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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Doce do Momento/Opinião: ''Somos todos Milagres'' de R. J. Palacio


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Eu sei que não posso mudar o meu aspeto.
Mas talvez, apenas talvez, as pessoas possam mudar a forma como me veem.
Através deste livro ilustrado, conheça Augggie, o menino milagre, personagem principal do livro Wonder, de R. J. Palacio.
Desculpem lá estar a falar do mesmo livro em 2 posts seguidos mas pelo menos vou juntar este Doce à minha opinião, que vai ser muito curtinha. 

Este livro é muito simples e lê-se em 3 minutos. Tem muito pouco texto, imagens muito coloridas e um grande sentimento e mensagem. É um óptimo livro infantil para dar agora no Natal e ensinar às nossas crianças que não somos todos iguais mas que conseguimos ultrapassar as nossas diferenças com bondade. A paleta de cores é muito apelativa e gostei muito do traço das ilustrações que segue a mesma linha da capa do livro original. Passem por uma livraria e não hesitem em folhear as páginas. 

Já agora, quem vai querer ver o filme?

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Doce do Momento/Opinião Sobrenatural/Suspense: ''Pequenos Vigaristas'' de Gillian Flynn


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Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler auras em Palmas Espirituais quando chega Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.



Mais um conto lido e está a saber mesmo bem ler estas pequenas histórias. Este conto é um pouco maior que o do Afonso Cruz e também foi a minha estreia com a autora Gillian Flynn. Que estreia!
Começa muito bem com a nossa protagonista do qual nunca sabemos o nome mas que tem 30 anos e a sua profissão é bater punhetas. Ela explica bem todo o processo e as consequências do mesmo, por tanto trabalhar com o braço e o punho ficou com uma lesão. Se isto não é hilariante, não sei o que é, mas fartei-me de rir com este início. Temos ainda algum historial da sua infância, como sofreu por a mãe ser uma calona e não gostar de trabalhar e portanto pediam na rua todo o dia com diversos discursos de modo a sacar o maior dinheiro possível.
Esta parte é muito irónica e cheia de humor. A maneira como ela fala que sempre foi mais esperta que a mãe e como conseguiu o seu trabalho e como gosta dele é bastante engraçada.
O conto avança para uma parte bem mais sombria e negra, quando nos é apresentada a personagem Susan, que afirma à nossa protagonista que a sua casa está assombrada. Ora a nossa personagem principal que não é parva nenhuma e achando-se que conseguia ler as auras e perceber o que se passava de errado, assume o trabalho de ir à casa da Susan e limpar a casa dos maus espíritos. mediante um certo pagamento claro.
A partir daqui a acção desenrola-se muito à volta da casa e dos habitantes dela e apesar de não meter medo, confesso que não sou grande fã de histórias de fantasmas ou de espíritos. Ainda assim, o conto acaba por não ser tanto sobre a parte sobrenatural mas sim sobre o ser humano e a sua condição de manipular quem nós quisermos. Para alem da Susan e da nossa protagonista, temos outra personagem muito importante na história. Se ao longo do conto tiverem com dúvidas sobre quem diz a verdade, atentem ao título em português (que por sinal acho que ficou bem traduzido) e tirem as vossas próprias conclusões.
Como é um conto, acaba rápido e com um final meio aberto. Queria mais mas pronto tenho bom remédio, se quiser algo completo desta autora, é só ler um dos três livros que tem publicados. 

Opinião Young-Adult: "A Coroa" de Kiera Cass


É tão bom quando terminamos uma série e encerramos um capitulo nas nossas vidas como leitores!

Depois de ler "A Herdeira" tive logo de ir a correr começar a ler "A Coroa", pois a expectativa de saber o que ia acontecer era enorme. O livro começa logo onde acaba o 4º ou seja com a situação grave de um certa personagem. É a partir daqui que Eadlyn vai ter de tomar uma das decisões mais importantes da sua vida, deixando A Seleção em segundo plano. O afastamento repentino do irmão também acaba por ditar alguma confusão em Illéa e já nada parece correr bem. 
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Este livro não me captou tanto a atenção como o 4º o que é estranho porque estava mesmo ansiosa por lê-lo mas senti-me aborrecida diversas vezes. Contudo, não quer dizer que não tenha gostado pois gostei dos vários acontecimentos do livro, acho que foi o livro onde houve mais acção e a Eadlyn cresceu imenso como personagem! Ela que foi sempre muito opinativa mas às vezes era mais garganta que sei lá o quê, viu-se numa encruzilhada sem saber bem o que fazer mas lá tomou consciência do que era não só melhor para si mas como para o seu povo. Mais uma vez repito mas eu gostei muito mais da Eadlyn em dois livros do que a America em três...

Houveram algumas surpresas e revelações quanto por exemplo a Lady Beatrice ou ainda quando o Maxon conta a Eadlyn a verdadeira personalidade do seu avô. Mas passando ao que interessa, a Seleção, confesso que não gostei com quem ela ficou mas percebo a intenção da autora em mostrar que o amor não tem de ser determinado por uma seleção de candidatos, pode aparecer em qualquer altura, quando menos esperamos. Mesmo assim, nunca senti grande empatia com este casal, fiquei triste por ela não ter ficado com quem eu queria que ficasse. 

No fim a Eadlyn toma outra decisão que irá mudar o reino de Illéa para sempre e para além de ter sido uma boa decisão, fechar o livro e a série com esta decisão foi uma boa ideia porque vem de acordo com os ideais que a personagem sempre falou e sentiu, principalmente no 4º livro.

No geral, a série de 5 livros lê-se muito bem e embora não sejam livros que tenha adorado, é uma série que deixa a sua marca e saudades.
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opiniões anteriores: 
A herdeira (A seleção, #4)


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Doce do Momento/Opinião: ''A Queda de um Anjo'' de Afonso Cruz


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Este pequeno conto do Afonso Cruz tem 12 páginas e lê-se em 5 minutos portanto dispensa de 2 posts separados.

Aqui vai a minha pequena opinião.
Nunca tinha lido nada deste autor mas tinha muita curiosidade e ao longo destes últimos anos fui acumulando pequenos contos e livros do autor no meu e-reader. Decidi estrear-me com este conto digital do Diário de Notícias e que estreia mais maravilhosa. 

Uma octogenária descontente com o Paraíso, pois não tem junto a si a pessoa que mais ama, decide viajar para o Inferno. Para ela, o Paraíso pode ser infernal e, ao contrário, o Inferno poderá ser uma fonte de felicidade.

É um conto que começa (pensamos nós) com uma idosa, no Paraíso, rodeada de anjos mas sem encontrar o seu marido. Decide então descer até ao Inferno pois tem a certeza que lá irá encontrá-lo, pois marido e mulher devem estar juntos, até na morte. Assim começa a sua passagem do Paraíso até ao Inferno, onde vai relatando pequenos pedaços da sua vida matrimonial e pessoal. O fim é inesperado e dá uma visão totalmente nova ao conto. 
Só este final e a imaginação do autor provam que tenho de ler mais de Afonso Cruz porque se consegue criar algo tão bom em 12 páginas nem quero imaginar como será ler um livro inteiro deste autor! Fiquei mesmo fã.  5 estrelas. 

sábado, 18 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''The Hate U Give/O Ódio que Semeias'' de Angie Thomas



Lançado em Setembro pela Editorial Presença, ''O Ódio que Semeias'' é um livro obrigatório que nos dá uma chapada na cara e acorda-nos para uma realidade actual.

Este era um dos livros que eu mais tinha expectativa. Para além das boas opiniões de fora, era um livro que eu sabia que iria ser algo único, do qual eu nunca tinha lido nada semelhante. Não me enganei. Acreditem que não é cliché quando digo isto, é mesmo a mais pura verdade. Não é comum ler livros escritos por autores negros. Aliás, assim de repente, só me lembro da Dorothy Koomson e da Nicola Yoon. A Dorothy tem sempre personagens negras mas mas escreve livros mais adultos. Este é um YA, virado para os jovens e com potencial para abrir muitos olhos e mentalidades e poder mudar um bocado a visão de quem um dia irá governar este mundo.

Hoje em dia lidamos com demasiado ódio em todo o lado: é ataques terroristas, é guerras, é crises políticas entre o Ocidente e o Oriente, é refugiados. Ainda assim, como não nos afecta directamente, parece que continuamos a dormir ou de olhos fechados. Este livro tem a capacidade de acordar-nos um pouco. Não tem a solução para todos estes problemas mas pelo menos serve para consciencializar a maneira como o ódio, o racismo e as desigualdades sociais ainda estão tão presentes hoje em dia. 

O tema do livro é a o assassinato de um jovem, Khalil, e a testemunha de Starr, a nossa protagonista. Inspirado em eventos semelhantes que ocorreram há pouco mais de 2 anos nos USA, ''O Ódio que Semeias'' levanta muitas questões. É um livro forte, com bastantes alusões a hábitos, expressões,  influências e referências destas comunidades, como por exemplo Tupac, uma das inspirações deste livro e autor de uma parte do  título original: ''THUGLIFE'' que significa The Hate U Give Little Infants Fuck Everbody. 

Através da visão desta adolescente de 16 anos, conseguimos entender bem o que é a injustiça. O que é sentirmos-nos impotentes perante uma sociedade que despreza se a cor da tua pele for escura. É um livro que revela que mostra bem que ''white privilege is real'', ou seja por mais que digam, quem é branco tem privilégios que muitos não tem, mesmo que se insista que há igualdade social. Tudo isto não passa-se só na América mas no mundo inteiro. 

Esta dualidade é nos dada em primeira pessoa pela Starr, vive num bairro que é o seu mundo, onde pode ser quem é, mas que não é reconhecida além de ''ser filha do dono da mercearia''. Depois temos a Starr da escola onde frequenta, uma escola onde são quase todos brancos. Ali, Starr sabe que não deve falar demasiado alto, tem de comportar-se de uma demasiada maneira. Mas ali é popular, é conhecida e acarinhada pelas amigas, professores e pelo namorado que é branco. Vive numa crise constante por nunca conseguir ser a Star verdadeira, por nunca conseguir misturar os seus dois mundos.


Embora a morte de Khalid seja o tema recorrente ao longo do livro, a evolução da Starr é o grande trunfo do mesmo. Começamos com uma Starr assustada e abalada para uma Starr rebelde que procura justiça e não descansa enquanto não a tiver. 

Seria injusto mencionar só o papel da Starr quando todo o núcleo de personagens secundárias é tão forte e improtante quanto ela. A família da Starr é magnífica e até os criminosos do bairro são importantes na história. Talvez o único ponto fraco do livro tenha sido a história das amigas, especialmente a Haley que irritou-me profundamente. Tirando isso, mais nada me incomodou no livro, até o romance é bom, especialmente pelo facto da Starr ser negra o namorado não e como isso também afecta a comunidade afro. 

Gostei imenso deste livro, para mim está no top de livros de 2017. Aconselho a toda a gente, acho que todos podemos aprender um bocadinho com este livro. A autora está de parabéns pelo seu trabalho de estreia e a fasquia para o próximo livro está elevadíssima! 


Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos.
O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo.
A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros.
Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.



quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''O Sol Também é Uma Estrela'' de Nicola Yoon



Da mesma autora de ''Tudo, tudo e nós'' que eu adorei mas a Ne já não gostou tanto, li em Agosto o ''O Sol Também é Uma Estrela'' que saiu agora em Portugal.

Wook.pt - O Sol Também é Uma EstrelaO livro conta a história da Natasha, uma jovem de 16 anos que aos 8 anos se mudou com a família para os Estados Unidos. O pai, que tinha o sonho de se tornar num actor, veio primeiro para os USA e passado uns anos, a restante família da Natasha (ela e a mãe) seguiram os passos do pai, sendo que o irmão mais novo já nasceu com cidadania americana. O que acontece é que tanto a Natasha como os restantes familiares são emigrantes ilegais e estão em vias de serem deportados, portanto o livro começa no último dia de Natasha na América, tentando apelar aos serviços de migração para que não seja deportada.

Numa dessas reuniões com um advogado ela conhece Daniel, filho de pais coreanos e que já tem toda a vida planeada (pelos pais claro). Com uma educação rigorosa, os pais de Daniel sonham que ele torne-se um médico e entre para as melhores faculdades do país, Claro que não é nada disto que Daniel ambiciona, sendo que o ele realmente quer fazer da vida é ser poeta, algo inaceitável para os pais.

Quando Daniel e Natasha encontram-se pela primeira vez, não temos aqui o típico amor a primeira vista (e ainda bem). O que achei curioso neste livro é o Daniel ser todo sonhador e romântico (daí querer ser poeta) e a Natasha (talvez pela situação em que se encontra) não tem tempo para romances e é muito mais pragmática e ''resolvida da vida'', até porque é ela que tenta com que a família não seja deportada, enquanto a mãe dela já aceitou o destino de serem expulsos do país.

O livro é contado não só pelo ponto de vista da Natasha e do Daniel mas também pelo ponto de vista de todas as pessoas com quem eles se cruzam, desde a segurança da embaixada dos USA, até ao advogado, Não são pontos de vista muito longos e a maior parte nem passa de um capítulo, apenas ficamos com a visão de todas as pessoas a quem a vida de Natasha e Daniel tocaram naquele dia. Gostei bastante deste detalhe, como o livro se passa num só dia, conseguimos ter uma visão global de tudo. Há até uma personagem e um momento que são depois muito importantes no final do livro. Quantas vezes já não andámos na rua e olhámos para uma certa pessoa e imaginámos como seria a sua vida? Aqui a autora faz isso e adorei este outro lado da história. 

Todos estes pequenos pontos de vista também mostram uma filosofia do livro: a do universo (e daí o título). Aqui acabamos por reflectir que todas as nossas acções tem uma consequência e pode não ser directamente na nossa vida, mas pode influenciar a vida de alguém.

O romance também incita a reflexão de um amor racial entre uma negra e um asiático. Gostei disso e das questões que a autora levanta. 
Acho que ainda assim o mais importante aqui é o assunto da emigração da Natasha, de como ela se sente americana, porque desde os 8 anos que só conhece esta cultura e não tem muitas lembranças da sua vida anterior,embora por lei ela seja jamaicana. Faz-nos pensar realmente o que é afinal a nossa nacionalidade, aquela que está escrita num papel ou aquela que sempre conhecemos. 

Apesar de ser um romance (tal como o outro livro da autora) achei este segundo livro muito melhor, aborda muitos temas e passa muitas mensagens, para não falar das características das personagens que são bem diferentes dos típicos livros young-adult contemporaneos. 

Tendo já lido todos os livros desta autora, é esperar que ela escreva mais algum pois sem dúvida que quero ler mais coisas de Nicola Yoon.

A história de uma rapariga, um rapaz e o universo.
Natasha: Sou uma rapariga que acredita na ciência e nos factos. Não acredito no destino. Ou nos sonhos que nunca se concretizam. Não sou de todo aquele tipo de rapariga que encontra um rapaz simpático numa rua nova-iorquina cheia de gente e se apaixona por ele. Não quando a minha família está a doze horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não será a minha história.

Daniel: Sou o bom filho, o bom estudante, correspondendo sempre às elevadas expectativas dos meus pais. Nunca fui o poeta. Ou o sonhador. Mas quando a vejo, esqueço tudo isso. Algo em Natasha faz-me pensar que o destino nos reserva, a ambos, alguma coisa muito mais extraordinária.

O universo: Cada momento das nossas vidas conduziu-nos a este momento único. Há um milhão de futuros perante nós. Qual deles se tornará realidade?


sábado, 11 de novembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''Geek Girl - De Saltos Altos'' de Holly Smale



Passado quase um ano, a Porto Editora lança mais um livro desta série que eu gosto bastante mas infelizmente vejo pouquíssimas pessoas a lerem e a comentarem. Só espero que isto não signifique mais uma série a meio em Portugal. Ainda falta sair mais 3 volumes.
Apesar de ter lido o 2º livro há quase um ano (li em Dezembro de 2016) ainda me lembrava de bastantes coisas do livro anterior, especialmente o final. Mas se não lembrarem-se, não faz mal porque a autora meio que recapitula o que aconteceu, o que é bom para quem lê a série tão espaçadamente.

Temos aqui a nossa querida Harriet de volta ao mundo normal dos jovens adolescentes. Despedida da designer Yuka Ito, desde que regressou do Japão que não recebe nenhum trabalho como modelo e nem a sua agência parece lembrar-se dela. 
Convicta que vai passar o próximo verão com a sua melhor amiga e às mensagens com o seu namorado, Harriet não tem muito com que se preocupar, até que a sua família diz-lhe que vão viver para Nova York! 
A mudança do cenário de Inglaterra para o outro lado do Atlântico foi muito boa, apesar de ser uma mudança curta. O engraçado é que a autora explora vários países ao longo da série, o segundo livro foi passado em grande parte do Japão e agora temos o lado americano. 
Claro que aventuras não vão faltar à nossa geek preferida. Mal chega a solo americano, percebe que não consegue integrar-se tão facilmente como pensava e para piorar, parece que o seu namorado e a sua melhor amiga estão demasiado ocupados com as suas vidas e já a esqueceram. Além disso, Harriet não vai bem para Nova York....portanto o seu sonho de morar num prédio com porteiro e no coração da cidade como nos filmes, vai por água abaixo! 
Nem tudo vai ser mau, pois temos o regresso do Wilbur que arranja um novo trabalho para a nossa modelo preferida e mesmo contra a vontade dos pais, Harriet não resiste em entrar novamente no mundo louco da moda. Claro que isto irá trazer muitos problemas e muito drama mas também muita aprendizagem para a nossa nerd. 

Este terceiro volume continua o mesmo nível dos anteriores. Estes livros lêem-se que é uma maravilha e apesar de serem para uma faixa etária bem abaixo da minha idade, consigo divertir-me com eles e principalmente tirar partido das lições que está série traz. Embora pareça que todos os livros sejam um poucos parecidos - e é verdade - aqui o que importa é a evolução da Harriet, mesmo que pareça que no início de cada livro volte à estaca zero em termos de auto-confiança. Temos um exemplo aqui, com a nova tutora da Harriet, que duvida que ela seja assim tão inteligente, mesmo que a própria Harriet saiba que o é, duvida sempre das suas capacidades devido aos comentários alheios. 
Em termos de romance, Harriet e Nick lá terão os seus problemas mas as cenas em que estão bem são fofinhas. 

Mais um livro desta série aprovado, são livros ideais para adolescentes a partir dos 13 anos. Apesar de ter a opção de continuar com a série em inglês, tenho gostado do trabalho da tradução em português, portanto vou esperar pelo 4º livro na minha língua. 

Harriet Manners sabe que:
• Nova Iorque é a cidade mais populosa dos Estados Unidos.
• 27% dos americanos acreditam que nunca aterrámos na lua.
Mas não faz ideia de como a família irá lidar com a vida nos arrabaldes
da cidade. Ou como se "tornar uma marca", como dizem as modelos que
vai conhecendo. E, mais importante ainda, não sabe como gerir os gestos
românticos que lhe chegam de outra pessoa que não o namorado...
Será que é desta que a nossa geek girl abusa da sorte?

Opiniões dos outros livros da série:

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Opinião Contemporânea: ''A Livraria dos Destinos'' de Veronica Henry



Mal vi a capa deste livro e li a sinopse, saltou logo para a minha wishlist onde não ficou muito tempo pois foi uma obra que adquiri na semana em que saiu e comecei a ler poucos dias depois.
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Ora este livro fez-me lembrar imenso outro livro que tem uma sinopse parecia e um conceito muito semelhante: ''A livraria dos finais felizes'', que foi um livro que li no início deste ano e que me desiludiu pois esperava bem mais. O engraçado é que ao reler a minha opinião sobre esse livro, consigo adaptar quase tudo do que não gostei também neste livro!

Não foi um livro mau mas já não sei se sou eu que estou a ficar sem paciência para estes romances ou se vou sempre com expectativas altas para o livro. 

Primeiro que tudo, quando sei que estes livros têm um ambiente de livraria em que o mundo das letras é um dos cenários, espero sempre a presença ou referências a vários livros ou autores. Até temos isso aqui no início, que foi algo que gostei muito, mas depois estas referências vão escasseando  e esperava um bocado mais de destaque e atenção ao mundo dos livros. 

É um livro com muitas personagens mas uma acaba por interligar todas as outras: Julius Nightingale, o antigo dono da livraria que agora está a cargo da sua filha Emília, que pega no negócio do pai sem perceber nada desta área. 
Esperava simpatizar mais com a Emilia mas sinceramente gostei muito mais das personagens femininas secundárias, como a Thomasina, a Alice e até mesmo a Sarah. 
Para além destas personagens, temos também o núcleo masculino e como já devem perceber haverá alguns romances pelo meio. 

Achei que a autora demorou algum tempo a desenvolver todas as histórias e depois no fim atou as pontas muito rapidamente, como foi o caso da Alice. Para além dela, quase todas as personagens que começam solteiras no livro, acabam de alguma forma numa relação. Achei esta parte um bocadinho forçada.

Não é de todo um má leitura, gostei muito do início e o livro até tem uns acontecimentos que não estava à espera, embora outros sejam mais óbvios. Ainda assim recomendo, porque livros com livrarias como pano de fundo, nunca podem ser maus livros não é verdade? 

No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.
Depois da morte do pai, Emilia regressa a Peasebrook para gerir a velha livraria da família, Nightingale Books – o sonho de qualquer bibliófilo e um refúgio para os moradores desta pequena vila. Mas agora que está responsável pelo seu futuro, Emilia terá de afastar potenciais compradores, ao mesmo tempo que tenta cumprir o último desejo do pai.
Uma livraria extraordinária com pessoas extraordinárias...
Desde a mulher que a visita há anos, ao recém-divorciado que tenta reaproximar-se do filho, e ainda a tímida chef de cozinha que se apaixona na secção de culinária... há algo de magnético neste sítio. Até Emilia sente as forças da livraria a conspirarem por si quando se cruza com um homem a quem não consegue ficar indiferente.
Com todos a depender dela, conseguirá Emilia encontrar um destino feliz para a livraria e os seus leitores? No mundo da Nightingale Books serve-se romance e a cura para um coração partido. Este é o sítio onde as melhores histórias não se encontram apenas nas páginas dos livros, mas nas vidas dos que por lá passam.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea/Histórica: ''Como parar o Tempo'' de Matt Haig


Depois de ter livro e ouvido maravilhas deste autor devido ao seu livro ''Razões para viver'' que é um livro de não-ficção, fiquei entusiasmada com este lançamento da Topseller que também é o mais recente livro do autor, lançado lá fora este ano.

De realçar que o autor tem ainda editado ouro livro cá em Portugal: ''A Família Radley'' da autora Contraponto e que saiu na altura da febre dos vampiros.

Bem, logo à partida já tinha percebido que o autor tem vários géneros, desde o sobrenatural até à auto-ajuda. Gosto dos autores serem versáteis e de não se dedicarem a um só registo. Mas também se não forem bons a escrever sobre vários assuntos mais vale dedicarem-se a um só género. Ora, com este é o meu primeiro contacto com o autor, não posso dizer que o autor seja mau mas a Ne já tinha lido ''A Família Radley'' e não tinha gostado e eu também não fiquei para lá de impressionada com este livro, portanto em dois géneros distintos, Matt Haig não passou com mérito aqui no blog.

Tal como escrevi no Goodreads mal acabei a leitura, o livro não é mau mas fez-me lembrar tanto outros enredos que sinceramente fiquei dividia sobre se realmente gostei do livro ou não. 

Vou começar pela base deste livro: temos aqui um sujeito - Tom - que tem perto de 500 anos, Claro que a sociedade não sabe disso, apenas uma organização secreta que o protege. ou pelo menos tenta passar essa ideia. Ele não é o único com esta condição e ao longo dos seus quase 5 séculos ao cimo da terra, vai encontrando outros com esta 'patologia' e que também têm dificuldades em esconder a sua verdadeira identidade. Esta parte do enredo fez-me lembrar imenso uma série de televisão chamada 'Forever' que eu via e que tem uma premissa muito semelhante só que com uma diferença: na série a personagem era imortal, sempre que morria, voltava à vida, com a mesma aparência anterior. De resto achei o enredo do livro muito semelhante à série (que aliás é de 2014). 

Claro que há imensos livros com enredos semelhantes e hoje em dia é difícil inovar mas como vi a série há pouco tempo, por estar tão fresca na minha memória, não consegui a achar pelo menos a premissa do livro original. 

O desenvolvimento já é um pouco diferente, porque Tom que teve no passado um grande amor, procura a sua filha Marion que suspeita ter a mesma condição dele. Com isso, o livro alterna entre o passado e o presente deste Londres até Paris, mostrando as convivências de Tom com personagens desde Shakespeare a Scott Fitzgerald. Já no presente, ele é um professor de História (nada melhor do que leccionar e falar sobre acontecimentos onde ele próprio esteve presente) e tenta viver segundo a sua única regra: não se apaixonar. 


Tirando a parte da premissa do livro parecida com a premissa da série referida acima, eu gostei do livro. O autor consegue intercalar o presente e o passado de uma forma tocante. O livro acaba por abordar imensas questões, tal como as nossas lembranças afectam a nossa maneira de viver. Por muito bom que seja viver eternamente, não é bom psicologicamente guardar tantos acontecimentos e tantas recordações. Especialmente num mundo em mudança, não é saudável e o passado condiciona o presente. Esta abordagem do livro foi o que mais gostei sem dúvida. 

A situação da Marion e também a organização secreta foi muito previsível. Percebi tudo, páginas antes de finalmente acontecer.

Não é de todo um livro mau, acho que se não fosse a questão das premissas semelhantes, tinha gostado mais do livro mas lá está, a associação do livro à série influenciou a minha leitura e portanto não consigo dar mais do que 3 estrelas a este autor.

«Tal como basta apenas um instante para se morrer, também basta apenas um instante para se viver. Fecha-se simplesmente os olhos e deixa-se que todos os receios fúteis se esvaiam.»
O meu nome é Tom Hazard. Pareço ter 40 anos, mas não se deixe iludir? sou muito mais velho do que isso. Séculos mais velho. E este é o meu perigoso segredo. Fui contemporâneo de Shakespeare, vivi em Paris nos loucos anos 20, cruzei os mares de uma ponta a outra. Eternamente a fugir do meu passado e à procura daquilo que me foi roubado. Mas sem identidade ou raízes, a vida eterna pode tornar-se um vazio.
Numa tentativa de voltar à normalidade, arranjei trabalho como professor de História. (Quem melhor para relatar o passado do que alguém que o viveu realmente?) Talvez desta forma consiga perder o medo de viver. A única regra para pessoas como eu é nunca se apaixonarem.
Infelizmente, descobri isto tarde demais.
Escrito com alma e coração, Como Parar o Tempo celebra aquilo que nos torna humanos e ensina-nos uma verdade universal: a vida deve ser vivida sem medos.

 

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''A montanha entre nós'' de Charles Martin



Cada vez são mais as adaptações de livros no cinema e chegou a vez deste livro ser levado ao grande ecrã. O bom de tudo é que (se ainda tiver vontade) gosto de ler o livro primeiro para depois ver o filme e com este não foi excepção. O livro já está lido, venha daí o filme! 
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Já tinha lido um livro deste autor, há muitos anos e tinha gostado muito portanto esperava boas coisas deste romance. 
Primeiro, devido à capa eu pensava que este livro ia ser mesmo um romance. Ao ler a sinopse já imaginamos que dois desconhecidos perdidos no meio da neve, provavelmente vai dar em amor mas não. Existe uma atracção ente Ben e Ashley mas pelo menos enquanto estão a tentar sobreviver não há romance entre os dois porque Ben tem mulher e filhos e Ashley está noiva.

''A montanha ente nós'' é um livro de sobrevivência, um teste aos limites e as capacidades do ser humano em condições extremas. O mais incrível, é que é uma história que podia ser perfeitamente ser verídica. 
A forma como o autor conta as adversidades que as personagens enfrentam, tanto a nível físico mas mais a nível psicológico é muito boa, quase que conseguimos sentir o que Ben e Ashley passam. a fome, as condições atmosféricas nada favoráveis, as dores do acidente. 

O livro é muito cativante, eu dava por mim a ler 100 páginas sem perceber disso. Gostei mesmo muito que não houvesse qualquer envolvimento físico entre os dois, tanto pelo respeito dos seus cônjuges mas porque acho que ia tonar o livro cliché demais. O que vemos entre a Ashley e o Ben é uma amizade repentina mas forte. Claro que aos poucos, vão ficando cada vez mais conquistados um pelo outro e percebemos que os sentimentos vão além da amizade quando por exemplo a Ashley pede ao Ben para seguir caminho sozinho, por ela estar muito magoada e fraca demais para continuar ele recusa sempre. Gostei muito dessa atitude. Em casos de vida ou de morte não interessa a cor da pele, a religião ou a sua posição na sociedade. Interessa ajudar o próximo para que também possamos ser ajudados. 

O final não me surpreendeu. Li tantas opiniões a dizer que o final era surpreendente e inesperado que à medida que fui lendo o livro, fui apanhando algumas pistas e já suspeitava daquilo. 

Tenho mais dois livros do autor para ler e embora não me pareça que pegue em mais nenhum dele este ano, em 2018 vou voltar sem dúvida a Charles Martin. 
Este livro também me fez lembrar muito outro livro que tenho por ler: ''Sozinhos na Ilha'' da Tracey-Garvis Graves, aqui com um ambiente de mais calor e sol. A ver se também pego nele brevemente! 



Ben é um médico-cirurgião e Ashley é uma atraente e simpática jornalista que está a poucos dias do seu casamento. Conhecem-se na sala de embarque de um aeroporto, enquanto esperam pelo seu voo, atrasado devido ao mau tempo. Quando a viagem é cancelada, Ben aluga um avião particular para poderem regressar a casa. Durante a viagem o impensável acontece: o avião cai numa zona isolada e gelada, no meio do nada. Ben e Ashley sobrevivem ao acidente. Sozinhos e feridos, têm de lutar contra as adversidades e as temperaturas negativas daquele lugar inóspito. A luta pela sobrevivência vai despertar neles os sentimentos mais sinceros e levá-los a questionar o rumo das suas vidas até então. Será que conseguem sobreviver? E, se conseguirem, até que ponto esta experiência mudará os seus destinos? 

sábado, 21 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Seduzido até domingo'' de Catherine Bybee


Depois de dois livros desta série, tinha também de ler o único que já tinha e que me faltava ler: ''Seduzido até Domingo'' que saiu em Agosto, se não me engano.

35617358Bem, admito já que não simpatizei com o casal principal - Meg e Valentino - porque não gostei muito dele. A Meg já conhecíamos do livro anterior, mas sinceramente não achei muita piada a estes dois, não senti aquela química que vi nos casais antecedentes desta série. 

Apesar destes livros serem claramente romances, a autora tem introduzido cada vez mais o elemento de mistério e aqui levou a coisa a um nível mais alto, o que me fez adorar o livro! Além disso, é com esta parte de mistério que conhecemos a protagonista do próximo e último livro, a Gabi.

Já suspeitava que havia algo de estranho com o Alonzo, o noivo da Gabi e não me enganei. Gostei mesmo muito de toda a história do crime deste livro, muito bem trabalhada e que ligou muito bem com o local onde se passa a acção: numa bela ilha privada, longe de todos os olhares (inclusive da polícia!).

Mais uma vez , Michael tem aqui o seu destaque onde finalmente revela a sua orientação sexual. Gostei que também tivéssemos a aparição do namorado dele e a reacção da família, é algo diferente nestes romances. 

Sem dúvida que um dos pontos fortes desta série é que embora possam ser lidos separadamente, ao ler tudo por ordem, conseguimos criar uma relação de maior afecto com todas as personagens. A autora consegue mostrar muito bem que as personagens anteriores seguem o seu percurso e a sua vida, ao mesmo tempo que introduz a próximas protagonista, isto sem tirar destaque ao casal principal.. Sinceramente, este equilíbrio é algo que muitos autores não conseguem fazer, é difícil contar várias histórias paralelas num só livro. Ainda por cima estes livros tem uma média de 300 páginas, que não é muito. 

Como ainda não há tradução do sétimo livro e estando eu tão embalada na série, ainda ponderei ler em inglês e ficar assim com a série finalizada mas não quero despedir-me já destes personagens...vou então esperar pelo lançamento do 7º livro, que presumo seja só para o ano. 

Meg Rosenthal: Casamenteira de dia, realista à noite, Meg não se vai deixar levar por um belo homem de negócios qualquer com o seu fato de designer. Foi a uma fantástica estância avaliar o potencial dessa ilha privada para a sua agência, não foi para namorar com o seu dono. Mas aquele homem tem um magnetismo qualquer a que é difícil resistir, até mesmo para uma mulher que se recusa a apaixonar-se. Valentino Masini: Homem de negócios bem sucedido e lindo de morrer, Valentino está habituado a ter o que de melhor há no mundo. No entanto, nunca quis nada com a intensidade com que quer Meg, que provocou um terramoto no seu coração. Mas justamente quando decide convencê-la a ficar, alguém decide tirar Meg da ilha… para sempre.

domingo, 15 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Conquistada até Terça'' de Catherine Bybee


Depois de ter lido ''Noiva até Sexta'' ainda estava com vontade de ler mais um livro desta série e lá peguei neste que é o 5º da série. Acho que li estes livros na altura ideal, pois gostei muito deste volume, tendo sido o meu preferido até agora!

Judy é a típica rapariga que acaba de sair de faculdade e encontra as primeiras dificuldades no mundo do emprego. Contentando-se com um estágio num atelier de arquitectura mas a fazer tudo menos a desenhar edifícios, muda-se para a casa do seu irmão mais famoso, Michael. Com ela vem também Meg, que é a protagonista do 5º livro. 


Aqui também temos Rick, um guarda-costas muito preocupado com a segurança da Judy assim diz ele, que é a sua desculpa para passar sempre pela casa de Judy e ver se está tudo bem! 


Logo no início já calculava que ia gostar do casal e não me enganei nem um pouco, é o meu casal favorito até agora. Acho que combina e resulta sempre muito bem quando temos duas personagens fortes mas ao mesmo tempo compatíveis. No entanto, também vemos aqui um lado mais frágil da Judy quando ela é atacada mas no geral, é uma personagem com muita determinação e garra. Ao princípio estava a ver que o Rick ia ser muito parecido com o Neil mas não, felizmente temos aqui uma personagem com mais personalidade que o Neil, que é mais reservado e calado.

Adorei todo o mistério por trás e foi bem pensado o suspeito ser alguém online. Fica a chamada de atenção para o perigo de expormos muita informação num simples jogo.
Gostei também da Judy não aceitar as ajudas do irmão e querer subir na profissão por ela própria, deu um bocadinho de realismo a estes livros que até agora pareciam-me um pouco irreais por toda a gente ser bonita, rica e com cargos importantes. 
Acho que foi por isso que gostei tanto deste livro, foi aquele com o qual me consegui identificar mais. 
Temos como já é habitual, a aparição de outros casais já formados. Michael continua a ter um destaque sólido em quase todos os livros, se a série não se chamasse ''Noivas da Semana'' diria que ele era o protagonista! Pelo menos é um elo de ligação entre praticamente todas as personagens.
Outro ponto a favor foi o motivo do casamento. Este ao menos foi um bocadinho mais plausível que os outros, ou pelo menos dada a história, foi daqueles que fez mais sentido. 

Mais um livro lido desta série e mais um que adorei. A série tem ficado cada vez melhor por isso venha lá mais livros, por favor! 


Judy Gardner: Judy acabou de se formar e está pronta para conquistar o mundo… isto se conseguir arranjar trabalho, claro. A sua esperança é passar de aspirante a arquiteta para famosa arquiteta o mais depressa possível, por isso muda-se para Los Angeles, para casa do seu famoso irmão, Michael Wolfe. Mas é difícil para Judy concentrar-se no trabalho quando o sedutor guarda-costas por quem ela se apaixonou no verão passado está sempre a aparecer no seu caminho.
Rick Evans: Com o seu físico musculado, olhos verdes e sorriso fácil, Rick podia ter qualquer mulher que quisesse. Mas o antigo Marine que agora é guarda-costas só tem olhos para Judy e a sua maneira de ser impetuosa. Quando um marginal anónimo ataca Judy, Rick decide que nada o vai deter até encontrar o monstro que persegue a mulher que ele ama.

 

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Noiva até sexta'' de Catherine Bybee




''Noiva até sexta'' é o 3º livro desta série que a Bertrand ''esqueceu-se'' de publicar. Sim, saltaram do segundo para o quarto  e quem queira ler tudo por ordem que se amanhe. Enfim, já tinha lido o quarto e faltava-me o quinto e o sexto que saíram este ano mas eu queria ler o terceiro e pronto lá o li em ebook pt/br, agora que esta série também está a ser editada no Brasil - que já agora num aparte, num ano lançaram 6 dos 7 livros, algo que nós demorámos só 5 anos a publicar - e depois de lido venho dar-vos a minha opinião. 
Primeiro que tudo, apesar de gostar das nossas capas, estas capas brasileiras também estão muito giras e acredito que fiquem lindas na estante todas direitinhas. Segundo, embora seja em português do Brasil, a tradução não apresentada quase palavras nenhumas que me relembrasse que não estava a ler no meu português, a leitura foi muito tranquila.

Noiva Até SextaFui reler a minha opinião do quarto livro que é quase uma continuação deste e embora ache que esta série até possa ser lida fora de ordem, se lerem por ordem vão ficar muito mais familiarizados com as personagens e com os detalhes de cada história e de cada casal. Percebi isso agora ao ler o terceiro depois de já ter lido o seu sucessor. 
Apesar de ter achado este livro um pouco lamechas em algumas partes, e previsível em outras (ok, quase tudo), a parte policial deu uma boa quebra em toda a ''lamechice'' do romance. 
Aqui temos Gwen que já tinha aparecido nos primeiros livros. Ela é amiga de Karen e chefe da Alliance, a agência de encontros e casamentos. Depois temos Neil, o segurança enigmático que é de poucas palavras. Os dois não podiam ser mais diferentes mas como dizem que os opostos atraem-se lá se apaixonam. O pior é que o passado de Neil volta para o assombrar, agora que já não é fuzileiro e é aqui que temos a parte de suspense do livro. Como um bom romance, a sua amada Gwen vai estar em perigo e ele vai ter de salvá-la.
O livro é cliché? Sim é mas isso já eu sabia antes de ler. Contudo gostei imenso deste livro. Tantos das personagens como da trama em si. À medida que vamos lendo já sabemos o que vai acontecer 20 páginas à frente mas isso não me impediu de ler com gosto. Mais uma vez acho os romances muito rápidos - passam logo para o casamento - mas admito que a parte policial realmente ajudou a não focar tanto nos protagonistas e portanto não enjoei do casal. 
Como foco secundário temos a Karen e o Michael que são destaque no livro seguinte e como eu não tinha lido a sinopse deste, ao início estava confusa quem era o casal principal desta história porque a autora vai apresentado várias personagens e não é que os nomes sejam parecidos mas são personagens muito parecidas. Por exemplo, aqui também conhecemos Rick, que é o protagonista do 5º livro que também é um ex-fuzileiro e agora segurança. Exactamente como Neil. Percebem o que digo? 
Mesmo com as personagens padrão e os enredos clichés, tenho gostado imenso de ler esta série! Só espero que a Bertrand se digne a publicar este em português e o último (o 7º livro). Redimiram-se um pouco este ano, pois lançaram dois ao invés do habitual que é um volume por ano, portanto cá espero o sétimo para finalizar esta série! 


O terceiro livro da série Noivas da semana. Gwen Harrison: a bela filha de um duque inglês se mudou para os Estados Unidos para cuidar da agência de casamentos de sua cunhada. Só porque ela agora é a chefe da agência, não significa que não possa fantasiar um encontro perfeito com o enigmático Neil MacBain, o guarda-costas que vem tornando seus sonhos um tanto quanto agitados. Mas negócios são negócios, e é melhor Gwen não se deixar envolver. Neil MacBain: o ex-fuzileiro naval não pode negar o efeito da aristocrata Gwen em sua alma atormentada e seu corpo esculpido pela rotina militar. Mas ela é cliente dele, e manter distância é fundamental — até uma ameaça do passado de Neil retornar e Gwen se ver no meio do fogo cruzado. Agora depende de Neil decidir o que é mais importante salvar: sua carreira, sua vida... ou a mulher que conquistou seu coração.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Sempre foste tu'' de Carrie Elks




Antes de dar a minha opinião sobre este livro, digo-vos que sou a ovelha negra em relação ao mesmo porque vejo toda a gente a dar 4 e 5 estrelas a este mas eu de facto não gostei (muito...vá!).

Como tive boas experiências com os romances que a Planeta lançou este ano (cito: ''Sinto a tua falta'' e ''Antes de ires'') dei também uma hipótese a este livro mas as minhas expectativas não foram de todo superadas. Primeiro defeito que encontro é o facto de o livro nem ter 300 páginas mas passam-se ''mil anos'' na acção. O livro começa em 1999 com a protagonista - Hannah Vincent - com 18 anos e termina com ela a um ano de completar 40! Isto tudo em menos de 300 páginas. O início então é quase um capítulo por ano mas vão havendo vários saltos temporais para o tempo andar mais depressa.

Eu não me importo com livros em que o casal demora eternidades para ficar junto, desde que a narrativa seja algo com pés e cabeça. Aqui achei tudo muito apressado, parecia que a autora estava com pressa para acabar o livro. Se queria que o livro percorresse tantos anos, escrevia mais páginas, ou então a linha temporal não tinha de ser tão grande mas adiante.

As personagens começam um pouco rasas, sem grande personalidade. A que tem maior evolução é a Hannah e no fim até tem umas atitudes acertadas. O par romântico não me convenceu muito, achava os diálogos deles muito fraquinhos, aliás achei a escrita um bocado amadora, não sei se este também foi o primeiro livro que a autora escreveu mas já vi que ela tem muitos mais livros, pode ser que os outros sejam superiores. 

Falando em pontos positivos: Gostei do facto de a Hannah e o Richard começarem com amigos e só depois tornarem-se num casal. É sempre mais giro ver a evolução de amizade para amor do que um amor repentino, porque como já se conhecem, a dinâmica entre as personagens é logo diferente. Gostei também que o romance se passasse em Inglaterra, França e a cidade de Nova Iorque. Outro ponto onde é dado destaque é a música, como a Hannah trabalha com bandas, temos algumas referências a bandas e músicas do género pop-rock. 
As personagens secundárias também não são más, gostei do Tom e gostei que a autora não criasse um triângulo amoroso muito evidente. 
A capa também está muito gira e dentro do género. 

Resumindo, eu até percebo o porquê de gostarem tanto deste livro mas para mim foi um livro muito banal e com uma história que não me cativou por aí além. Talvez tenha o lido numa altura má, consequente de leituras fantásticas mas mesmo assim aconselho, pois é um romance simples e que sei que vai de encontro ao gosto de muitas leitoras deste género.


Pode a pessoa que lhe partiu o coração ser a única a curá-lo?
Na véspera de Ano Novo, 1999, Hanna e Richard conhecem-se e a atração é imediata, mas os seus mundos são muito diferentes. Ela é inglesa e tem planos para uma carreira no jornalismo, ele é filho de um rico norte-americano e está destinado a Wall Street. Hanna e Richard voltam às suas vidas, mas mantêm o contacto.
Até ao dia em que se encontram em Nova Iorque e tudo muda. Depois de uma noite apaixonada, tentam fazer as coisas funcionar, mas nenhum deles imagina as formas como o o amor de ambos será desafiado.
Quinze anos depois, nenhum deles suporta ouvir o nome do outro. Até que um dia Hanna irrompe pelo escritório de Richard e revela-lhe um segredo explosivo. Richard tem de decidir se a perdoa, e ambos precisam de decidir se dão uma segunda oportunidade à felicidade ou se a sua história de amor já acabou.
Vale a pena dar uma segunda oportunidade ao amor?

 

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea:. 'Perto Demais' de Colleen Oakley






Depois da Colleen Hoover, a Topseller volta a apostar em outra Colleen que também me encheu as medida comeste seu romance!

36124694Falando um pouco do livro, temos aqui a Jubilee, uma mulher de quase 30 anos que padece de uma doença rara: é alérgica a humanos. Depois de uma experiência que não correu muito bem e que a deixou traumatizada para o resto da vida, Jubilee isola-se em casa durante 9 anos, sozinha a viver de cheques que a mãe envia-lhe. Um dia recebe um telefonema do padastro a informar que a mãe faleceu e a avisá-la que ele não vai continuar a sustentá-la. Obrigada a sair de casa, Jubillee encontra trabalho numa biblioteca e é lá que irá conhecer Eric Keegan, recém chegado à cidade devido a um novo trabalho mas à procura de entender a sua filha adolescente que não lhe fala e o seu filho mais novo que pensa que é um X--Men. 

Quando li que este livro tinha uma personagem com este tipo de alergia, foi impossível não me lembrar de ''Tudo, tudo e nós'', apesar de serem livros bastante diferentes. Este é um romance muito mais adulto e mais sério, temos aqui muitos problemas tocados, como a solidão, divórcio, luto e laços familiares. As primeiras páginas do livro são um pouco tristes mas também é engraçado de ver como a Jubilee tem toda uma rotina pensada e em como realmente é possível viver sem sair de casa. Hoje em dia, através da Internet conseguimos fazer compras, pagar contas e até tirar cursos/trabalhar. Claro que uma vida sem contacto humanos é uma vida triste, isolada, por muitos amigos que tenhamos nas nossas redes sociais.
O livro fica mais  interessante quando Jubillee e Erik conhecem-se e formam uma amizade. Apesar de haver um romance, este não é de todo lamechas, tem um bocadinho de drama mais para o final do livro  (e até pensei que o livro não fosse ter um final feliz) mas depois tudo se resolve. Apesar de a protagonista ser a Jubilee, a grande dinâmica deste romance é a relação entre Eric e Aja,o seu  filho que gosta de fazer experiências que correm sempre mal. Adorei a relação entre os dois! Tem umas partes bastante divertidas mas algumas mais sérias,devido a algo que não vou contar  pois é spoiler. Outra relação que é falada aqui e é a de Eric com a sua filha adolescente que não lhe fala. A ideia de Eric é que, se ele ler e compreender os livros favoritos da filha, conseguirá ser um melhor pai. Temos aqui referências a outros livros como o Diário da Nossa Paixão ou as Virgens Suicidas e acho que toda a gente gosta de ler este tipo de detalhes. 
A interacção entre Aja e Jubilee também é muito cómica e interessante porque eles meio que entendem-se um ao outro. Fiquei com pena que no final do livro não houvesse mais explicações sobre o Aja, dado que no decorrer do livro é lhe dado muito destaque mas pronto, foi um ponto menos positivo neste livro.

De resto, aconselho imenso esta leitura. A capa portuguesa tem tudo a ver com a história e tanto o enredo como as personagens são muito boas. Uma boa surpresa e espero que a Topseller continue a apostar nesta autora.


Uma vez, um rapaz beijou-me e eu quase morri…
Jubilee Jenkins é bibliotecária e uma mulher muito invulgar: é alérgica a humanos. Qualquer toque pode efetivamente matá-la. E por isso se isolou de tudo e de todos durante nove anos, rodeando-se apenas de livros. Até ao dia em que uma notícia inesperada a leva a ter de enfrentar o mundo novamente. Está na hora de sair da zona de conforto! Armada com luvas de proteção e uma bicicleta, ela aventura-se finalmente porta afora, em direção ao seu futuro. Uma das pessoas com quem Jubilee está destinada a cruzar-se é Eric Keegan. Divorciado, com uma filha que não lhe fala e um filho adotivo que acha que tem poderes sobrenaturais, ele é um homem com muita bagagem. Quando conhece Jubilee — entre as estantes da biblioteca da sua nova cidade —, ele encontra um pouco de luz na sua vida. Só não esperava que esta mulher tivesse tanto de bela como de excêntrico…
Uma história de amor bem-humorada e ternurenta, para aqueles que sempre desejaram algo — ou alguém — fora de alcance.


 

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: ''We are okay'' de Nina LaCour




28243032Depois da minha primeira experiência não muito favorável com esta autora - Everything Leads to you - achei por bem, ler já outro livro dela para tirar ''A prova dos 9''. Não correu bem.

Na verdade gostei mais deste livro do que o anterior mas acho que esta autora não é para mim. Eu AMO as capas dos livros dela, gosto que a autora escreva sobre personagens lésbicas (ela própria o é) mas os livros acabam por nunca me dizer nada. Não consigo captar alguma mensagem, quer dizer eu acredito que o livro tenha algum significado, alguma mensagem a transmitir para o leitor, nem que esteja muito camuflada pela história.

O tema deste livro é o luto e a perda. São temas que gosto de ler, embora sejam pesados. Aqui temos Marin, uma jovem que abandonou tudo o que conhecia, entrou na faculdade mas mesmo assim não consegue distanciar-se daquilo que deixou para trás: o seu avô e a sua melhor amiga, Mabel. 

Passando uns dias de férias sozinha em Nova Iorque, na residência da sua faculdade,  Marin espera a visita de Mabel com apreensão mas também um certo optimismo. Está contente por vê-la mas também sabe que a sua visita irá trazer à memória aquilo que tentou esquecer.


O livro alterna entre o passado (os momentos felizes de Marin,com o avô e Mabel) e o presente, a solidão que ela sente agora, como não conseguiu fazer muitos amigos na faculdade, como todos foram para casa no Natal e ela por não ter família, ficou ali.  Achei que o livro era triste. Devido ao temas abordados e ao facto de não ter uma grande história por trás é um livro que muita gente vai conseguir gostar do livro, se identificar-se com a Mabel ou com a forma como ela está a passar esta fase. Eu admito que lido bem com o luto, é algo natural, da vida, Claro que não quer dizer que não fique triste, nostálgica, com saudades mas não me identifiquei com a protagonista, nem com a maneira como ela aceitou ultrapassar este momento mais difícil.   A autora até que não escreve mal mas não consigo gostar da forma como conta as suas histórias. Gostei mais deste livro do que o anterior mas mesmo assim, achei a história tão pouco cativante que vai ser difícil pegar em mais algum livro dela. Tenho ainda mais um livro dela que é escrito com o David Levithan e tenho esperanças de gostar desse mas a solo, esta autora acabou aqui. 

You go through life thinking there’s so much you need…
Until you leave with only your phone, your wallet, and a picture of your mother.
Marin hasn’t spoken to anyone from her old life since the day she left everything behind. No one knows the truth about those final weeks. Not even her best friend, Mabel. But even thousands of miles away from the California coast, at college in New York, Marin still feels the pull of the life and tragedy she’s tried to outrun. Now, months later, alone in an emptied dorm for winter break, Marin waits. Mabel is coming to visit, and Marin will be forced to face everything that’s been left unsaid and finally confront the loneliness that has made a home in her heart.

 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Opinião Young Adult; ''99 Dias'' de Katie Cotugno



Já tinha ouvido falar desta autora há uns tempos mas nem foi devido a este livro mas como saiu este por cá, optei por ler já este ''99 Dias''.
Antes de o começar a ler, li 2 opiniões onde ambas referiam que o livro tinha um triângulo amoroso. Torci logo o nariz, porque estamos em 2017 e já não tenho muita paciência para ''ai que gosto de um mas também gosto de outro.'' Mas mordi a língua pois enganei-me.

Resumidamente, o livro conta a história de Molly, uma jovem que volta à sua antiga terra depois de um ano num colégio interno. Fugiu de uma terrível decisão que deixou muita gente magoada, inclusive o seu ex-namorado, Patrick.

Para além de Molly e de Patrick, temos aqui também o seu irmão Gabe e sim adivinharam, o triângulo amoroso é entre estes três jovens. Voltando à sua antiga cidade, volta também as suas antigas paixões mas também o sentimento de amizade que Molly tem para com estes dois rapazes e vice-versa. O problema é que eles são os dois irmãos, ela gosta dos dois, não querendo ferir (mais uma vez) os sentimentos de ninguém e além disso, um deles (Patrick) tem namorada.

Agora no Verão, Molly tem 99 dias para resolver os erros do passado sem cometer os mesmos no presente e lutar pelas suas amizades antes de voltar ao colégio para um novo ano lectivo.

Nunca tinha lido nada desta autora mas certamente irei ler mais algo dela, venham ou não a ser editados mais livros cá em Portugal. Adorei a escrita, o enredo e as personagens. Pode ser um cliché, porque é um adjectivo muito usado em opiniões mas a escrita da autora é mesmo cativante de se ler. Não me chegou a viciar no livro (ao ponto de só querer ler) mas sempre que pegava-lhe queria saber o que ia acontecer. 

A forma como a autora constrói e desconstrói o triângulo amoroso é interessante e de louvar. Já li inúmeros livros com triângulos amorosos onde as autoras não sabem resolver as coisas sem cair em alguns estereótipos. Por exemplo, aqui para além do nosso trio, o Patrick tem namorada, a Tess. Em qualquer outro livro que já tenha lido, a namorada de um dos protagonistas seria ou muito mais bonita que a Molly, ou muito mais inteligente, ou muito mais perfeita, ou então seria uma verdadeira cabra. Isto é algo usado constantemente pelos autores (mas mais autoras), para podermos torcer pelo casal que não está junto. Felizmente a autora aqui não segue esse cliché e mostra que a Tess é uma rapariga tão simples quanto a Molly e que ela também tem sentimentos e que também foi traída. 
A traição é outro assunto pelo qual eu não gosto muito de triângulos amorosos. Nem é tanto pelas indecisões de o/a protagonista, é mesmo o assunto da traição e de que há sempre alguém que vai sair magoado. E claro que também, na maioria dos casos este aspecto não é relevante e quase parece normal. Gostei de como a autora aqui mostrou que a culpa não foi só da Molly. Pelo menos duas pessoas traíram, incluindo o Patrick que já tinha namorado portanto não é só a Molly que é culpada, todos têm um pouco de culpa. Gostei disso. 

Para além de toda esta situação, há a relação da Molly com a mãe que não é das melhores e também gostei de ver como as duas tentam resolver os problemas entre elas. 

Basicamente gostei de tudo, tanto do enredo como das personagens. Percebe-se a evolução da protagonista ao longo do livro e o final apesar de ser triste - no sentido em que houve pessoas que ficaram magoadas - achei que foi um final realista. Nem mesmo nos livros, tudo acaba bem.

Fico à espera de mais livros desta autora mas por favor com um preço mais favorável (quase 19€ por um livro YA é um abuso). 


Autora bestseller do New York Times.
Molly Barlow cometeu um terrível erro, e o nome desse erro é Gabe. Conseguirá Molly ser perdoada e recuperar tudo o que perdeu? Serão 99 dias suficientes para corrigir todos os erros e recuperar a sua vida?
Young adult, romance contemporâneo ideal para o verão, com adaptação para série televisiva da MTV.


Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos