Mostrar mensagens com a etiqueta Compilações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Compilações. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Compilações: ''O Fim da Inocência - volume 1 e 2" de Francisco Salgueiro


Em Novembro foi mês de #lerosnossos, ou seja ler portugueses em português e como o filme destes livros também ia estrear em Novembro, decidi começar com Francisco Salgueiro.
9474610
Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.


Se já viram algumas opiniões deste livro, já viram que a maioria das pessoas achou este livro forte, chocante, surpreendente e outros adjectivos semelhantes. Ora, claro que ao ler diversas opiniões assim, eu esperava algo igual, um livro que me chocasse. Pois, o problema é que isto não aconteceu.

Não sei se é por eu ser da geração retratada aqui neste livro (geração que cresceu nos anos 90) mas este livro apenas surpreendeu-me com algumas coisas que nunca tinha falado mas chocar? Não, nada. 

Este é aquele livro que provoca diferentes sentimentos em pessoas de diferentes gerações. Tenho amigas que já são mães de filhas adolescentes mas que elas próprias não são dos anos 90 e acharam este livro muito forte. Depois conheço pessoas da minha idade que não acharam o livro nada por aí além, que foi o que aconteceu comigo. Isto não quer dizer que fui praticante do que é descrito aqui nestes livros (de longe!) mas a verdade é que este livro não me mostrou nada que não conhecesse minimamente. Ainda assim, acho que o é contado aqui retrata ainda mais a geração que nasceu nos anos 2000 do que propriamente as dos anos 90.

17732838
Diário Secreto de Um Adolescente Português
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.
Embora seja uma duologia, os dois livros não têm ligação entre si, o segundo não é continuação do primeiro, apenas mostra outro lado e outros perigos que afligem os pais de hoje em dia: sexo, drogas, internet.

Eu gostei mais do segundo livro. No primeiro livro achei que o autor generalizou muito (parecia que todas as raparigas eram como a Inês), ou seja alguém que abusava das drogas e viciada em sexo. Já o segundo livro - talvez por ser narrado por um rapaz - não achei isso mas também digo que em ambos os livros, nunca consegui identificar-me com nenhumas das situações que eram apresentadas. Se realmente isto foi a geração dos 90, então devo ter crescido numa geração paralela porque todos os episódios que acontecem aqui, nunca os presenciei.

Gostei que o livro realmente mostrasse que não conhecemos realmente ninguém a 100% e que tentasse alertar pais e familiares para os perigos das redes sociais e esta é outra razão para achar que este livro é mais actual do que parece, porque hoje em dia há dezenas de redes sociais e plataformas enquanto que na minha adolescência, havia só meia dúzia.
É um livro que aconselho se forem pais ou tenham alguém adolescente ao vosso encargo. É capaz de abrir mentes a quem seja mais velho, pois hoje em dia existem muito mais drogas e vícios, para não falar que as escolas mudaram muito e o que interessa hoje é os likes nas redes sociais e a popularidade dos nosso perfis.

Não teve o impacto em mim que teve em outras pessoas mas mesmo assim, aconselho. Como não gostei dos livros, acabei por não ir ver o filme mas pelo que ouvi dizer, é um filme fraquinho.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Compilações: "A Princesa Adormecida" ,"Audrey,Wait!" e "Two boys kissing"




Estes 3 livros não estavam planeados para Maio mas foram 3 leituras muito rápidas e diferentes entre si. Aqui ficam as minhas 3 mini opiniões.

34833085Começando pelo que li em primeiro lugar "Princesa Adormecida", que foi uma oferta da Ne no meu aniversário. Já tinha lido o "Cinderela Pop" quando saiu e tinha gostado apesar de o público alvo ser mais jovem do que a minha idade. Apesar de não ser nada fã do conto da Bela Adormecida da Disney, como tinha lido o livro anterior e tinha gostado, resolvi arriscar neste também.

Não sei bem o que se passou aqui com este livro mas na verdade não gostei muito dele e embora tenha apenas 170 páginas, a estória não me prendeu e achei tudo muito infantil. Não gostei da protagonista - Áurea - pois a mesma não tem algo essencial em qualquer livros de ficção: personalidade. Eu sei que isto é uma releitura da Bela Adormecida mas já li releituras melhores,este livro simplesmente é recheado de clichés  e muito previsível. Percebi logo que o Phil era o outro..! 
Não entretêm muito mas acredito que se tivesse lido isto com 13 anos tinha gostado mais. Mesmo assim, pela agilidade de como a estória é contada (através de recortes, diálogos rápidos e mensagens) leva 3 estrelinhas pequeninas.


1627267Em Março estreei-me com uma autora que já tinha ouvido falar muito bem mas que é desconhecida da maior parte dos leitores que não sigam o género young adult. Falo de Robin Benway e na altura o livro que li, "Emmy and Oliver" revelou-se muito mais que um simples romance young adult que eu esperava e que o título e até a capa do livro davam a entender.

Na semana passada, na minha viagem de avião para a Bélgica, abri este "Audrey,Wait!" no tablet e mergulhei de cabeça neste livrinho, tanto que li mais de 70% do mesmo só no voo. O livro tem uma premissa engraçada. Audrey é uma adolescente que acaba com o seu namorado Evan, vocalista de uma banda. E ele acaba por escrever uma canção sobre ela e o término do namoro. A canção torna-se viral e ela fica famosa por isso. A premissa é isto mas o livro acaba por ter uma mensagem importante. Hoje em dia, há modas tão virais e tão passageiras que passado uns meses ninguém se lembra delas. Diria que este livro, lançado em 2008, é bastante actual. A Audrey consegue manter-se sempre fiel ao que é e não se deixa deslumbrar por todo o aparato à sua volta. (ou tenta vá). Para toda a gente ela é a Audrey da canção famosa, mas como ela diz, ela é simplesmente uma rapariga normal com um part-time numa gelataria e doida por música. 
É um livro leve com um romance fofinho e que mostra bem que de um momento para o outro a nossa vida pode mudar, tanto para melhor como para pior.

Para quem gosta de música vai certamente adorar este livro, fala de algumas bandas que eu acho que são fictícias. Gostei menos deste do que do "Emmy and Oliver" e achei a escrita simples demais. É bom ver que a autora evoluiu tanto na escrita como na construção de enredos e personagens. Leva 3 estrelas e meia.

Por fim "Two boys kissing" era um livro que eu já queria ler também há muito tempo e segundo o Goodreads adicionei-o em 2013, portanto há 4 anos. 
17456790Tem uma capa muito forte e duvido que alguma vez seja publicado cá, embora existam 3 livros deste autor em Portugal. O David Levithan é homossexual assumido e quase todos os seus livros têm alguma personagem gay. 

Também é um livro curto, o meu ebook nem chegava às 200 páginas. Estranhei a escrita mas depressa entranhei. Narrado na 3ª pessoal, o livro centra-se em Harry e Craig, dois rapazes que querem bater o recorde do maior beijo do mundo, o que implica uma maratona de 32 horas, sempre a beijarem-se sem dormir ou ir à casa de banho. 
Adorei a premissa da estoria e depois de ler a nota do autor, ficamos a saber que o livro é inspirado em factos reais, ou seja este evento aconteceu mesmo. Não sabia. 

Para além deste casal, o livro centra-se em outras personagens masculinas, todos adolescentes homossexuais, uns já assumidos e outros ainda por se assumir. Este acontecimento irá juntar todas as personagens e irá questionar os direitos desta comunidade e os poucos benefícios que têm em relação à sociedade.
Embora não goste muito de livros narrados na 3ª pessoa - pois sinto que não me consigo conectar tanto com as personagens - gostei imenso de como o livro foi construído, alternando entre vários casais e personagens mas sempre com o foco no Harry e no Craig. Gostei muito de como o evento foi explicado e todas as regras que eram necessárias para que fosse válido para o Guiness. 
Contudo, achei o final fraquinho e acho que merecia mais umas páginas mas ainda assim, é um livro que aconselho MUITO, para abrir olhos e mentes ou simplesmente para recordar que o amor não escolhe nada e todos temos direitos a viver em dignidade. 
Dou 4 estrelas.

sábado, 11 de março de 2017

Compilações: "A minha vida fora de série - Temporada 1 e 2" de Paula Pimenta




Estes são o 6º e 7º livro que leio desta autora. Para quem não sabe, é um spin off da outra série dela, já lançada cá: A minha vida é um filme.

A Minha Vida Fora de Série - 1ª temporada (A Minha Vida Fora de Série, #1)Já sabia que no 1º livro a personagem era um pouco infantil, visto a só ter 13 anos mas nunca pensei que fosse tanto! Ou melhor, o problema que tive com estes livros não foi o facto da Priscila se infantil nem imatura mas sim de falar só num coisa:em rapazes. 

Sinceramente ela fez-me lembrar as minhas clientes brasileiras que pensam que têm o rei na barriga e que não suporto. O 1º livro é recheado de clichés. Ela muda-se de São Paulo para outra cidade e apaixona-se por um rapaz mais velho. Para conquistá-lo decide pedir conselhos de sedução à mãe, que mesmo que a filha tenha 13 anos, encoraja-a. Achei isto um bocado estranho mas talvez seja eu que tenha outro tipo de educação. Como aquilo não dá nada ela depressa esquece o rapaz e interessa-se por outro que é muito parecido com ele...sim são capazes de já ter adivinhado o grau de parentesco entre eles.

O resto do livro é um drama enorme em que a Priscila se mete, por não querer explicar as coisas e preferir fazer tudo da maneira mais complicada! Não há paciência.

O Rodrigo é o típico rapaz perfeito mas que me pareceu ser mais maduro que a Priscila...ainda dizem que as raparigas crescem mais depressa! 😜
A Minha Vida Fora de Série - 2.ª Temporada (A Minha Vida Fora de Série, #2)Ao contrário de no primeiro livro, no segundo já temos a visão dele, e já consegui ver mais da sua personalidade e das suas inseguranças. Aliás, o segundo livro não é assim tão mau, a Priscila já está um pouco mais crescida e por exemplo gostei da vertente da luta no direito dos animais, iniciada já no primeiro livro. O problema é que o livro foca-se muito na relação de altos e baixos da Priscila com o Rodrigo e gera-se muitos conflitos desnecessários se as personagens apenas falassem. Esse foi outro dos meus problemas com o segundo livro, pois só se resolve 50% de várias situações, deixando algumas coisas em aberto, que presumo que fiquem para os próximos livros, mas eu não vou continuar com esta série.

Os livros misturam vários formatos como já é habitual da autora e lê-se bem (eu li os 2 livros de 400 páginas) em 5 dias mas a verdade é que não precisavam de ser tão longos. 

Os livros não têm idade e eu gosto de ler todo o tipo de livros mas aconselho estes, mesmo a raparigas da faixa etária dos 12-15 anos. 



segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Compilações: "O Pacto", "O Erro" e "The Score" de Elle Kennedy



Elle Kennedy neste momento está para mim como uma substituta em férias de Abbi Glines. Porquê? Porque as histórias são parecidas, mas ainda lhes falta ali qualquer coisinha para chegar ao nível de Abbi.
Temos adolescentes quase adultos, na faculdade, temos rapazes muitos ricos e raparigas pobres, temos muito sexo e sensualidade, etc. Aqui também vamos encontrar bebidas, festas e droga. Todos os elementos que normalmente fazem parte destes young-adult mais eróticos.
A empatia está lá e por isso estes livros são imensamente viciantes.
Felizmente cada livro tem o seu casal, porque sinceramente, não ando com muita paciência para seguir o mesmo casal por vários livros.
N'O Pacto, a protagonista feminina é um pouco insegura em muitas coisas, o que não faz o "meu género", mas depois acaba por compensar
Aqui a história não é muito desenvolvida. Tudo esmiuçado e temos uma rapariga supostamente tímida que está atraída por um dos rapazes mais giros da faculdade e temos um jogador, giro, rico e talentoso, que nunca se tinha apercebido dela até ir contra ela no fim de uma aula. Depois é o típico eu ajudo-te a conquistar o outro e tu ajudas-me a estudar, há ali ainda uma Hannah difícil que não quer o acordo, mas quando ela finalmente aceita pronto, lá começa o romance e a atracção mutua.
No Erro há um passado, e Logan vai ter que rastejar bastante, o que é bastante engraçado, principalmente porque os seus amigos andam sempre à sua volta e tornam tudo muito mais emocionante. Claro que isto na realidade nunca acontece bem assim, mas é sempre giro ler que estes badboys ficam cegos e só conseguem ver uma rapariga. Há ali até uma diminuição do intelecto!
No The Score, ainda sem título em português, o desafio ainda é maior, principalmente porque tanto Allie como Dean têm estado na história desde o início e por isso já os conhecemos bastante bem, tal como eles um ao outro. Dean é o mimado, Allie a independente e claro, Elle Kennedy vai-lhes "atar" um elástico e eles não vão conseguir afastar-se muito um do outro. Esse puxão do elástico é que anima tudo.
Agora que finalmente termino de escrever esta opinião acho que me está a faltar aqui um pormenor. Não era aqui nesta saga que um dos amigos de Garrett gostava da sua miúda? Ou é noutra série?
Penso que vou ficar por aqui, porque quem já leu o The Goal disse que é uma desilusão completa. E como eu estou a gostar tanto desta série não quero estragar.
Como podem ver as histórias não são muito profundas e a base é sempre a mesma, até de outras séries. Não há grandes dramas familiares e tudo se resumo à atracção entre eles e às suas relações. Aqui, o que nos faz agarrar bem o Kobo são mesmo os diálogos entre os personagens, tão cativantes, já para não falar de todo o ambiente e todo o sexo. Faz-nos imaginar tudo e todos e desejar estar lá e divertirmo-nos tanto quanto eles.

Hannah Wells encontrou finalmente aquela pessoa. Segura e confiante em todas as outras facetas da vida, enfrenta uma série de receios e inseguranças no que toca a sexo e sedução. Se quiser prender a atenção da sua nova conquista terá que sair da zona de conforto... Mesmo que tal signifique ter que aturar o arrogante e infantil capitão da equipa de hóquei... E vai ser tão bom.
Ser jogador de hóquei profissional foi tudo o que Garrett Graham sempre quis, mas as notas de final de formatura ameaçam deitar por terra este sonho, pelo qual tanto tem lutado. Se ajudar uma morena, muito gira e cheia de sarcasmo, a fazer ciúmes a outro lhe garantir a posição na equipa, que seja! Mas um inesperado beijo leva-os às cenas de sexo mais incríveis das suas vidas, e não vai levar muito tempo até que Garrett perceba que fingir não será o caminho... Terá, sim, que convencer Hannah de que o homem que ela procura se parece em tudo com Garrett. Elle Kennedy é autora best seller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Escreve romances de suspense e eróticos contemporâneos. Heroínas fortes e sensuais, e heróis sexy e musculados são marca dos seus livros, temperados com muito «calor» e alguns perigos, pelo que já conquistou um vastíssimo público leitor.
Depois de um ano como caloira, Grace está de volta à Universidade de Briar, mais velha, mais madura. E já não é a borboleta tranquila que era quando se envolveu com John. Se Logan espera que ela implore e rasteje a seus pés como todas as suas outras conquistas, pode esperar sentado. Desta vez, é Grace quem vai ao volante... e ela tenciona guiar de forma selvagem.
Allie Hayes está em estado de crise. Com a formatura a aproximar-se, não tem nenhuma ideia do que fazer depois da faculdade. Para piorar, ela está a curar-se de um coração partido após o término de um longo relacionamento. Sexo selvagem e sem compromisso para compensar certamente não é a melhor solução para os seus problemas, mas o belo Dean Di-Laurentis, estrela do time de hoquei é impossível de resistir. Apenas uma vez, ela pensou, porque mesmo que seu futuro seja incerto, certamente não inclui o rei dos adeptos a ‘Uma Noite Apenas’.
Dean sempre consegue o que quer. Garotas, notas, garotas, reconhecimento, garotas… Ok, ele é um mulherengo, e ele ainda não conheceu uma garota imune ao seu charme. Até Allie. Por uma noite, a determinada loira balançou seu mundo – e agora ela quer que sejam apenas amigos? Não. Não está acabado até ele dizer que sim. Dean está sempre em busca de mais, mas quando sua vida sobre uma mudança brusca, ele começa a pensar se talvez não seja hora de para de querer apenas marcar pontos no jogo e marcar para o amor.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Compilações: "Nunca sem ti" e "Corações na Escuridão"




Dois livrinhos que li nos últimos dias, muito pequenos em tamanho e em conteúdo. 

Começando pelo "Nunca sem ti", foi um livro que só li uma opinião, que foi a da Ne. Não é um livro muito conhecido mas também acho que não o mereça o ser porque não é nada de especial.
O autor escreve na 3ª pessoa e apesar de não gostar muito desta forma o livro até que se lê bem. 

Nunca Sem Ti by Bruno SerucaContudo cheguei à página 40 e pensei em  desistir, isto porque o autor relata uma cena em que a personagem feminina - Alexandra - encontra-se no aeroporto a embarcar para uma viagem e a personagem masculina - Miguel - tenta impedir esse embarque. O autor descreve que Miguel chega ao aeroporto vê qual é a porta de embarque e começa a correr feito louco até chegar à porta, conseguindo mesmo seguir até à porta de embarque apesar de ser abarroado por vários seguranças. Ora eu trabalho no Aeroporto de Lisboa e dado que até é este o aeroporto referido no livro, é caso para dizer que o autor não sabe mesmo como se procede um embarque, pois é IMPOSSÍVEL, tanto neste aeroporto como em qualquer outro europeu, uma pessoa conseguir chegar às portas de embarque por duas simples razões:
- Não tem cartão de embarque.
- Não passou pelo controlo de segurança

Enfim, isto serviu para estragar logo a leitura que até ao fim do livro permaneceu má. Tudo é previsível e muito fácil e descomplicado. Em pouco mais de 100 páginas, o casal, fica junto, separa-se, junta-se outra vez e só não digo mais porque se não contava o livro todo. 
P:S - Achei muita piada ao facto de a banda "Anjos" fazer o prefácio do livro e depois estes serem mencionados numa altura em que o autor fala das músicas que Miguel e Alexandra gostam. 


Corações na Escuridão by Laura KayeOutro livro de leitura bastante rápida foi o "Corações na Escuridão", um lançamento recente no mercado português. Também é um livro curtíssimo e a leitura foi rápida e fluída. Aqui a historia também não primaz pela originalidade, temos dois estranhos que ficam presos no elevador e desenvolvem uma química sexual na escuridão do mesmo. Estes dois estranhos são a Mackenna e o Caden, ambos bem diferentes um do outro mas que irão conhecer-se melhor enquanto esperam por ajuda.
A história é mesmo para entreter sem qualquer pretensões e apesar de ter gostado, ou seja, do livro não me ter aborrecido em momento algum e de não me ter irritado com nenhuma das duas personagens, achei tudo um pouco forçado e muito rápido. O que me incomodou foi que havia muitas cenas sexuais para um livro tão pequeno e principalmente para alguém que acabou de se conhecer. Eu acredito que é possível criar um elo forte em pouco tempo mas até gostava que tivesse havido mais conversa e menos acção, por assim dizer. É um livro que se lê rapidamente e que entretêm mas que peca por ser tão minúsculo pois até tinha curiosidade em ler mais sobre estas personagens. 


segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Compilações: "The Universe vs Alex Woods" e "More than this"



Meteoritos e morte é o que temos no menu de hoje desta rubrica. bora lá. 


Começando pelo "The Universe versus Alex Woods" que foi o que mais gostei entre os dois, temos aqui um livro bem singular e um bom young-adult que ensina algumas coisas. A personagem principal é o Alex que aos 10 anos é atingido por um pequeno meteorito enquanto estava em casa. Apesar do livro não começar assim, começar logo no meio da história, este é o ponto principal do livro e é a partir deste acontecimento que tudo de desenrola. Embora este acidente tenha deixado sequelas na saúde de Alex, o jovem não se deixa abalar e mantêm-se fascinado pela astronomia e astrologia ao ponto de querer seguir carreira nesta área. 
The Universe Versus Alex WoodsCerto dia, numa casualidade conhece o Sr. Peterson e nasce entre os dois uma bela amizade e sobretudo é ensinado ao Alex e ao leitor uma lição de vida. 

Este pequeno resumo pode parecer que o livro é uma seca e que não há história mas não é bem assim. Há livros que têm historias e as personagens são uma porcaria, aqui acontece precisamente o contrário. Para além do espaço temporal do livro ser muito grande (vamos percorrendo toda a adolescência do Alex até aos 19 anos), a personagem principal é divertida e muito curiosa e várias vezes dei por mim a rir em alto som. Outro ponto positivo é a meio do livro ser introduzido uma homenagem ao livro "Matadouro Cinco" de Kurt Vonnegut. Embora já conhecesse, nunca li e como gosto de livros que mencionem ou falem de outros livros, fiquei curiosa para ler esta obra.
Aprovado e recomendado para quem gosta de ler algo diferente de vez em quando.

Quanto ao segundo livro que vos irei falar, se acharam o de cima estranho, este vai-vos dar nó na cabeça.
Já há algum  tempo que queri ler algo de Patrick Ness. Com a estreia de "A Monster Calls" para breve, decidi não pegar no livro em que se baseia o filme mas em outro do mesmo autor e que tinha comprado no ano passado: "More than this".
More Than ThisEste livro é mesmo muito what the fuck. É estranho e até tem algumas partes que entranha-se mas também tem outras em que ficamos sem entender nada e não é por culpa nossa é mesmo por o autor não explicar. 
O livro começa com Seth a afogar-se e no capítulo seguinte a acordar sozinho, num sítio que não conhece. Depressa percebe que está na sua antiga casa em Inglaterra e o principal objectivo vai ser entender o facto de ele star vivo quando morreu e se há mais alguém assim.
O livro centra-se muito na morte, no que há para além da morte, se é que há vida depois da morte. Ness consegue ter um livro mediano onde o melhor são as personagens e as histórias delas que as levaram à morte. De resto, tem alguma ficção científica que deixa o leitor confuso e sem entender bem o que está a acontecer, para além do facto que é um livro gigante e podia ser mais conciso. 
Gostar, gostei mas como não aprecio finais em aberto, especialmente num livro que lança tantas perguntas, é um livro que leva apenas 3 estrelas. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Compilação Contemporânea/Erótica: "A Rapariga do Calendário - Livros 1 e 2" de Audrey Carlan




[Spoilers, mas poucos]

Em vez de irmos por partes, a melhor forma de comentarmos estes livros é indo por meses. Como já repararam na capa de cada livro estão três meses que são pequenas histórias. Cada livro tem então três aventuras da nossa Mia Saunders, a acompanhante de luxo com problemas familiares, financeiros e relacionais.
Na primeira compilação tanto Mia como nós somos apresentadas a Wes, o surfista; a Alec, o pintor francês; e a Anthony Fasano. Na segunda compilação temos Mason, Tai (que não é o cliente mas é o mais predominante) e Warren. Somos também apresentadas ao que a personagem feminina vai ter que passar de mês para mês e o que ela pode controlar e optar e no que não pode.
Também ficamos a conhecer o seu ex, a sua irmã, a sua melhor amiga, a sua tia e o seu pai. Ponto positivo para Audrey Carlan que decidiu que a maior parte destas personagens iriam acompanhar a nossa acompanhante ao longo do seu percurso, de forma directa ou indirecta.
A sua relação com a irmã, que continuará ao longo dos restantes meses, é mais semelhante ao de mãe-filha, mas sendo de mãe ausente visto que Mia está quase todo o mês ocupada noutras vidas. Assim, a melhor amiga acaba por quase ocupar esse lugar, sendo posteriormente substituída por outra pessoa, também fora da família. Apesar de a autora nos tentar descrever tudo como necessário e impossível de ser de outra forma, aqui a negligência é óbvia e o aparecimento da terceira pessoa é algo forçada e não me convence minimamente.
O mesmo com a sua melhor amiga. A amizade é um pouco unilateral visto que Mia é uma jovem mulher ocupada 24h por dia que só consegue mesmo ligar de vez em quando. Se calhar se fizesse menos sexo com os seus clientes tivesse mais tempo vago para isso. E assim chegamos a outro ponto. O tempo! O tempo aqui nestas obras passa num instante e muitas horas são um buraco negro que a autora não descreve, salta por cima passando à frente. Claro que não queremos saber o que as personagens fazem minuto a minuto, mas fiquei com esta ideia que Mia não tem tempo para nada, mas quando não está ocupada com o seu cliente, seja na cama ou fora dela, há ali muita hora que poderia estar a fazer outra coisa qualquer, visto que os seus clientes também eles são muito ocupados. Nalguns meses há uma terceira pessoa que a leva às compras e aí a situação está semi-resolvida, mas de resto... Mas mais uma vez, é também algo bom, visto que se a cada mês fosse tudo descrito exaustivamente talvez não fossem tão viciantes e esta volatilidade seria perdida.
Por falar em volatilidade, o oposto também acontece. E é aqui nestes opostos que encontramos quando olhamos de longe às várias obras que encontramos o maior ponto positivo que apaga assim a questão do excesso de sexo (era o que diziam numa opinião que li). Pessoalmente não acho que seja assim tão excessivo. Temos que ter noção que isto é um romance erótico, por isso tem que ter sexo. E se este estiver ausente nalgum mês vamos sentir a sua ausência o que não é bom e o romance deixaria de ser classificado dessa forma. Assim, a autora, em maior ou menor quantidade, vai descrevendo de maneira bastante sexy as várias situações cheias de erotismo.
Aqui entra também a questão dos nomes dos órgãos sexuais. Como não tive acesso imediato ao livro em Português, tomei a liberdade de começar a ler a edição brasileira, cujos adjectivos e nomes mesmo sexuais me pareceram mais limpos. Em Português achei a linguagem mais ordinária, no mau sentido, e acho que a tradução poderia ter encontrado nomes igualmente chamativos e realistas. Esta diferença entre a tradução brasileira e a portuguesa já tinha sido comentada por mim na opinião da Alvorada Vermelha.
Voltando a Mia e aos seus clientes, mesmo depois de ter terminado o segundo livro, e portanto de ter lido seis meses de acontecimentos, posso afirmar com toda a clareza que o meu preferido foi mesmo o primeiro. Wes é um personagem masculino tão bom como alguns que encontramos mais à frente, mas é que nos marca mais e não só a nós. Este vai-se manter constante e surgir para "tapar buracos" de várias formas (piada para quem já leu), já quando não há sexo com o cliente há sexo de outras maneiras...
Alec surge em Fevereiro e adorei-o como artista, e aqui tenho que bater palmas à autora porque as suas descrições são tão boas que vemos as telas mesmo à nossa frente (é a sua melhor característica sem dúvida), mas como cliente detestei-o. Primeiro porque veio estragar aquela névoa de satisfação e prazer com que ficamos com Janeiro. Depois, porque nos mostra uma Mia mais supérflua, já que qualquer corpinho bem feito é bom para lhe saltar para cima, o que estraga a nossa/minha primeira ideia dela, mas que também a torna mais real. De qualquer maneira esta Mia de Fevereiro é a que se vai manter, havendo melhorias claro, mas nunca voltando à personagem feminina que apenas se vende (a sua presença e o seu tempo) e se entrega (o seu corpo) por dinheiro para ajudar a família e salvar o seu pai. Também neste mês houve uma cena que detestei que foi quando Alec junta Mia a outro modelo para as suas fotos. Mostrou que ali é tudo muito etéreo e o que interessa são sempre os valores pré-contratação. Em contrapartida, Alec também nos ensina, incluindo Mia, as várias formas de amor e de amar, e este ensinamento vai-nos surgir mais à frente o que melhora, e muito, a continuidade desta história, havendo sempre, senão uma ponte entre meses, mas ao menos memórias ou até personagens que vão surgindo.
Março foi de facto o mês mais diferente do Livro 1. Pessoalmente foi o que gostei menos, não pela escassez do sexo, mas sim porque parece que quando a escritora não tem os momentos eróticos para descrever, investe no dramatismo e na "lamechice". O excesso destes últimos pontos tornaram o mês muito menos cativante, mas que nos dá uma ideia que todos os meses vão ser uma caixinha de surpresa em relação às personalidades do personagens que estão incluídos no destino de Mia Saunders. Mas nem tudo é assim tão mau, e este foi um dos meses/cliente que mais contribuiu para aumentar o leque de amigos(as)/conhecidos(as) de Mia, e portanto de personagens secundárias que até agora eram algo escassas.
Fechando a contra capa, pousando o livro de lado e pegando no próximo vamos ter ao meu segundo personagem masculino preferido desta saga. Mason nem sempre foi o meu segundo mais querido; ele só se torna mesmo o meu herói em Junho, mas isso são outras histórias que falaremos mais lá para a frente. Aqui vamos ter algo parecido ao que lemos em Março, mas diferente também. Vai ser um mês de suspiros e que nos encherá a imaginação e trará água para a nossa boca. Coloquem os babetes meninas e preparem-se para salivar!
Seguindo em frente, falemos de Maio. Maio aqui por estes lados foi escaldante e fofo ao mesmo tempo. Desta vez temos modelos mas a Mia quis estar com ele e não foi pouco, eheh! Podem esperar por um final feliz e que não vai ficar só por aí. Este mês é principalmente sobre o sexo, mas o facto de certas meninas irem passar alguns dias com a protagonista deu um toque diferente em relação ao Passado.
Por fim, Junho. Ora este mês foi até agora o mais complexo. Tem semelhanças com Abril e Maio, mas a segunda metade é que lhe deu aumentou o valor. Janeiro é o meu mês preferido pelo protagonista masculino, mas se não fosse por isso seria Junho. Este mês trouxe a Mia felicidade e muita tristeza, vemo-la mais frágil, mas é esta fragilidade e é a visita de outros personagens que tornaram toda a história rica em acontecimentos. Mason é o herói aqui e não Wes e eu fiquei a adorá-lo quando antes só lhe achava piada. Tai Niko também vai surgir e vai ser o meu herói número dois.
Mia Saunders é uma personagem que terá etapas, escolhas e provas. Mas o que mais me marcou como leitora foras as prioridades dela e foi aí que ela cresceu aos meus olhos e deixou de ser só a maníaca por sexo. Entendam-me... ela continua a sê-lo, mas ela é muito mais. O facto de estar rodeada de homens bonitos faz-nos invejá-la, mas depois quando ela "acorda" ou surge mais algum desenvolvimento na vida pessoal dela deixamos de o fazer.
São dois livros, seis histórias, que cativam cada um à sua maneira, mas não se enganem vão devorá-los de forma igual.

Bom apetite!

Sexo, amor e segredos.  Uma história que a fará sonhar.
Mia Saunders precisa de dinheiro. De muito dinheiro. Tem um ano para pagar ao agiota que ameaça a vida do pai e exige o reembolso de uma enorme dívida de jogo. Um milhão de dólares para ser exacto.
A sua missão é simples: trabalhar como acompanhante de luxo para a empresa da tia, com sede em Los Angeles, e pagar mensalmente uma parte da dívida. Passar um mês com um homem rico, com o qual não é obrigada a ir para a cama se não quiser. Dinheiro fácil.
Infeliz no amor e com um espírito que não verga, a curvilínea morena amante de motas tem um plano: entrar no jogo, conseguir o dinheiro e voltar a sair. Parte do plano é manter o coração fechado a sete chaves e os olhos no objectivo.Pelo menos é como espera que corra.
Doze meses em que conhecerá o luxo, doze homens com doze estilos de vida, doze cidades diferentes, experiências sexuais e o amor da sua vida.
A jornada de Mia Saunders, acompanhante por força das circunstâncias, continua neste segundo volume de A Rapariga do Calendário! Nos três meses que se seguem, Mia viaja para Boston, Oahu e Washington DC.
Em Abril, faz-se passar pela namorada do mulherengo Mason Murphy, um jogador de basebol profissional que precisa de melhorar a sua imagem, e acaba por descobrir que ele não é exactamente aquilo de que estava à espera.
Maio encontra Mia a incendiar o sangue de Tai Niko, modelo fotográfico e intérprete da dança do fogo samoano, enquanto participa numa campanha publicitária que tem como objectivo demonstrar que a beleza não é uma questão de tamanho.
Em Junho, a missão de Mia é servir de enfeite de braço a Warren Shipley, membro do grupo conhecido como Um por Cento. Enquanto finge ser uma caçadora de fortunas, descobre que Warren tem de facto um coração de ouro. Pena é que o atraente filho, Aaron, senador pela Califórnia, não seja em nada parecido com o pai.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Compilações: "Quarteto de Noivas" de Nora Roberts



De modo a abater as opiniões em atraso que tenho nada como compilar 4 opiniões numa só. 

Vamos então falar sobre a série "Quarteto de Noivas" da nossa Nora, uma série que fui comprando à medida que foi lançada mas só agora, dois anos depois de se concluída, decidi pegar nela.


Desde já digo que, tendo lido todos os quatro livros seguidos, nota-se perfeitamente a mesma fórmula em todos os livros e é por isso que não tenho grande coisa a dizer sobre esta série. Mas começando pelo primeiro - Um dia perfeito - é talvez o meu favorito. Gostei muito de como foi apresentada a Mac, tanto como a sua via profissional foi retratada, assim da mesma forma como a autora mostrou a sua vida pessoal e os problemas familiares do passado. O facto da Linda ser uma antagonista que percorre toda a série e também de aparecer em todos os outros livros, fez com que a Mac tivesse sempre um pouco de mais de destaque do que das restantes. Em relação ao romance com o Carter, gostei da condição de eles já conhecerem-se desde os tempos de escola, pois gosto sempre de romances em que há já uma relação anterior, nem que seja apenas de vista. O próprio Carter também me pareceu um dos homens mais interessantes e o facto de ser tão diferente da Mac, tornou o romance mais divertido. Foi um livro que li num dia e que antecipava outras leituras maravilhosas que viriam por aí.

O segundo livro - Um Mar de Rosas - tem uma aura totalmente diferente do primeiro livro, principalmente porque a Emma é uma romântica inveterada em que o seu maior sonho é dançar à luz da lua com o amor da sua vida. Foi um livro um pouco mais romântico e do qual não gostei tanto devido ao facto de a profissão da Emma também não ser das mais interessantes.Não tenho grande gosto por flores ou plantas, sinceramente não ligo mesmo nada a isso e portanto as descrições dos arranjos dos buquês  da decoração dos casamentos passou-me um pouco ao lado. Também a nível pessoal a Emma não foi muito bem explorada, tinha uma família unida e com posses e pronto. Gostei da parte do romance e do facto de mais uma vez o seu interesse amoroso ser alguém do círculo de amigos e foi engraçado ela e o Jack serem amigos há tanto tempo e só agora admitirem à atração que sentiam um pelo o outro. O Jack acabou por ser um pouco mais desenvolvido com toda ã situação de não querer comprometer-se a sério com a Emma mas claro que no fim acaba tudo bem e a Emma vê o seu sonho realizado.

O Sabor do Momento (Bride Quartet, #3)Se as flores não fazem o meu género, os bolos e a doçaria certamente faz  por isso o terceiro livro - O Sabor do Momento - foi melhor que o segundo, embora tenha sido aqui que tenha começado a fica um pouco cansada da série, especialmente na parte das descrições dos casamentos que eram sempre iguais! Se não tivesse lido os livros seguidos não terei notado estes defeitos mas quem leu ou ler tudo de rajada certamente vai notar as repetições. Posto isto esta leitura revelou-se uma doçura. Gostei mais da Laurel do que estava à espera e o Del foi também outra das personagens masculinas que mais gostei.
A Laurel mostrou-se uma personagem independente, talvez das mais fortes a seguir à Parker. Aqui temos novamente um casal que já se conhecia e onde pelo menos um dos elementos nutria uma paixoneta desde a infância sobre o outro cônjuge. Gostei da dinâmica do Del ver e sentir a Laurel como uma irmã e ser muito protector dela  das outras sociais da Votos mas à medida que a vai conhecendo melhor acaba por apaixonar-se por ela. Acho que também foi o livro onde houve mais atritos entre o casal e sempre mais empolgante ver um casal às turras. Para além do relacionamento entre as quatro amigas, também vemos a pouco e pouco uma união entre os quatro parceiros das suas amadas, em especial entre o Jack e o Del. Foi engraçado ver que no segundo livro o Del a picar o Jack por causa da Emma e agora acontecer o contrário com estes amigos.

Por fim o quarto e último livro - Felizes para Sempre - foi aquele que mais me custou a ler. Nunca tinha gostado muito da Parker e já se sabia que o par dela ia ser o Malcom, aliás a historia deles começa logo no terceiro livro.
Ainda pensei parar na série e depois pegar neste livro quando sentisse mais vontade mas sabia que se não o lesse agora já não o ia ler tão cedo e eu queria mesmo acabar com a série. Foi com algum esforço que li este livro mas na verdade nunca gostei muito da Parker e embora adore personagens totalmente diferentes, não consegui gostar deste casal por culpa de como a Parker sempre se mostrou nos outros livros: muito fria e sempre com tudo no controlo. O Mal revelou-se uma boa surpresa e realmente não podia ser mais diferente do que a Parker, par além de mecânico é duplo de actores em filmes de acção!
O que mais gostei foi de o Malcom não hesitar em deixar a Parker pouco à vontade tanto com os seus elogios como com os beijos que roubava-lhe,
É aqui neste livro que também temos a preparação de um dos casamentos das amigas e foi um momento que foi bonito de se acompanhar especialmente por ser a empresa a tratar do casamento. Como sempre no mundo fictício da Nora, acaba tudo bem e todas personagens com o seu "Felizes para Sempre"!

Para além da notória repetição e do mesmo padrão em todos os livros, outro ponto negativo que destaco é a precocidade em como todos ficavam logo noivos! Tendo em conta que o espaço temporal dos livros nem chegava a um ano, era sempre muito estranho ficarem logo todos noivos e quase de casamento marcado! Achei um pouco irreal.

De resto, esta série foi uma boa leitura e tirando alguns romances valeu pela amizade entre as quatro amigas. Pretendo ler a próxima trilogia da Nora a ser publicada cá - Trilogia a Pousada - mas desta vez não irei cometer o mesmo erro de ter os livros durante anos na estante para depois lê-los numa semana!






quarta-feira, 6 de julho de 2016

Compilações: Duologia "Apenas um dia/Apenas um ano" de Gayle Forman




No ano passado quando li a duologia "Se eu ficar" da autora Gayle Forman, fiquei de tal modo tão impressionada com a escrita e com o quanto eu tinha gostado dos livros que fui a correr comprar os outros livros da autora: O Just one day e o Just one year.

Pois bem, passou-se um ano e eu vergonhosamente nunca mais lhes peguei até Setembro, que entusiasmada com o lançamento do primeiro livro desta nova duologia em português, decidi ir buscar os meus livros à estante pois estava na altura de lê-los. 

Li os dois livros de rajada mais o conto que lhes sucede portanto hoje no compilações o menu do dia é composto por três livrinhos. Cliquem nas capas para conhecerem as sinopses.

Em "Apenas um dia" vamos conhecer Allyson uma rapariga responsável e organizada. Alguém que age de forma racional em tudo, mesmo estando de férias, sem os pais, onde pode dar-se ao luxo de provar um pouco mais da liberdade que lhe é dada e que dificilmente terá novamente quando regressar de férias. 
Não sei se foi esse o pensamento de Allyson quando decide viajar até Paris com um total desconhecido, Willem. Juntos, os dois estranhos passam um dia a conhecer a cidade parisiense até à abrupta separação, dada por um equívoco mas que irá mudar a vida de Allyson (e também a de Willem). 
Ao princípio confesso que não estava a gostar muito do livro e só a partir do encontro da Allyson com o Will e da sua viagem até Paris é que comecei a gostar mais de "Apenas um dia". Começando até pela caracterização da Allyson. Bem sabemos que muitas vezes temos um perfil para cada pessoa e não as vemos a tomar certas atitudes que tomam. Aqui aconteceu-me isto com a Allyson; para uma rapariga tão certinha e responsável, viajar com um estranho para outro país (o livro começa em Londres) é totalmente descabido e  pouco credível. Mas pronto isto é ficção, é aceitar e não pensar muito sobre isso.
Não sei se fui eu que li mal a sinopse mas eu ia jurar que tinha lido em qualquer lado que este livro se passava apenas num dia, tendo então este título. A verdade é que os acontecimentos perpetuam-se por um ano inteiro, sendo aquele dia em Paris o ponto em comum para a duologia e o centro do livro. 
A Allyson é a personagem que mais evolui durante toda a duologia (também notei um crescimento em Will, mas acho ainda assim que o da Allyson é superior) e apesar de não ter gostado muito dela até aos acontecimentos de Paris, adorei-a quando esta volta a América, entra na faculdade e torna-se numa nova pessoa. 
Gostei da presença dos pais da Allyson no livro e da autora ter abordado as expectativas que os pais têm para os filhos e que estes cumpram os seus sonhos, que eles não conseguiram realizar. 
Tendo apenas o ponto de vista da Allyson neste livro foi-me difícil conectar com o Will, o outro protagonista deste romance, mas esperava que no segundo livro a autora se redimisse e explicasse que ele não era tão idiota quanto pareceu neste livro. 

Se no primeiro livro acompanhamos a Allyson, aqui o destaque é dado ao Will. Como disse acima, estava receosa mas ao mesmo tempo ansiosa em ler a estória do ponto de vista deste. É que eu não tinha gostado nem um pouquinho dele no primeiro livro, mas estava esperançosa de que se lesse a estória pelo seu ponto de vista que conseguiria identificar-me com o actor de teatro.
Basicamente "Apenas um ano" é um recontar do primeiro livro desta vez acompanhando o Will na sua jornada, pré-Allyson e pós-Allyson. Admito que continuei a não gostar muito do Will, não sei porquê mas as suas intenções para com a Ally não me pareciam tão genuínas quanto as dela para com ele. Mas sendo o Will retratado como um garanhão, não me admira eu ter essa ideia. Portanto não consegui gostar dele. Ainda assim ponto positivo para o paralelismo que a autora fez com os pais de Willem e deste para com a Allyson. Gostei embora não fosse necessário.
Acontece que o livro anterior acaba com um cliffhanger muito bom que me tinha deixado em pulgas para ler este. 
Claro que tive o livro todo à espera que esse momento acontecesse e a ver as páginas a passar e o que eu queria longe de acontecer. 
"Apenas um ano" peca por isso, por não ser uma continuação mas sim uma diferente visão de uma estória que já conhecemos. Mesmo sendo interessante ter as duas perspectivas, mais valia a autora tê-lo feito logo no primeiro livro, alternando os capítulos entre a Allyson e o Willem. 
O que acontece aqui é que por este livro ser exactamente outra versão da mesma estória, não tem o fim da duologia, pois alguém extremamente inteligente lembou-se se colocar o final de dois livros...num conto. 

22021611"Just one night" é um conto que em 35 páginas tenta dar um fim a uma estória onde o leitor já leu cerca de 600 páginas (tanto o Just one day e o Just one year andam à volta das 300 páginas). Ora isto para mim não tem cabimento nenhum.
Os contos servem como extras, pequenas curiosidades a uma série e não deviam ser usados como final de uma série. Especialmente num conto tão pequeno. Claro que me soube a pouco e não entendi mesmo esta ideia de lançar em papel duas versões de uma estória e o final fica num conto, apenas em formato online. Que lógica tem isto?! Ou faziam uma trilogia, com um final decente, bem explicado ou faziam uma duologia em que não fossem dois livros a mesma estória mas cada um com princípio, meio e fim. 
"Just one night" sabe a pouco e a estória e as personagens mereciam um fim mais digno. Foi tudo muito apressado e sem grandes explicações. Não sei como a Presença vai fazer mas espero que não se esqueçam de lançar este conto, seja juntamente com o segundo livro ou em formato ebook. É que senão teremos apenas dois livros de POVS diferentes e fim, nem vê-lo. 

Concluindo, tendo já lido duas duologias da autora, posso afirmar que "Se eu ficar + Espera por mim" é a minha preferida. Não só pela estória, mas também pelas personagens. Também não desgostei desta última mas esperava muito mais. Entretanto a autora lança em 2016 o seu primeiro livro adulto e estarei cá para ler. 

P.S: O Just one night foi lido em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Compilação: "Casa da Noite - Vol. 1 a 7" de P.C. Cast e Kristin Cast



- Contém Spoilers -

Casa da Noite

#1 Marcada
#2 Traída
#3 Escolhida
#4 Indomável
#5 Perseguida
#6 Seduzida
#7 Queimada
#8 Despertada
#9 Destinada
#10 Escondida
#11 Revelada
#12 Redimida

Começando por fora - as capas portuguesas - tenho pena que não tenham sido mais fieis às personagens. Existem edições de outros países em que as modelos das capas simbolizam, e muito bem, as personagens desta saga, incluindo sempre as tatuagens, que é o que desperta mais a nossa curiosidade.
Em relação à tradução, ou até à linguagem, está cheia de erros! Notei mais nos primeiros livros esta situação, e expressões como "por amor do saco de plástico" (expressão na versão brasileira) é engraçada a primeira vez, mas depois perde toda a piada. Este é só um exemplo do que estas obras mais têm de negativo. Expressões demasiado acriançadas e juvenis que demonstram o quanto as personagens são jovens e fúteis. Agora que peguei novamente na saga, talvez seja porque estou com mais 5 anos do que tinha da primeira vez, já não me identifico com os mais novos e sim com os mais velhos, o que acaba por mudar um pouco a forma de ver a história.
As cenas mais índias, que depois passaram a ser mais cristãs, chatearam-me de morte. Nada contra, mas achei-as tão aborrecidas, principalmente porque é uma chatice tentar ler o nome em índio que a avó de Zoey lhe chama, aquele muito comprido. Na primeira vez anda vá lá, mas depois... não funciona mesmo comigo e acaba por ser repetitivo.
No lado oposto está a personagem de Neferet! Óptima personagem maligna. Odiei-a de morte, mas no primeiro livro bem que me enganou. Sinceramente esperava que a má da fita fosse sendo trocada ao longo da série, o que acabou por não acontecer. Esta continuidade aborreceu-me porque acaba por não haver grande diversidade e novidade. Isto acontece naqueles romances de metro sempre com o mesmo casal protagonista... Não há surpresas, é sempre o mesmo. Não acontece com Zoey porque as autoras foram-lhe acumulando homens e rapazes, e mesmo não havendo mais que uma troca de beijos repenicados (nem mesmo a cena de sexo com o mais velho valeu a pena) a história sempre vai andando, e misturando estas dúvidas amorosas com as maleitas que a protagonista vai sofrendo - o drama sempre lá se mantém e o nosso interesse também.
Não vou fazer a separação entre os livros, principalmente nos primeiros, porque isto foi uma releitura e por isso pouca coisa me surpreendeu, excepto a partir da morte de Heath e da quase morte de Zoey. Ora até aqui a história é engraçada, cheia de romance e promiscuidade, mas a partir daqui, ou seja a partir do 7º volume a coisa perde o interesse visto que as autoras se focam demasiado em Stevie Rae e em Stark, tentando arranjar, principalmente a esta primeira, um romance ao género da Zoey cheio de amores cruzados e indecisos. Eu cá não me senti minimamente atraída nem pela descrição nem pela personalidade de Rephaim e mais indignada fiquei que mesmo depois de tudo o que ele fez, a Stevie Rae, a bondade em pessoa, ainda se foi apaixonar logo por ele! Não teve lógica e pareceu-me demasiado forçado. Um casal horrível, o oposto de Afrodite e o seu musculado e sexy/inteligente/humilde/corajoso guerreiro, que quase que me conquistou mais que o Stark.
Antes disso, a alteração ou revelação da personalidade de Eric acabou por ser uma desilusão. A ideia que dá é que as autoras tinham que eliminar um dos vértices do triângulo para Zoey não parecer tanto como uma prostituta e mais como uma Alta Sacerdotisa a quem é permitido ter dois amantes, um guerreiro - outra mudança algo forçada -, e um humano.
Esmiuçando esta situação, a.k.a. o novo trio amoroso de Zoey, vamos começar pelo fim, pela morte de Heath. Foi de facto uma surpresa! Das grandes! E originou uma ainda maior sem dúvida, e refiro-me não só ao desmembramento da alma de Zoey, mas também ao desaparecimento das suas tatuagens magníficas, que era o que eu mais gostava nela!
As cenas no Outromundo pareceram-me muito vagas, sem grandes elementos que nos fizessem querer ler mais sobre a "vida" deles por lá, e acho que foi por isto, por termos perdido a Zoey como principal personagem, que o interesse meio que se evaporou, ficando só o desejo de ver como a situação se iria resolver. Para mim mais nenhuma personagem serviu de protagonista e analisando bem, nem as autoras acharam isso, visto que a constante alteração de pontos de vistas, em excesso a meu ver mas compreensível pois os personagens estavam muito distantes um do outro, serviu para tapar essa lacuna. Resumindo, deixamos de nos identificar com a personagem e por isso com a história.
Em relação ao segundo ponto, Stark virar guerreiro, também não me convenceu propriamente. Primeiro porque não há aqui a certeza do que se passa entre ele e Zoey (onde anda a atracção e o amor? senti mais entre ela e Eric do que entre ela e o resto!), segundo porque também não há nada certo em relação ao que ele é agora que ele é um vampiro vermelho, terceiro porque logo à primeira prova ele falhou redondamente, e porquê?, porque estava amuado! Infantilidade no ponto mais alto nível aqui nesta saga.
De qualquer forma gostei do esforço de melhoramento do carácter e vidas sexuais da protagonista, fez parecer que fosse mais correcto ela ter tantos poderes, tantos seguidores e tantos amigos.
Continuo a gostar das saídas das gémeas, principalmente quando têm resposta de Afrodite! Acho também que o círculo devia ter mais presença, não nos círculos, mas na história. Os romances das gémeas não correram muito bem, e o de Damien correu bem demais. Parece que estas personagens transformaram-se de secundárias para figurantes. Claro que têm umas cenas, mas são raras.
Continuo também a achar uma história deste género com teor sexual ser escrito por mãe e filha.

Zoey Redbird tem 16 anos e vive num mundo igual ao nosso, com uma única excepção: os vampyros não só existem como são tolerados. Os humanos que os vampyros "marcam" como especiais entram na Casa da Noite, uma escola onde se vão transformar em vampyros ou, se o corpo o rejeitar, morrer. Para Zoey, apesar do medo inicial, ser marcada é uma verdadeira bênção. É que ela nunca encaixou no mundo normal e sempre sentiu que estava destinada a algo mais. Mas mesmo na nova escola a jovem sente-se diferente dos outros: é que a marca que a Deusa Nyx lhe fez é especial, mostrando que os seus poderes são muito fortes para alguém tão jovem. Na Casa da Noite, Zoey acaba por encontrar amizade e amor, mas também mentira e inveja. Afinal, nem tudo está bem no mundo dos vampyros e os problemas que pensava ter deixado para trás não se comparam aos desafios que tem pela frente. 
Zoey Redbird pertence à Casa da Noite e sabe que foi abençoada com vastos poderes pela deusa vampyra Nyx. Mas quando começa finalmente a sentir-se integrada entre os amigos e é escolhida para líder das Filhas das Trevas, o impensável acontece: a Casa da Noite é acusada das mortes misteriosas de alguns adolescentes humanos.Mais do que nunca o perigo ronda os amigos de Zoey - e ela sabe que os poderes que a tornam única também ameaçam aqueles que ama. Quando a tragédia chega à Casa da Noite, a jovem precisará de coragem para enfrentar a traição que ameaça o seu coração, a sua alma... e o próprio mundo que a acolheu. 
Forças tenebrosas dominam a Casa da Noite, onde as aventuras de Zoey Redbird tomam um caminho inesperado. Aqueles que aparentam ser amigos afinal revelam-se inimigos. E estranhamente, inimigos oferecem-lhe amizade. Assim inicia-se o terceiro volume desta série viciante onde a força de Zoey será testada como nunca antes. A sua melhor amiga, Stevie Ray, julgada morta, esforça-se por manter a sua humanidade. Zoey não sabe como ajudá-la, mas sabe que tudo o que fizer tem que ser mantido secreto na Casa da Noite.
Como se não bastasse, Zoey encontra-se na rara e difícil posição de ter três namorados. E quando julgava que a sua vida não podia ser mais caótica, vampyros são encontrados mortos. Realmente mortos. Aparentemente, o Povo da Fé cansou-se de viver lado a lado com vampyros. Mas, como Zoey e os seus amigos irão descobrir, as aparências raramente reflectem a verdade...


A vida é dura quando os amigos nos viram as costas. Que o diga Zoey Redbird que, em uma semana, passou de três namorados para nenhum, e perdeu a confiança do seu grupo íntimo de amigos. E o pior é que Zoey sabe que a culpa é sua. Marginalizada por todos, ela não resiste a criar amizade com o novo aluno da Casa da Noite, o arqueiro olímpico James Stark.Entretanto, Neferet declarou guerra aos humanos depois do assassinato de dois vampyros mortos pelo Povo da Fé. Mas ao contrário das promessas da Sumo-Sacerdotisa, as últimas visões de Afrodite mostram um mundo cheio de violência, ódio e trevas. Zoey sabe que é errado lutar contra os humanos, mas quem está disposto a dar-lhe ouvidos? As aventuras de Zoey na escola de vampyros tomam um caminho perigoso em que as lealdades são testadas, e um antigo mal é despertado…
As boas notícias: Zoey conquistou os seus amigos de volta e a nova Stevie Ray já não é apenas um segredo de Neferet. As más notícias: um mal antigo com rosto de anjo foi libertado, com outras criaturas não tão angélicas. A avó Redbird está em apuros. Heath está em apuros. A Casa da Noite está em apuros. Na verdade, o mundo inteiro de Zoey está a ruir! Mas quando os problemas são desencadeados por um ser que aparenta personificar a própria beleza, em quem irá o mundo acreditar? Especialmente quando uma adolescente vampyra à frente de um grupo de marginalizados é a única a compreender o perigo que ele representa. Terá Zoey a força e a sabedoria para revelar a verdade?

Num mundo igual ao nosso mas onde os vampyros não só existem como são tolerados, A Casa da Noite é uma escola de referência. Um local cheio de perigos e segredos onde os jovens marcados têm dois destinos: ou se transformam em vampyros ou morrem destroçados. Zoey Redbird é uma das melhores alunas e foi escolhida pela deusa Nyx para um grande destino. Mas como se não bastassem todas as invejas de que é alvo, agora enfrnta desafios cada vez mais difíceis: para além de ter de lidar com três rapazes que disputam os seus afectos, (sendo um deles um Guerreiro destinado a proteger Zoey e a sentir as suas emoções), também terá de enfrentar as forças negras que despertam nos túneis sob Tulsa. Estranhas visões avisam Zoey de que deverá resistir aos encantos de Kalona, e também mostram que apenas ela terá o poder de travar esse imortal maléfico. Cedo se torna claro que Zoey não tem escolha: se não se render a Kalona ele vingar-se-á sobre os seus amigos mais próximos e a família. Terá Zoey Redbird a coragem para arriscar perder a sua vida, o seu coração e a sua alma?
Zoey Redbird, vampyra destinada a ser Alta Sacerdotisa, perdeu o seu caminho. Os imensos poderes que detém foram insuficientes para salvar uma das pessoas mais próximas de si, despedaçando a sua alma e coração. Agora o seu grupo de amigos tem de lutar para que ela regresse e ponha um fim às trevas que se apoderam da Casa da Noite.Mas o mal tem os seus próprios planos e estes não esperam por Zoey. Os vampyros enfrentam a maior ameaça de sempre e precisam de toda a força da jovem para lidar com problemas muito para além de novas raças de vampyros, imortais caídos em desgraça ou namorados. A escuridão apodera-se do mundo e apenas Zoey poderá lutar por um caminho ao encontro da luz… Se não se queimar… 

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Compilações: "As miúdas de Gallagher vol. 1, 2 e 3" de Ally Carter




Hoje no Compilações o menu principal é composto pelos 3 primeiros livros da série "As miúdas Gallagher". Todos os livros do post já têm a sua publicação em Portugal.

Antes de falar sobre esta série cheia de espionagem e explosivos, vale a pena referir que já tinha o 1º livro na estante há 1 ano e meio e que não previa lê-lo já. Mas como ando a tentar mudar a estante (o objectivo é só ter livros em inglês) tenho de começar a ler os livros que cá tenho em português! 

"Se disser que te amo vou ter de te matar" é um livro introdutório e que para mim foi o pior da série. Aqui conhecemos a Cammie, uma espiã adolescente que estuda numa escola secreta de espionagem. Até aqui tudo muito normal, o livro relata o dia a dia da Cammie e das melhores amigas, das aulas e missões que têm de completar e das primeira paixonetas desta idade e de como é difícil namorar com alguém que seja normal. O livro tem um tom cómico e eu gostei imenso da escrita da autora e das personagens mas como não se centra muito na parte da espionagem dei apenas 3 estrelas. Ainda assim a autora foi inteligente em lançar as bases pelo menos para um mistério que acompanha a série toda quase até ao último livro: o desaparecimento do pai da Cammie. Isto foi algo que me deixou curiosa e foi das poucas coisas que me fez realmente querer ler o segundo livro. 

"Juro dizer a verdade, toda a verdade e nem sempre a verdade" já é bem melhor que o primeiro. Para já a autora introduziu outra escola de espiões, desta vez uma escola masculina e a rivalidade entre o colégio Gallagher e Blacktorne foi muito engraçada de acompanhar. Por tudo se passar dentro das paredes de um colégio interno, a série tem toda uma vibe de Harry Potter, apenas a diferença que aqui não há feitiçaria mas muitos mistérios, missões e explosões! É aqui também que entra o par amoroso da Cammie, o Zach. Gostei imenso desta introdução e de como foi feita. O melhor é que o próprio Zach vai ser uma personagem tão importante nos livros seguintes como a Cammie. Também gostei que o trio de amigas passa-se a quarteto com a inclusão definitiva da Macey no grupo, juntamente com a Cammie, a Liz e a Bex. Foi um livro bem melhor que o primeiro e talvez um dos livros mais importantes da série, porque se não devemos julgar uma série pelo primeiro livro, se o segundo não for bom é meio caminho andado para não ler mais nenhum mas posso dizer que este segundo livro superou as minhas expectativas e que tornou-se fã desta série e desta autora.

"Quem vê caras não vê espiões" teve o papel difícil de começar a grande estória que é desenvolvida até ao final do último livro. Aqui a vida de Cammie complica-se ao ponto de quererem matá-la! Também são introduzidas novas personagens como o Preston que aqui mesmo não tendo grande relevância, certamente tem o seu destaque nos últimos livros da série. É engraçado como a autora consegue explorar todas as personagens e desenvolvê-las ao ponto de a sua presença na série é linear e não irregular. Seja a mãe de Cammie, os professores ou as amigas, todas elas têm um papel fundamental na construção do enredo. É importante e agradável que a autora não tenha centrado toda a atenção na Cammie e que os laços de família e amigos estejam sempre lá. Também é neste 3º livro que as miúdas percebem que já não estão em missões escolares e de treino e que o mundo real da espionagem pode ser bem mais perigoso do que pensam. Uma boa continuação dos dois primeiros livros e um bom começo para os três que se seguiam. 

A segunda parte do post irá trazer-vos as opiniões dos outros três livros, infelizmente ainda não publicados em Portugal (oohhh!)

O 2º e 3º livros foram lidos na sua língua original e em formato digital no Cybook Muse Frontlight da Bookeen.

Por agora estas espiãs levam 4 estrelinhas!




Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos