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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A Sair do Forno: ''Maria da Fonte'' de Maria João Fialho Gouveia





Após as Guerras Liberais que assolaram Portugal durante o século XIX, as decisões do governo de Costa Cabral não são bem recebidas. Os impostos aumentam, as liberdades do povo são atacadas e a Igreja é o próximo alvo. Atenta aos gritos de revolta do seu povo, que também são os seus, e às ideias miguelistas dos seus senhores, está a jovem Maria Angelina.
Despedida por se ter deixado apaixonar, Maria regressa à sua aldeia da freguesia de Fontarcada, na Póvoa de Lanhoso, jurando viver por si, sem ninguém a cortar-lhe as asas. Os ideais, no entanto, não desaparecem, e, quando o governo proíbe o povo de enterrar os mortos nas igrejas, Maria decide tomar medidas.
Lideradas por ela e munidas das armas possíveis, como as ferramentas de trabalhar a terra, as mulheres do Minho fazem justiça pelas próprias mãos. Maria de Fontarcada torna-se Maria da Fonte e ganha os contornos de uma líder popular. Conforme a revolta vai grassando pelo país, forçando o governo a ser demitido e o exército a entrar em cena, Maria da Fonte transforma-se num mito, surpreendendo até aqueles que com ela privavam.
Esta é a história desse mito.
E da mulher que está na sua origem.

Sai dia 13!  

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A Sair do Forno: "Inês" de Maria João Fialho Gouveia




Esta é a história apaixonante de Inês de Castro, a bela aia galega que arrebatou o coração do príncipe D. Pedro, futuro rei de Portugal. Bisneta ilegítima do rei D. Sancho IV de Castela, tinha chegado a Portugal no séquito da princesa Dona Constança, futura mulher do príncipe. Apesar dos laços do matrimónio, acabou por ser Inês e não Constança quem incendiou o coração de D. Pedro. Perdidamente apaixonado, o casal viveu então um amor proibido, até que, após a morte de Dona Constança, passou a partilhar o mesmo tecto.
Dando largas à paixão que por tanto tempo haviam escondido, Pedro e Inês viveram dias idílicos, de paço em paço, até se instalarem em Coimbra, já casados e com três filhos. Certos de ali terem descoberto o seu jardim do Éden, amaram-se a cada dia sem medo do pecado, cedendo à paixão que lhes ardia no corpo e lhes completava a alma.
Esta ligação desagradou ao rei D. Afonso IV, pai de D. Pedro, que odiava Inês de Castro. As intrigas políticas com que os conselheiros reais o sobressaltavam, alegando que os irmãos de Inês alimentavam pretensões à cora portuguesa, contribuíram para que o rei não descansasse enquanto não libertasse, da forma mais trágica e terrível, o filho do jugo da bela galega.
O amor de Pedro e Inês foi maior do que a vida, pulsando outrora, como hoje, no peito da própria alma lusitana, que o elevou a símbolo da paixão em Portugal.

Sai em Outubro  

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos