páginas tenta dar um fim a uma estória onde o leitor já leu cerca de 600 páginas (tanto o Just one day e o Just one year andam à volta das 300 páginas). Ora isto para mim não tem cabimento nenhum.
Os contos servem como extras, pequenas curiosidades a uma série e não deviam ser usados como final de uma série. Especialmente num conto tão pequeno. Claro que me soube a pouco e não entendi mesmo esta ideia de lançar em papel duas versões de uma estória e o final fica num conto, apenas em formato online. Que lógica tem isto?! Ou faziam uma trilogia, com um final decente, bem explicado ou faziam uma duologia em que não fossem dois livros a mesma estória mas cada um com princípio, meio e fim. 
"Just one night" sabe a pouco e a estória e as personagens mereciam um fim mais digno. Foi tudo muito apressado e sem grandes explicações. Não sei como a Presença vai fazer mas espero que não se esqueçam de lançar este conto, seja juntamente com o segundo livro ou em formato ebook. É que senão teremos apenas dois livros de POVS diferentes e fim, nem vê-lo. 

Concluindo, tendo já lido duas duologias da autora, posso afirmar que "Se eu ficar + Espera por mim" é a minha preferida. Não só pela estória, mas também pelas personagens. Também não desgostei desta última mas esperava muito mais. Entretanto a autora lança em 2016 o seu primeiro livro adulto e estarei cá para ler. 

P.S: O Just one night foi lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.


terça-feira, 28 de junho de 2016

Opinião Contemporânea: "Promessa de Casamento" de Jennifer Probst



Depois de no ano passado ter devorado o 1º livro desta série - Casamento de Conveniência - num dia, fiquei a aguardar o lançamento do 2º livro e 8 meses depois, cá está ele e já está lido!

Como Jennifer Probst tão bem faz, no 1º livro já tínhamos alguma ideia de quem seria o par romântico e embora eu também tenha gostado do Michael e da Maggie não gostei tanto como gostei da Alexa e do Nick.

Mais uma vez, a Quinta Essência não poupou detalhes na sinopse e ficamos logo a saber o motivo deste casamento de conveniência. Descendente de uma família italiana, Michael precisa de convencer a matriarca da família que encontrou a mulher ideal para se casar, para que a sua irmã possa subir ao altar o mais breve possível. A nossa escolhida é então a melhor amiga de Alexa e a irmã de Nick, Maggie que ao princípio não acha muita piada à proposta de casamento mas depois é convencida, quando Michael lhe promete que não passará tudo de uma encenação (mas é claro que nós já sabemos de antemão qu este amor de encenado não vai ter nada!).

Como já tinha lido o 1º livro, já sabia que estes dois tinham tido um encontro anteriormente mas quem não leu o 1º certamente irá perceber o contexto em que este romance acontece. Embora sejam livros singulares todos com um casal diferente, a autora interliga muito as personagens portanto eu aconselho mesmo a ler tudo por ordem. Mas regressando ao livro, acho que a autora conseguiu desenvolver melhor a Maggie do que a Alexa. É obvio que já não me lembro de tudo do 1º livro mas fiquei com a impressão que a Maggie foi uma personagem mais aproveitada. Ficamos logo a saber que ela ainda sofre com uma experiência amorosa que correu mal e que ainda tem memórias negativas da sua infância e dos pais. É interessante como aos poucos ela vai-se apercebendo que a sua infância rodeada de criados e sem o amor dos pais, embora rica em objectos materiais, não foi um infância feliz a nível emocional e é também interessante de ver que por causa disso, refugiou-se num namoro que também não lhe trouxe a felicidade que procurava. Em suma, Maggie acaba por concluir que nunca teve uma felicidade completa e é intrigante ver como aos poucos, com a ajuda não só de Michael mas também da sua família, ela vai descobrindo o que realmente a faz feliz. Neste tipo de livros é normal não haver assim nada de inovador e portanto há que procurar os pontos fortes do livro e a evolução da Maggie foi sem dúvida um deles. 
Outro ponto muito positivo é a introdução da protagonista do 3º livro, adorei como foi feita esta entrada e mal posso esperar para ler o livro da Carina! 
Quanto ao Michael, também foi intrigante conhecer o outro lado deste bilionário, o que só mostra que as aparências iludem. Apesar de ter achado toda a tradição do casamento altamente parva, também temos de entender o contexto e nós sabemos que há por aí muita tradição que não se explica nem se entende, até mesmo no seculo XXI. Adorei a parte em que o Michael tem um ataque de pânico só de pensar que a Carina vai sair à noite! É engraçado como a autora consegue introduzir momentos de comédia nos seus livros.

Em relação ao romance confesso que não fiquei impressionada, não achei forçado nem nada disso mas não houve aquele clique para que ficasse a adorar o casal mas claro que gostei da parte deles juntos.

Mais uma leitura voraz que nos deixa com um sorriso nos lábios. Apesar de não te gostado tanto como o livro anterior é sem dúvida um bom livro e uma boa continuação mas...quero é o próximo!!!

Michael Conte, italiano e bilionário, deve resolver uma emergência familiar. Segundo a tradição, tem de ser o primeiro a casar, mas a irmã quer caminhar até ao altar em breve. Para tornar possível esse enlace, Michael tem urgentemente de arranjar uma mulher e apresentá-la à sua encantadora família durante uma viagem a Itália. A escolhida para representar o papel da sua cara-metade é Maggie Ryan, fotógrafa, independente e perfeccionista. Quando lhe fazem a proposta, Maggie, habituada a proteger-se dos laços emocionais desde que o primeiro namorado lhe destroçou o coração, aceita mediante certas condições. Encontra-se convencida de que Michael está apaixonado pela sua amiga e cunhada Alexa e considera-o um perigo para a estabilidade emocional do seu irmão; então pede-lhe que, em troca, deixe a sua amiga em paz. Aparentemente, ambos saem a ganhar do acordo, exceto por um pormenor: os dois têm muito claro que não casariam um com o outro nem que estivessem sozinhos no universo, mas não contavam com um inconveniente importante, a tensão sexual arrebatadora que surgem entre eles.

 

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Opinião Young-Adult: "A Herdeira" de Kiera Cass




Quando em 2013 pensava na minha inocência que já tinha acabado uma trilogia, lá veio a Kiera Cass estragar a minha felicidade e anunciar não 1 mas 2 livros. Como estes dois livros seriam uma duologia, optei por ler quando saísse o 5º livro. Agora com tudo publicado já posso dizer: "Agora sim, mais uma série concluída!"

Opiniões anteriores: 

*mínimos spoilers do 3º livro.
"A Herdeira" que sai hoje em Portugal apresenta-nos Illéa vinte anos depois do final do terceiro livro. 
Seguimos a vida de Eadlyn, a futura herdeira do trono, devido ao facto de ter nascido sete minutos antes do seu irmão gémeo, fazendo com que a lei de ascenção ao trono tivesse de ser alterada. Illéa também apresenta-se a passar um período de crise devido à abolição das castas e de modo a abafar as manifestações e o ambiente hostil, tudo faz-se para desviar a atenção dos problemas políticos. É com este pensamento e com a idade legal de Eadlyn já poder subir ao trono, que America e Maxon decidem fazer uma nova Seleção de modo a eleger um parceiro que acompanhe Eadlyn no seu reinado como rainha.
Eadlyn ao princípio sente-se contrariada com esta decisão mas fazendo um pequeno pacto com o pai em acordando que se nenhum pretende lhe agradasse a Seleção não teria qualquer efeito, acaba por avançar em frente em mais um sorteio da Seleção, vinte anos depois do último.

Pelo que vi em algumas reviews, o principal motivo de muita gente não gostar deste 4º livro foi devido à prepotência da Eadlyn que apresenta-se como mimada e arrogante, mas eu adorei a personagem! É claro que ela é mimada e um pouco convencida, foi a educação que ela teve, ela é a princesa! Apesar de ser um pouco irritante ao início gostei muito mais da Eadlyn do que por exemplo da America. Mais vale ter uma personalidade vincada do que um pãozinho sem sal. Temos de ver o contexto em que estas são criadas e portanto não me surpreendeu algumas atitudes que a Eadlyn teve nem o seu pensamento feminista de querer governar sozinha. Por falar nisso, o assunto de uma mulher não poder/conseguir governar sozinha um reino irritou-me um pouco mas pronto a autora nunca deve ter ouvido falar da Rainha de Inglaterra. *rolls eyes*
Confesso que foi um pouco difícil acompanhar o processo de seleção, com tanto nome estranho e tantas personalidades diferentes, é que afinal não é só um candidato, são 35! 
O meu preferido foi sempre o Kile, porque gosto sempre de histórias em que eles são primeiro amigos e depois é que vem o interesse amoroso. Também gostei do Henri que foi sempre muito fofo ao tentar ultrapassar a barreira linguística. Outro pontinho que me irritou foi esse estigma de como a Eadlyn e o Henri não poderiam ficar juntos porque não falavam a mesma língua! Por amor da santa, a autora vive em que século? E supostamente isto é uma distopia, ou seja passa-se no futuro...mas com mentalidade retrógrada.
O fim do livro acaba com um twist e um cliffhanger que achei boas surpresas e pelo menos fizeram-me querer logo o 5º livro de seguida.
Uma coisa é certa, posso apontar muitas falhas a Kiera Cass mas admito que a narrativa é viciante e não conseguimos parar de ler.
"A Herdeira" acaba por ser uma boa surpresa e para mim o melhor livro da série até agora. 


A Princesa Eadlyn cresceu a ouvir histórias intermináveis de como a sua mãe e o seu pai se conheceram. Vinte anos antes, America Singer entrou na Seleção e conquistou o coração do Príncipe Maxon – e viveram felizes para sempre. Eadlyn sempre achou romântica esta história de encantar, mas não tem qualquer interesse em tentar repeti-la. Por si, adiaria o casamento tanto tempo quanto possível.Mas a vida de uma princesa não é inteiramente sua e Eadlyn não pode escapar à sua própria Seleção – por mais fervorosamente que proteste. Eadlyn não espera que a sua história acabe em romance. Mas com o início da competição, um candidato poderá acabar por conquistar o coração da princesa, mostrando-lhe todas as possibilidades que se encontram à sua frente… E provando-lhe que viver feliz para sempre não é tão impossível como ela pensou.


domingo, 15 de maio de 2016

Opinião Contemporânea: "Anexos" de Rainbow Rowell




Depois de no ano passado ter lido Eleanor and Park e Fangirl, foi com alguma curiosidade que me juntei numa leitura conjunta para ler mais um livro de Rainbow Rowell. Desta vez a escolha recaiu sobre Attachments, o primeiro livro da autora. Seria também a minha estreia com Rowell na ficção adulta,deixando assim de lado os adolescentes. Admito que tinha boas expectativas embora já tenha dado para entender que com a autora ou ama-se ou odeia-se. Isto comprovou-se no fim da leitura do livro, onde houve cotações desde a 1 estrela até às 4 estrelas. Aqui a je deu 2 e passo a explicar porquê. 

O livro centra-se no romance de duas personagens que em 95% do livro não se conhecem...por isso o mais justo é dizer que este livro é um não romance pois quando o encontro entre os dois realmente se dá, o livro acaba poucas páginas depois.
As personagens que tanto falo, são Lincoln e Beth. O primeiro trabalha como segurança informático, monitorizando e controlando todos os movimentos informáticos da empresa por onde trabalha. Isto consiste em que tenha de ler todos os emails de modo a detectar alguma infracção. No meio do seu trabalho acaba por parar na conversa entre Beth e Jennifer, duas amigas e colegas que por vezes parece que falam mais do que trabalham. 
A narrativa é desenvolvida em duas partes, temos a visão de Lincoln onde o vamos conhecendo pouco a pouco, desde o seu passado até à sua situação actual e o porquê de ter aceite aquele trabalho. A outra narrativa é a dos emails enviados entre as amigas, e é partir de apenas estes emails que vamos tentando simpatizar com a Beth e a Jennifer. 
Achei a narrativa dos emails bastante insuficiente na construção das personagens, principalmente da Beth. Foi-me impossível conseguir criar uma ligação com uma personagem em que a única acção durante todo o livro é trocar emails com a amiga. Os emails até contam bastante da vida das duas amigas mas achei que não foi muito inteligente desenvolver o livro desta forma, porque nunca consegui ter uma conexão com a Beth, a sua caracterização sempre me pareceu muito superficial.
Gostei mais da parte do Lincoln porque tivemos uma visão muito mais ampla e completa dos seus traços de personalidade, embora tenha achado toda a estória da ex-namorada bastante longa de se acompanhar, parecia que não tinha fim.
Acho que o grande problema do livro foi a autora ter metido muita palha no meio do livro, sem haver qualquer interesse para o desenvolvimento da estória e ter levado muito tempo até que realmente acontecesse algo...e depois quando acontece o livro acaba!

Toda a estória do amor do Lincoln pela Beth através dos emails  não me convenceu de todo. Podem me chamar de céptica mas eu não acredito que uma pessoa se apaixone por outra através de emails trocados entre amigas, sem nunca ter estado com essa pessoa pessoalmente! Portanto toda a premissa do livro para mim não funcionou. E tendo eu lido um livro há pouco tempo - com um premissa semelhante - em que os protagonistas apenas se conhecem através do Twitter, deixa-me que vos diga que gostei mais do desenvolvimento daquele livro, que tem metade das páginas deste, do que aqui. Ao menos em Goodnight Tweetheart, as personagens conversam entre si! Aqui nem isso!

Não foi um livro que me tivesse dado gosto em lê-lo, pelo contrário achei-o bem aborrecido e sem qualquer mensagem para o leitor.

Foi uma leitura que me custou um pouco porque eu tinha realmente gostado dos livros anteriores da autora e agora irei ficar de pé atrás ao ler o próximo livro dela, que deverá ser o Landline.

Sendo uma autora que causa tanta discórdia não posso deixar de aconselhar este livro, pois poderá ser um livro que agrade a muitos mas não é de todo o livro ideal para começar a ler Rowell.

Livro lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.


Beth e Jennifer sabem que alguém está a monitorizar os seus e-mails de trabalho (toda a gente na redação sabe, é política da empresa). Mas, mesmo assim, não conseguem levar os avisos a sério. Insistem em enviar uma à outra e-mails hilariantes e intermináveis, em que discutem tudo sobre as suas vidas privadas.
Lincoln O’Neill não acredita no seu novo trabalho – ler os e-mails de outras pessoas. Quando se candidatou para “supervisor de segurança na Internet” imaginava-se a combater a pirataria ou a construir firewalls – e não a escrever relatórios entediantes sempre que um jornalista envia uma piada porca.
Um dia Lincoln depara-se com a correspondência de Beth e Jennifer e, apesar de saber que não a deveria ler, é incapaz de resistir às histórias cativantes. Quando finalmente se apercebe de que está perdidamente apaixonado por Beth, já é tarde demais para se apresentar.
Como conseguiria ele sequer explicar?

segunda-feira, 14 de março de 2016

Opinião New Adult: "Vou Amar-te para Sempre" de Monica Murphy





Depois de um dia inteiro rodeada de Fable e Drew eu só queria mais e parti logo para a leitura do 2º livro com boas expectativas. Não sei se consigo dizer muito sem spoilers do 1º livro mas vou tentar.

24597093A primeira coisa que quero dizer é que embora apresente aqui as versões portuguesas, este e os próximos volumes foram lidos no original. Ainda pensei em comprar este em português mas 15€ por 250 páginas? Hmm não me parecia. Ainda bem que não o fiz, pois a Topseller até pode ser muito boa em traduções mas tendo lido o original e a versão portuguesa de um dos livros, posso dizer que uma coisa não tem nada a ver com outra! 
Aqui neste segundo livro consegui ver melhor a personalidade de cada um dos protagonistas.Claro que isto pode ser da evolução das personagens, mas acho que a tradução do 1º acabou por não mostrar exactamente como as personagens eram. O exemplo que me saltou mais em evidência foi o calão que encontrei no 2º livro. Não é por na versão original eles dizerem uma data das asneiras e na versão portuguesa omitirem essa parte, nem é mesmo pelas asneiras, é mesmo pela linguagem dos protagonistas que é muito diferente, dando uma imagem errada das personagens.
Acho que não gostei tanto da Fable aqui como do 1º livro, se é consequência do que escrevi no parágrafo anterior não sei, mas achei que ela perdoou demasiado cedo o Drew, para depois a meio do livro ser só drama, drama e mais drama. Preferia que houvesse mais resistência dela ao início e depois não haver tantas discussões lá para o meio.
Bem, a adição do Colin ao principio pareceu-me creepy e bizarra e já estava a ver que ia haver ali triângulo amoroso mas foi mesmo só uma rasteira da autora e uma forma de introduzir o casal do 3º livro. Gostei muito da Jen e da amizade que ela criou com a Fable, que precisava de algum apoio na sua vida tanto para os problemas com o Drew quanto para os problemas com a mãe.

Gostei que o Drew tivesse tido a iniciativa de procurar ajuda e terapia quanto ao seu passado e a Adele teve o final que mereceu. Uma coisa que ainda me faz confusão é as duas grandes vilãs da estória serem ambas adultas, comportando-se como adolescentes e os jovens serem os responsáveis, parecendo até que os papéis estavam trocados.

O final é muito satisfatório e traz um sentimento ambíguo: a vontade de continuar com a série pois os livros são tão bons, e a recusa em continuar por saber que já não há Drew em Fable como protagonistas, resignando-nos a acompanhar a série com o pensamento que poderemos sempre vê-los como personagens secundárias.

Não foi um livro tão bom como o primeiro mas foi sem dúvida uma boa conclusão. Ainda fico surpreendida com a capacidade da autora de pôr tanta coisa em tão poucas páginas sem parecer que vai apanhar o comboio. Estou fã.

Livro lido no original em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.

Perder. Tudo na minha vida se resume a esta palavra doentia. O meu treinador culpa-me por termos perdido os jogos decisivos da temporada. E o resto da equipa também. Passei os últimos dois meses completamente perdido e fechado sobre o meu desespero, como um autêntico fracassado. E perdi a minha namorada — Fable, a única rapariga que alguma vez mexeu comigo — por não me achar suficientemente bom para ela e por não querer magoá-la.
Agora sei que deixá-la foi um erro e, ao ser cobarde, fui eu quem mais perdeu. Mas, mesmo que ela finja que está tudo bem e que seguiu com a sua vida, sei que ainda pensa em mim. Conheço-a demasiado bem. Raios… Ela é tão frágil que tudo o que eu mais quero é estar por perto para protegê-la… para abraçá-la… para amá-la.
Só preciso que ela me dê mais uma oportunidade. Estamos perdidos, um sem o outro, mas eu sei que juntos podemos viver um amor incomparável, para sempre.

domingo, 6 de março de 2016

Opinião Contemporânea: "Sinfonia inacabada" de Nora Roberts



Ai como é que eu passo de ler vários livros da Nora para apenas ler 1 dela por ano? A verdade é que os autores que antes eram obrigatórios par mim já não o são mais e vão ficando cada vez mais para trás.

Vou tentar redimir-me e ir lendo pelo menos 1 livro da Nora por mês a partir de agora. Vamos lá ver se consigo. 

Apesar de ter imensos dela para ler acabei por pegar no mais recente "Sinfonia Inacabada". Digo recente, em português porque já saiu originalmente em 1992. 

O livro começa com Vanessa, uma talentosa pianista a regressar à cidade onde nasceu e cresceu antes de aos 20 anos ter saído abruptamente da cidade graças ao impulso do pai em fazer dela um prodígio musical. Agora com 28 anos, Vanessa regressa ao seu lar de infância, onde encontra a mãe que não vê há 12 anos. O seu regresso acaba por ser uma tentativa de criar novamente um relação com a mãe e recuperar os 12 anos perdidos.

Todos já sabemos que a tia Nora segue sempre a mesma fórmula e é isso que faz dela uma escritora de sucesso. Nestes livros mais antigos percebe-se que é quase sempre a mesma coisa mas eu continuo a gostar deles e é por isso que os continuo a ler. Gostei da Vanessa e de como ela deu o benefício de dúvida à mãe e conseguiu perceber que o pai é que estragou a relação entre as duas. Gostei de ela também da parte da música no livro mas ainda bem que não foi muito aprofundada, aqui o que interessava aqui era o lado pessoal da Vanessa e não tanto o lado profissional. Também gostei de ela dar a entender que sempre gostou muito de música mas nunca achou que fosse a vocação dela, sempre deu alguma humildade à personagem. Não que ela fosse convencida, muito pelo contrário mas foi bom ver uma personagem com raízes humildes e mesmo sendo uma vedeta no mundo da música, não ser convencida. O Brady foi uma boa personagem masculina mas acho que a Nora já criou galãs melhores, só não fiquei muito convencida ele dizer logo que a amava mal quando ela chega. Embora tenha havido uma relação antes, o temo que tiveram separados foi demasiado para que as coisas pudessem ter mudado. Ele nem quis tentar saber se havia alguém na vida da Vanessa ou não, decidiu logo que ia casar com ela! 
Na parte romântica achei tudo demasiado apressado e vem novamente aquela inquietação de que o livro não estava completo, é que fica mesmo a sensação que foi cortado! Enfim...

O que não gostei muito foram as inseguranças da Vanessa no fim e isto reflecte-se pela idade que o livro tem (quase 25 anos). Então ela agora não podia ser mulher de alguém só porque não cozinha bem e sempre se dedicou à carreira e não sabe ser dona de casa? Se não sabe, aprende. Que desculpa mais esfarrapada para não casar. 

Claro que no fim acaba tudo bem e foi um livro "gostosinho de se ler" como dizem os brasileiros. Mesmo dentro da Harlequin já li melhores da autora, mas também já li piores. Este acaba por ser mais do mesmo mas acho que à partida, já toda a gente sabe isso.

Livro lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.

A jovem pianista Vanessa Sexton tinha voltado à sua cidade natal para conseguir obter algumas respostas da sua mãe, de quem se separara há doze anos. Mas naquela viagem também tinha de enfrentar Brady Tucker, o único homem que amara e que lhe quebrara o coração uma vez. Vanessa acreditava que aquele amor era algo que já não a poderia afetar, mas cada vez que via Brady sentia um misto de emoções que não sabia se estava disposta a aceitar. 

 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Opinião Erótica: "Sedução Perigosa" de Jess Michaels



Eu já não leio um erótico há tanto tempo que nem tinha reparado que não tinha banner aqui para as opiniões eróticas.

Finalmente decidi-me a acabar esta série da Jess Michaels. Já tinha lido todos os livros anteriores, mas com o lançamento de uma nova série da autora, ficava a faltar ler "Sedução Perigosa" para dar por concluída a trilogia das irmãs Albright.

Como li pela ordem de publicação em Portugal, li tudo ao contrário, sendo que este é o 2º livro da série. Podem ler as opiniões dos outros livros nos links abaixo.

22025872Aqui temos mais uma irmã Albright, Penelope que apesar de se guiar por uma conduta fria e austera na sociedade, por dentro é apenas uma mulher insegura, magoada e que acha que nunca irá encontrar o verdadeiro amor. Depois temos Jeremy, um playboy da sociedade, conhecido pelos seus desejos carnais. Para tentar mostrar a todos que Penelope é uma farsa e que esconde desejos opostos ao código que se guia e à mensagem que tenta passar às mulheres da sociedade, Jeremy engendra um plano para seduzir Penelope sem revelar a sua identidade. 

Tudo começa com cartas de Jeremy que chegam anonimamente até Penelope. Paralelamente Jeremy vai seduzindo Penelope, tentando convencê-la que já não é o mesmo homem conhecido pelos seus excessos e pela luxúria pecaminosa. Ao longo do livro Penelope vai ficando dividida entre estes dois sujeitos, curiosa com a súbita mudança de Jeremy e intrigada pela figura desconhecida que lhe envia cartas eróticas. 

Mais uma vez esta leitura foi de extrema rapidez. Muito semelhante aos outros livros da autora em termos de enredo e personagens foi com felicidade que vi que a Penelope era uma personagem diferente das anteriores. Gostei dela pela sua luta em que não acha justo que as mulheres daquela época ficassem em casa, enquanto os maridos procuravam algures amor e paixão fora da mesma. Gostei dela a lutar para que as mulheres tivessem mais respeitos e consideração.
O Jeremy já é uma personagem mais comum nestes livros mas não desgostei dele, embora o seu papel duplo não fosse muito do meu agrado porque dava a entender que apenas estava a brincar com os sentimentos da Penelope. 

No geral foi um livro que se leu bastante bem e que eu aconselho para quem gosta dentro do género. Apesar de ser erótico e de ter bastantes cenas, não acho que a estória ande à volta disso e portanto acho que são livros que até têm alguma profundidade. 

Livro lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.

O sedutor acaba seduzido
Timida, obstinada e bela, Penelope está determinado a expor os casos licenciosos dos homens mais atrevidos da sociedade. Agora um deles - o libertino arrependido Jeremy Vaughn, duque de Kilgrath - foi escolhido para pôr fim à interferência da pudica senhora. O plano de Jeremy é diabolicamente inteligente: irá juntar-se à guerra de Penelope contra a imoralidade, lutando apaixonadamente ao seu lado, ao mesmo tempo que a enche de missivas eróticas anónimas destinadas a excitar mesmo a mais fria e mais relutante mulher. Irá derrubar as suas defesas e inflamar os seus desejos reprimidos por acompanhá-la (no interesse da sua «nobre campanha») aos palácios do prazer mais notórios de Londres. E irá visitar o boudoir dela - mascarado - durante a noite para a ensinar nas artes deliciosamente pecaminosas ela deseja abolir. Em seguida, irá expor a sua hipocrisia ao mundo.
Mas o esquema do belo duque está fadado ao fracasso pois a bela Penelope liberta-se de todas as inibições e cede livremente a todos os caprichos dele. Pois neste jogo sensual de corações, é o sedutor que se torna seduzido.



Livros da série:


Opinião  |  Opinião  | Opinião




Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos