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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Chegou à Despensa: ''Blood for Blood'' de Ryan Graudin




Continuo com a mania de comprar séries inteiras sem ter lido o 1º livro mas fico sempre a pensar que depois se gostar já tenho logo os livros seguintes para ler.


Aqui também é só uma duologia portanto estou desculpada, certo? :P 


Acho esta capa horrível credo, uma das mais feias da minha estante sem dúvida mas se o conteúdo for bom, não interessa o exterior. 

Para quem não sabe, esta duologia centra-se na possibilidade de Hitler ter ganho a 2ª guerra mundial (arrepio só de pensar) e temos uma moça que o quer matar..! Pareceu-me interessante e bem diferente do que li sobre esta época, portanto é uma leitura que quero fazer em 2018. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Passatempo: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Como prometido, passados 15 dias cá está outro prontinho a ser sorteado e enviado para o novo dono.
Quem quer esta distopia??


Para se habilitarem a ganhar:
- enviar email para algodaodoceparaocerebroblog@gmail.com
- com nome e morada completa
- link de partilha do Facebook
- com o título do passatempo no assunto do email
- só é válida uma participação por pessoa
- e só podem participar até 30/11/2017

Boa Sorte!!!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião Distópica/Young Adult: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Esta obra de Katharine McGee é tipicamente YA.

Temos uma história com bastantes personagens envolvidos, mas no final vão ser todos secundários. Há um enredo sim, que se divide em vários e que no final volta tudo a unir-se. Este foi o aspecto que mais gostei deste livro. A questão é que a parte mais interessante é mesmo o final, por isso quem se aborrecer pelo meio, o meu conselho é continuar porque a resposta ao primeiro capílogo (ou prólogo) vai ser mesmo só no final.

Portanto posso afirmar que tem um início um pouco confuso, com tanto interveniente, um desenvolvimento muito fútil e um pouco oco - nada que não tenhamos lido noutro young-adult passado numa secundária, por exemplo. E depois temos o final que nos surpreende e que faz a leitura valer a pena ou pelo menos a não chorarmos pelo tempo perdido.

Gostei das várias personalidades, algumas semelhantes, outras nem por isso, já que há um grupo central de amigas. Aqui vemos exploradas temáticas como falsas amizades, traições, vinganças, dramas familiares e vergonha alheia.

A suposta personagem principal é a menina linda do livro, mas vai mostrar que a beleza não é tudo e que é preciso ter mais que sorte na vida e muita sorte em quem nos rodeia, já que a perfeição atrai invejas que por sua vez atraem vinganças, etc. Coisas bastante negativas.

Gostei do facto de Katharine McGee introduzir temas de consumo de drogas nos meios ricos e jovens e também da homossexualidade ou até bissexualidade.

A parte distópica do livro está presente apenas em algumas caracteristicas do prédio, já que hoje em dia podemos encontrar prédios com inúmeros andares (não milhares mas centenas) e com autênticas cidades dentro deles. Os níveis de andares correspondentes aos níveis de vida da população também não me foi estranho nem tão futurista assim, já que basta pensarmos em penthouses para termos algo semelhante.

Este é o primeiro volume da colecção The Thousandth Floor, estando o segundo volume já publicado e o terceiro previsto para Agosto de 2018. Eu, pessalmente, li e terminei o livro como se fosse um livro individual, porque a "porta" que a autora deixou aberta não deixou assim tanto por contar. O que me parece é que ela vai aproveitar para fazer uma espécie de continuação, mas que seria quase sobreponível a esta. Mexendo assim mais um pouco nas histórias pessoais de cada personagem e talvez desmascarar a vilão.

De qualquer forma, penso que ainda vou dar uma segunda hipótese e ler o seguinte, isto se a Planeta apostar nele.

Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Chegou à Despensa: ''A História de uma Serva'' de Margaret Atwood



Aqui a Je já fez anos em Abril mas é sempre bom receber prendinhas. Considerei esta prenda, uma prenda de anos atrasada mas também podia ser uma prenda de Natal adiantada. :P

Vi a série e apaixonei-me por ela, maratonei os 10 episódios em 3 dias e portanto fiquei com muita vontade de ler o livro. Eu que nunca vi os Emmys na vida e nunca liguei muito a esses prémios (ligo mais aos Óscares e mesmo assim...) este ano fiquei a ver só porque a série tinha grandes probabilidades de ganhar alguns prémios e claro que fiquei feliz por ter ganho o prémio de melhor série e de terem aplaudido de pé a autora. 
Mas quando pesquisei na Wook pelo livro vi que estava esgotado e portanto nem me passou pela cabeça ir ver no site da Bertrand, que é a editora do livro. Mas pronto, pelos vistos saiu uma nova edição em Agosto e aqui está ela.
Estou doida para ler o livro. 



quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Gravar as Marca" de Veronica Roth



Até agora, neste segundo semestre, Veronica Roth foi a única que não me desiludiu.

Gravar as marcas, lido na versão pt-br foi lido a alta velocidade.

Apesar das referências ao Star Wars eu não encontrei grande coisa ou então estava demasiado distraída com a história que nem me deu tempo para comparar com outras. De qualquer forma temos sim a vertente espacial, com naves espaciais e viagens inter-planetárias. Temos vários planetas, cada um com o seu clima e habitantes.
Gostei bastante dos protagonistas, mas principalmente da história que os vai unir e que Veronica Roth descreveu e imaginou tão bem. É de facto algo original, pelo menos para mim.
A questão das marcas que dá o nome ao livro também é algo mais forte que traz mais qualquer coisa à obra. À semelhança da saga Divergente aqui a questão principal é também a sobrevivência e lutar contra os "maus da fita". A questão é que a autora dificulta imenso o trabalho aos personagens, tanto principais como secundários, e enche assim páginas e páginas de acção de qualidade. Óptimas descrições. Óptimos cenários. Personagens que nos cativam e extremamente empáticos, mesmo sendo de um futuro e de uma realidade que não existe.
O romance também está presente e aqui não foi preciso recorrer a muito. As cenas em que estão juntos têm uma atracção palpável mesmo sem haver grande contacto. Isto só prova a capacidade da autora nos cativar seja pela ficção cientifica, pela acção, pelo suspense ou pelo romance.
O inicio é talvez o mais calmo, apesar da cena inicial. Claro que não é de rir, mas comparado com todo o resto do livro não tem aquele impacto porque ainda não conhecemos as personagens o suficiente para nos ligarmos ou compadecermos. Mesmo depois, toda a panóplia de nomes, tanto de personagens como de cenários ou até títulos baralha-se um pouco, mas devagar vamos entrando na história e assistindo a um filme onde os rostos, as vestes, os uniformes, as expressões começam cada vez a ficar mais nítidas e é aí que nos abstraímos do que se passa à nossa volta e nos escondemos nos cantos escuros das naves ou das casas para assistirmos em primeira mão a tudo o que acontece.
Não dei a cotação máxima, mas esteve lá quase. Estou ansiosa por continuar a acompanhar a vida de Cyra e Akos.
Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros.
Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?
Cyra é irmã de um tirano brutal que governa o povo de Shotet. Os dons especiais da jovem causam dor, mas trazem poder – algo explorado por seu irmão, que a usa para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma na mão do irmão: ela tem uma resistência fora do comum, o raciocínio rápido e é mais esperta do que ele imagina. Akos vem de Thuvhe, a nação amante da paz, e a lealdade à sua família não tem limite.
Mesmo protegido por um dom especial incomum, Akos não evita que ele e seu irmão sejam capturados por soldados inimigos shotet. Akos se desespera e quer resgatar o irmão vivo, não importa a que custo. Quando Akos é empurrado para o mundo de Cyra, a inimizade entre seus países e famílias parece intransponível. Acreditando ser a única saída, Akos decide se unir a Cyra. Uma união que pode resultar na sobrevivência – ou na destruição de ambos…

terça-feira, 5 de setembro de 2017

A Entrar no Forno: ''Sorrisos Quebrados'' e ''Corações Quebrados'' de Sofia Silva



Foto de Sofia Silva.


Hoje a rubrica traz algo diferente mas também uma boa notícia!

A Sofia Silva é uma autora portuguesa independente que começou a publicar o seu trabalho online. O que é certo é que uma editora no Brasil apostou nela e por lá tem feito sucesso, inclusive está a participar na Bienal do Livro deste ano (a Feira do Livro de lá).  


Agora chegou a vez de ser publicada no seu país de origem. A autora anunciou que a Editorial Presença adquiriu os direitos de 2 livros desta autora e agora é esperar para também podermos ler em papel as suas histórias.

Parabéns a esta autora! 

O livro ‘Sorrisos Quebrados’ faz parte da série ‘Quebrados’, uma compilação que tem um tema em comum: “pessoas que não encaixam nos padrões impostos por esta sociedade de perfeição utópica”. “Nos livros abordo a deficiência, bullying escolar, violência psicológica e doméstica, entre variados temas. Cada livro foca sobre uma problemática da sociedade que espelha o que acontece em muitas escolas e casas” conta.
O livro em causa foca-se no “trauma” e “é sobre duas pessoas que sofreram com as relações anteriores, trazendo consigo marcas exteriores e interiores da violência a que foram sujeitas”, sendo que o desenrolar da história se foca nas “dificuldades que as personagens principais têm em refazer a vida após a vivência em relações destrutivas”.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Chegou à Despensa: ''As filhas de Eva'' de Louise O'Neill







Este já chegou há muito tempo, logo no início de Julho mas foi ficando aqui nos rascunhos. Veio de uma troca!

Gosto da capa pela sua estranheza. Já é o 2º livro da autora na estante e não li nenhum..ainda.

Já agora, saudades da Civilização :(

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Ponto de Situação: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Apesar das saudades de uma boa distopia, este livro está-me a parecer mais YA que distópico, sem grande história até agora. Há muita personagem à mistura, e a autora está a apresentar-nos todas, capitulo a capítulo.
Espero que melhore porque até agora não me entusiasma muito.
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Doce do Momento: "Gravar as Marcas" de Veronica Roth



Mesmo com tantos a meio não resisti a pegar neste.
Numa galáxia dominada pela corrente, todos têm um dom.
Cyra é a irmã do tirano cruel que governa o povo de Shotet. O dom-corrente de Cyra confere-lhe dor e poder, que o irmão explora, usando-a para torturar os seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma nas mãos do irmão; é resistente, veloz e mais inteligente do que ele pensa.
Akos é filho de um agricultor e do oráculo de Thuvhe, a nação-planeta mais gelada. Protegido por um dom-corrente invulgar, Akos possui um espírito generoso e a lealdade que dedica à família é infinita. Após a captura de Akos e do irmão, por soldados Shotet inimigos, Akos tenta desesperadamente libertar o irmão, com vida, custe o que custar.
Então, Akos é empurrado para o mundo de Cyra, onde a inimizade entre ambas as nações e famílias aparenta ser incontornável. Ajudar-se-ão mutuamente a sobreviver ou optarão por se destruir um ao outro?

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Doce do Momento: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Vamos dar uma oportunidade a este.
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Primeiras Impressões: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Este livro já cá chegou há quase um mês, mas mais vale tarde que nunca.
Adoro a capa! Aquele vestido esvoaçante chama-me sempre a atenção.
A sinopse por si só não me parece nada de especial, principalmente porque quando há muitas histórias, acaba por se perder aquele protagonismo. Mas alguns escritores conseguem-no e é aí que temos que nos focar.
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

terça-feira, 23 de maio de 2017

A Sair do Forno: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



A sair já no próximo mês!
Atenção pessoal, é o primeiro de uma trilogia.
Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder.
Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos.
Um romance feminino é uma história de amor entre ricos e pobres, entre o glamour e o luxo e a pobreza.
Onde as fraquezas e desejos humanos estão descritos ao longo do livro e onde o objectivo é fazer-nos pensar sobre o que desejamos.

sábado, 3 de setembro de 2016

Opinião Sobrenatural/Young-Adult: "A Jóia" de Amy Ewing



Se já leram e gostaram d'A Selecção de Kiera Cass vão gostar de ler A Jóia. Existem algumas diferenças, que será o que vou pontuar aqui principalmente, mas queria começar por referir as semelhanças.
Trata-se também de uma espécie de selecção de meninas bonitas para a corte, mas neste caso são leiloadas e compradas por mulheres, Duquesas e Condessas e até pela espécie de rainha que aqui tem outro nome. Aqui também podemos encontrar as castas e várias posições sociais, mas de forma diferente do resto, as mais belas são todas da extremidade a montante, o Pântano, e também a mais pobre. A selecção não serve para o casamento, mas para outra situação, neste caso, muito pior. Ao contrário do que acontece em romances semelhantes, aqui há algo de terrível e não falo da luta entre elas, já que aqui a competição é quase nula.
O pormenor das coleiras é de facto muito mórbido para este tipo de romance, mas também é muito original. Fez-me alguma confusão, mas como contributo para a história é genial e torna-a algo memorável. Sempre que agora penso neste livro não me lembro dos vestidos, nem dos personagens masculinos, mas sim de uma cena que acontece mais ou menos a meio em que as "compradas" estão "estacionadas" à porta de um dos palácios. Adorei!
O romance que aqui encontramos é muito querido, mas achei que a entrega dela foi demasiado rápida e ainda por cima descoberta demasiado cedo. O personagem masculino foi muito bem escolhido, tal como o seu Passado e vai fazer babar bastante. O facto de ter a profissão que tem não diminui a sua atracção, porque Amy Ewing sabe o que faz e tratou de logo explicar o porquê, o como e o quando.
A carência de certas personagens está bastante presente, tal como a competitividade entre outras, o que as torna tão reais no meio de tanta ficção. Hoje em dia noto que estão cada vez mais patente estas características nas pessoas que me rodeiam e ler esta obra fez a minha imaginação disparar e imaginar certas pessoas do meu dia-a-dia no lugar, nos vestidos e nas cenas destas personagens. O que acho que só prova que a escrita e imaginação da autora é excelente e nos cativa, não desde a primeira página, mas desde que nos começa a apresentar as suas criações.
Alguns cenários fizeram-me lembrar também Os Jogos da Fome, principalmente quando acontece a "venda". Muito semelhante às entrevistas no capitólio, com a parte televisiva, os trajes excêntricos, o apresentador, etc. Este ponto acabou por ser ameno para mim, já que desde que li a saga de Suzanne Collins que o meu cérebro tem sempre que encontrar algo em comum em cada livro que lê do género.
Fiquei curiosa com o seguinte e estou a torcer para que estes livros sejam publicados cá em Portugal. Acho que vocês iriam gostar.

Jóias significam riqueza, são sinónimo de encanto. A Jóia é a própria realeza. Para garotas como Violet, no entanto, a Jóia quer dizer uma vida de servidão. Violet nasceu e cresceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária. Por ser fértil, Violet é especial, tendo sido separada de sua família ainda criança para ser treinada durante anos a fim de servir aos membros da realeza. Agora, aos dezasseis anos, ela finalmente partirá para a Jóia, onde iniciará sua vida como substituta. Mas, aos poucos, Violet descobrirá a crueldade por trás de toda a beleza reluzente - e terá que lutar por sua própria sobrevivência. Quando uma improvável amizade oferece a Violet uma saída que ela jamais achou ser possível, ela irá se agarrar à esperança de uma vida melhor. Mas uma linda e intensa paixão pode colocar tudo em risco! Em seu livro de estreia, Amy Ewing cria uma rede de intrigas e reviravoltas na qual os ricos e poderosos estão mais envolvidos do que se possa imaginar, e onde o desejo por saber o destino de Violet manterá o leitor envolvido até a última página.
4*

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Opinião Distópica e YA: "Alvorada Vermelha" de Pierce Brown



- Cuidado Spoilers - 

Alvorada Vermelha não é nada do que se espera quando somos apresentados à sua capa e à sua sinopse. Para mim, os primeiros cinco capítulos são algo sem sal e são lidos muito lentamente, principalmente porque há o uso de expressões muito borgesas (?) principalmente no caso do protagonista masculino, Darrow, e grandes discursos da parte da sua mulher Eo.
Entretanto passei do papel para o ecrã e com isso comecei a ler numa versão pt-br onde de certa forma essas expressões, que tanta impressão me fizeram, desaparecem e foram substituídas por outras mais suaves e mais naturais para este tipo de história. Não digo o mesmo para o tipo de personagens porque o autor quer-nos apresentar personagens mais rústicas e menos civilizadas que apenas vivem em ambiente familiar e de trabalho. Também têm momentos de lazer, mas é uma população mais reprimida e com pouca liberdade de expressão.
É aqui que começamos também a aperceber-nos das semelhanças com a obra de Suzanne Collins, os Jogos da Fome. Já somos avisados na capa e fui avisada por quem me emprestou o livro em papel, e por isso estamos desde o inicio à procura desses pontos em comum. A questão, para mim, é que algumas semelhanças poderão dar-nos a certeza de que vamos gostar da leitura, mas quando estas são demais apenas leio uma nova versão do que já li e não uma história diferente e que me vai cativar do inicio ao fim, que me vai viciar e me manter acordada durante a madrugada.
Nestes primeiros capítulos é isso mesmo que acontece. Só vemos semelhanças pois existem castas que aqui têm cores e são mais, temos a hierarquia e a opressão por castas mais altas e mais coloridas, vestidas de forma mais excêntrica e rodeados de abundância. A única diferença é que o nosso protagonista é homem, mas muito jovem, já é casado e fica viúvo muito rapidamente. Há também uma conspiração que Pierce Brown nos dá a conhecer mais ou menos no início, mas que é tão óbvia que não me surpreendeu minimamente. Além disso, é maioritariamente uma obra constituída por homens, havendo só uma mulher, Harmony, o que anula aquele factor de empatia que criámos com a guerreira Katniss, que simboliza a força da mulher e que esta pode liderar tanto como os homens. Harmony é parecida, mas aqui está mais escondida e não tão evidente. Só tem mesmo o papel de durona, mas estando num grupo daqueles só poderia ser assim.
Neste caso penso que o papel mais próximo será o de Mustang, que iremos conhecer mais para a frente, sendo o de Eo mais parecido ao de Rue, que tem o papel de mártir e que morre primeiro e acaba por simbolizar a doçura da mulher, mas também as suas convicções, além disso a música que canta antes de morrer vai servir para publicitar a opressão, mas também a revolta - acontecimento parecido a quando Katniss canta no primeiro livro.
Em Alvorada Vermelha, ou Fúria Vermelha na edição brasileira, temos predominantemente descrições, principalmente no inicio onde o autor nos tenta transmitir ao pormenor o que rodeia Darrow à medida que ele vai avançando na história. O resto do texto acaba por ser assim também, mas não só em termos de cenários como em termos de acção e explicações sobre a sociedade que Pierce Brown inventou/imaginou. É portanto uma obra maioritariamente de texto corrido, com poucos diálogos, mas que compensa com as cenas de maior acção e o universo criado. Não digo mundo, pois toda a história abrange várias luas e planetas num futuro possível - é portanto uma distopia.
Ao contrário do que acontece no inicio, a história atravessa um ponto em que o entusiasmo pela leitura aumenta exponencialmente. Isto acontece quando Darrow sofre a sua transformação principalmente física e entra no Instituto. Aqui continuam as semelhanças com a obra de Collins, visto que à semelhança deste, os alunos são colocados em salas ou cenários, correspondentes às arenas, e têm que passar testes em que têm que matar um colega ou conquistar castelos. O problema foi a restante obra passar-se aqui, nesta mini-guerra até ao fim. A acção não varia muito, consistindo em viagens entre os castelos, conquistas ou semi-derrotas. A única mudança é quando no último terço do livro os inspectores começam a intervir de várias formas, mas esta reviravolta acabou por tornar todo o entusiasmo em mordomia já que estas interferências são nítidas e óbvias tentativas do autor de criar barreira atrás de barreira para dar continuidade e mais acção à obra. Pareceu-me algo forçado.
Retrocedendo um pouco, Darrow correspondeu às minhas expectativas quando passou nos testes físicos e cognitivos, mas na questão dos homicídios esperava encontrar um arrependimento maior ou até menos vontade para os seus actos. Aqui o personagem não mata por vontade, mas também não parece muito reticente. Poderia ter motivação já que são Ouros e ele está ali para os derrubar, mas em nenhum momento é tocado esse assunto. Darrow mata porque tem que avançar na corrida e porque tem que ser se quer sobreviver. Entretanto já perdeu as poucas lembranças materiais que tinha da sua esposa e da sua terra o que o torna ainda mais desligado de todas as boas práticas e boas acções que conhecemos no inicio da obra.
Ao longo da obra as semelhanças continuam. Não me quero repetir, mas elas são demasiado óbvias e a minha mente está sempre a fazer comparações e registos destas. Temos desde armas e primeiros socorros espalhados pelas "arenas", temos "ajudas" do inspector de Darrow, temos personagens iguais como Mickey ser igual a Cinna, mas que em vez de costurar faz cirurgias e outras coisas muito mais interessantes. Confesso que esta parte foi a minha preferida, já que aqui sim há algo original e imaginado totalmente por Brown, mas de forma a parecer que já se pode fazer algo assim nos dias de hoje. O Tio Narol corresponde a Haymitch, alcoólico e tudo.
Outro posto positivo, foi a inserção de mais personagens femininas com garra. Infelizmente esse "mais" é muito pequeno até minúsculo, visto que a maior parte delas não é assim tão forte e vai sofrer muito às mãos dos restantes rapazes. Mustang é a única que se safa, mas até esta é atacada, tanto pelos seus pares como pelo próprio autor! Têm que ler para perceber esta parte.
Voltando aos aspectos negativos, na altura da entrada do Instituto e dos testes todos pelo que os alunos passam, ficamos com a impressão de que tudo serve como uma espécie de coador, para apenas passarem os Ouros mais inteligentes, mais fortes, mais tudo. A questão é que há medida que tudo avança e se desenrola eu acabei por ficar com a impressão que a maioria é fraca, tanto de forças como de espírito ou até de convicções e lealdades. Ok, percebo que têm que haver alfas e líderes, e aqui existem, mas os que não os são pareceram-me demasiado secundários para quem passou tantos testes e faz parte da nata da sociedade.
Pensei sinceramente que iria gostar mais do livro, mas quando o terminei senti que faltava ali qualquer coisa, que não senti aquela satisfação final daqueles livros em que queremos muito chegar até ao fim, mas que quando isso acontece ficamos com pena de ter acabado. Aqui não aconteceu e não me posso desculpar com as expectativas altas porque estas são provadas ou eliminadas no inicio ou no meio e não no fim de tantas páginas. Fiquei mesmo com pena, mas de qualquer forma serviu para retomar o ritmo de leitura que não tinha há um ou mais meses e para retomar o gosto pela escrita que não tinha há mais de meio ano.

Citação:
página 350 "Sinto a mão dela nas minhas costas logo abaixo do meu peitoral." - o engraçado é que o peitoral é no peito, não nas costas.

"Alvorada Vermelha" é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de Os Jogos da Fome. Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los! Vingança, guerra e luta pelo poder num romance de estreia empolgante.

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos