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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Convergente" de Veronica Roth




Continuação da última cena - check.

POV do Tobias logo no segundo capítulo - check check

No capítulo de Tobias (no quatro eheh), quando ele faz uma descrição da postura da mãe notei no pormenor com que a autora o faz. Foi uma descrição tão boa que nos sentimos mesmo lá, ao lado de Tobias, a olhar para ela, da cabeça aos pés.

A contrabalançar com este ultimo ponto, temos um negativo. Os capítulos pareceram demasiado pequenos, muito resumidos, com capítulos de três a quatro páginas. Além disso, a transição entre eles muitas vezes não tem qualquer continuação, enquanto que nos volumes anteriores não notei quebras tão abruptas. Talvez a culpa aqui seja do facto da autora intercalar os POVs de Tris e Tobias. Ao inicio adorei a surpresa, mas agora começo a pensar que talvez não esteja a resultar assim tão bem, visto que aquela aura de misterioso e de seriedade se perde aqui com os pensamentos de Tobias, principalmente os mais frágeis em relação a Evelyn. Ele acaba por não parecer tão forte e tão sexy, mas sim querido e meio medroso, talvez.

Quanto a Tris, perde-se aqui um pouco aquela interacção com Christina ou outros personagens, sendo quase um trio: Tris, Tobias e a guerra que decorre, ou até a mãe deste.

O facto deles não se envolverem mais do que beijos e toques inocentes também me fez alguma impressão. Que raio! Não é nada natural! Onde andam as feromonas e hormonas?

Muitos pontos negativos e uma mudança muito grande pela parte dos personagens principais para uma série tão boa.

PS-  Desculpem a opinião tão curta, mas não a terminei na altura e agora não sei que mais acrescentar.
A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Opinião Erótica: "Pequenos Prazeres 2" de Arthur de Pins e Maïa Mazaurette



Vai uma pessoa comer a casa de outra descansada e pasma-se a olhar para a colecção do José Rodrigues dos Santos que ela tinha nas estantes e sai de lá com o quê? Com um segundo volume (que afinal é o 3º e o 4º) de uma banda-desenhada erótica.

Ora no dia a seguir tive que lhe pegar porque achei os gráficos muito fofos e as personagens femininas não são barbies nenhumas, são sim referentes a mulheres de ancas largas e mamas médias, que gostam de uma boa noitada, seja num bar ou em casa, acompanhadas por um bom copo de vinho.
Ora se estão à espera de desenhos explícitos é melhor diminuírem a velocidade., porque aqui apesar de termos órgãos sexuais femininos e masculinos, é tudo muito suave. Pequenos Prazeres é um livro que retrata principalmente a dinâmica entre homens e mulheres, que tenta explicar as mentes de ambos, no mais cru que existe.

A parte erótica ou pornográfica será apenas uns 20%, porque de resto são momentos de grupos de amigos ou amigas, são momentos de engate, momentos sozinhos, etc.

A personagem Clara é sem dúvida a minha preferida e merece bem o lugar como protagonista. Mais sui generis não há! E transparente também não. Ela está presente em todas as cenas, mas também é ela que com a sua personalidade completamente "fora da graça de Deus" que vai dar alguma piada aos quadradinhos. Não vou dizer que me ri às gargalhadas, porque não o fiz. Nem perto. Mas tem muito sentido de humor e muitas críticas sociais que nos metem um sorriso nos lábios e não nos deixam largar o livro.

Em relação à personagem Arthur ainda não percebi o que acho dele. Acho que Clara é demasiado para a camioneta dele, mas ela mesmo não estando apaixonada por ele (e aqui ninguém vai estar, acho que a maior parte das relações aqui presentes são físicas) ela lá anda atrás dele - e aqui está outra característica que lhe acho piada: a rapariga é insistente e persistente!

Sem dúvida uma hora ou duas de diversão serena.

Arthur e Clara são amigos - e ex-namorados com uma necessidade irresistível de se provocarem um ao outro!
São ambos solteirões dedicados, muito felizes com o seu estilo de vida descomprometido e com os pequenos prazeres de se ser completamente livre. Mas, quando dois dos seus melhores amigos anunciam que vão casar, Arthur e Clara começam a repensar as suas prioridades…
Entre o stresse de ajudar a preparar um casamento, acalmar os nervos (e ciúmes!) da noiva, tentar organizar uma festa de despedida de solteiro sem ferir susceptibilidades e a dificuldade de gerir a vida de solteiro, Arthur e Clara começam a ver o compromisso com novos olhos. Afinal, será que eram a alma gémea um do outro sem o saberem?

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião Distópica/Young Adult: "O Milésimo Andar" de Katharine McGee



Esta obra de Katharine McGee é tipicamente YA.

Temos uma história com bastantes personagens envolvidos, mas no final vão ser todos secundários. Há um enredo sim, que se divide em vários e que no final volta tudo a unir-se. Este foi o aspecto que mais gostei deste livro. A questão é que a parte mais interessante é mesmo o final, por isso quem se aborrecer pelo meio, o meu conselho é continuar porque a resposta ao primeiro capílogo (ou prólogo) vai ser mesmo só no final.

Portanto posso afirmar que tem um início um pouco confuso, com tanto interveniente, um desenvolvimento muito fútil e um pouco oco - nada que não tenhamos lido noutro young-adult passado numa secundária, por exemplo. E depois temos o final que nos surpreende e que faz a leitura valer a pena ou pelo menos a não chorarmos pelo tempo perdido.

Gostei das várias personalidades, algumas semelhantes, outras nem por isso, já que há um grupo central de amigas. Aqui vemos exploradas temáticas como falsas amizades, traições, vinganças, dramas familiares e vergonha alheia.

A suposta personagem principal é a menina linda do livro, mas vai mostrar que a beleza não é tudo e que é preciso ter mais que sorte na vida e muita sorte em quem nos rodeia, já que a perfeição atrai invejas que por sua vez atraem vinganças, etc. Coisas bastante negativas.

Gostei do facto de Katharine McGee introduzir temas de consumo de drogas nos meios ricos e jovens e também da homossexualidade ou até bissexualidade.

A parte distópica do livro está presente apenas em algumas caracteristicas do prédio, já que hoje em dia podemos encontrar prédios com inúmeros andares (não milhares mas centenas) e com autênticas cidades dentro deles. Os níveis de andares correspondentes aos níveis de vida da população também não me foi estranho nem tão futurista assim, já que basta pensarmos em penthouses para termos algo semelhante.

Este é o primeiro volume da colecção The Thousandth Floor, estando o segundo volume já publicado e o terceiro previsto para Agosto de 2018. Eu, pessalmente, li e terminei o livro como se fosse um livro individual, porque a "porta" que a autora deixou aberta não deixou assim tanto por contar. O que me parece é que ela vai aproveitar para fazer uma espécie de continuação, mas que seria quase sobreponível a esta. Mexendo assim mais um pouco nas histórias pessoais de cada personagem e talvez desmascarar a vilão.

De qualquer forma, penso que ainda vou dar uma segunda hipótese e ler o seguinte, isto se a Planeta apostar nele.

Uma torre de mil andares. A visão brilhante de um futuro onde tudo é possível se assim o desejarmos. Nova Iorque, cidade de sonhos e inovação daqui a cem anos. Todos querem qualquer coisa… e todos têm algo a perder. O exterior impecável de Leda Cole esconde um vício secreto por uma droga que nunca devia ter experimentado e por um rapaz em quem nunca devia ter tocado. A vida bela e descuidada de Eris Dodd-Radson desmorona-se quando uma traição lhe destrói a família. O trabalho de Rylin Myers num dos andares mais altos mergulha-a num mundo e num romance inimaginável… mas essa vida nova custar-lhe-á a que tinha antes? E a viver acima de todos, no milésimo andar, está Avery Fuller, uma rapariga que parece ter tudo, mas que vive atormentada pela única coisa que nunca poderá ter.
Segredos, escândalos e traições numa Nova Iorque como nunca a viu.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Opinião Histórica: "O Ano em Que nos Amámos Perigosamente" de Julia London



Eu que gostava tanto de romances histórias agora parece que os enjoei.

A história de Declan e Keira não é só açúcar, mas também não teve nenhum ingrediente que me fizesse lamber os lábios.

O facto de Keira se fazer passar por outra, com a autorização desta, acaba por ser um "problema" repetitivo e que perde toda a sua piada quando Declan já a conhecia de pequena, a culpa por coisas que ela não controlava e compactua com toda a trama do "faz de conta". A segunda questão também é algo que volta e volta já que ele está lhe sempre a atirar à cara e ela, insossa como é, deprime sempre e da mesma maneira, porque também ela se culpa.

Ora, aqui na minha opinião, Julia London carregou demasiado no drama, quando na receita devia dizer q.b. Assim, a leitura andou ali às voltas sempre com os mesmos dizeres e flashbacks das mesmas situações do Passado e o Presente sempre na mesma. Só no final, mesmo nos últimos capítulos é que tudo se desenvolve mais rapidamente, havendo uma reviravolta e uma ou duas surpresas na história que nos fazem querer gritar FINALMENTE!

O Ano em que nos Amámos Perigosamente pode ser então resumido em poucas linhas e apesar dos segredos que contém, as descobertas feitas e a pouca acção que se pode encontrar não me conquistou para além do "estava bom". Não vou querer ler a continuação, mesmo tendo gostado da protagonista do segundo, apesar de mal ter aparecido neste primeiro volume.
Inglaterra, 1808. Quando Declan O'Conner, conde de Donnelly, chega a Hadley Green para conhecer a nova condessa de Ashwood, basta-lhe apenas um olhar para perceber que a bela nobre que o recebe não é quem deveria ser. Para tentar fugir a um casamento indesejável, Keira Hannigan assumiu a identidade da verdadeira condessa, sua prima, em viagem pelo estrangeiro. Intrigado com o segredo que rodeia a mentirosa sedutora, Declan decide não a desmascarar e até concorda em ajudá-la a lançar luz sobre o mistério que envolve as preciosas jóias desaparecidas de Ashwood. A situação, no entanto, precipita-se rapidamente quando um chantagista obscuro ameaça revelar o escândalo e o conde percebe que deve proteger Keira a todo custo.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Gravar as Marca" de Veronica Roth



Até agora, neste segundo semestre, Veronica Roth foi a única que não me desiludiu.

Gravar as marcas, lido na versão pt-br foi lido a alta velocidade.

Apesar das referências ao Star Wars eu não encontrei grande coisa ou então estava demasiado distraída com a história que nem me deu tempo para comparar com outras. De qualquer forma temos sim a vertente espacial, com naves espaciais e viagens inter-planetárias. Temos vários planetas, cada um com o seu clima e habitantes.
Gostei bastante dos protagonistas, mas principalmente da história que os vai unir e que Veronica Roth descreveu e imaginou tão bem. É de facto algo original, pelo menos para mim.
A questão das marcas que dá o nome ao livro também é algo mais forte que traz mais qualquer coisa à obra. À semelhança da saga Divergente aqui a questão principal é também a sobrevivência e lutar contra os "maus da fita". A questão é que a autora dificulta imenso o trabalho aos personagens, tanto principais como secundários, e enche assim páginas e páginas de acção de qualidade. Óptimas descrições. Óptimos cenários. Personagens que nos cativam e extremamente empáticos, mesmo sendo de um futuro e de uma realidade que não existe.
O romance também está presente e aqui não foi preciso recorrer a muito. As cenas em que estão juntos têm uma atracção palpável mesmo sem haver grande contacto. Isto só prova a capacidade da autora nos cativar seja pela ficção cientifica, pela acção, pelo suspense ou pelo romance.
O inicio é talvez o mais calmo, apesar da cena inicial. Claro que não é de rir, mas comparado com todo o resto do livro não tem aquele impacto porque ainda não conhecemos as personagens o suficiente para nos ligarmos ou compadecermos. Mesmo depois, toda a panóplia de nomes, tanto de personagens como de cenários ou até títulos baralha-se um pouco, mas devagar vamos entrando na história e assistindo a um filme onde os rostos, as vestes, os uniformes, as expressões começam cada vez a ficar mais nítidas e é aí que nos abstraímos do que se passa à nossa volta e nos escondemos nos cantos escuros das naves ou das casas para assistirmos em primeira mão a tudo o que acontece.
Não dei a cotação máxima, mas esteve lá quase. Estou ansiosa por continuar a acompanhar a vida de Cyra e Akos.
Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros.
Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?
Cyra é irmã de um tirano brutal que governa o povo de Shotet. Os dons especiais da jovem causam dor, mas trazem poder – algo explorado por seu irmão, que a usa para torturar seus inimigos. Mas Cyra é muito mais do que uma arma na mão do irmão: ela tem uma resistência fora do comum, o raciocínio rápido e é mais esperta do que ele imagina. Akos vem de Thuvhe, a nação amante da paz, e a lealdade à sua família não tem limite.
Mesmo protegido por um dom especial incomum, Akos não evita que ele e seu irmão sejam capturados por soldados inimigos shotet. Akos se desespera e quer resgatar o irmão vivo, não importa a que custo. Quando Akos é empurrado para o mundo de Cyra, a inimizade entre seus países e famílias parece intransponível. Acreditando ser a única saída, Akos decide se unir a Cyra. Uma união que pode resultar na sobrevivência – ou na destruição de ambos…

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Opinião Erótica: "Despedida de Solteira: Amande" de Mila Wander



Despedida de Solteira foi o ebook que escolhi para as minhas férias.

Não é um romance tipo obra-prima, mas também não é de deitar para o lixo.
A história é simples e directa, com reviravoltas suficientes para nos cativar a atenção. Tem temáticas desde as dúvidas pré-casamento (a mais óbvia) à homossexualidade. Também temos temas negativos como a traição, por exemplo.
Mas o que torna tudo demasiado "livro de praia" é aquele aspecto da riqueza. Nenhuma delas é assim tão rica mas conseguem uma despedida daquelas! Claro que a autora deu a volta e arranjou desculpa, mas a mim não me convenceu minimamente.
Achei tudo demasiado promiscuo e fútil. Achei Amande demasiado insossa e infantil e o romance demasiado fácil e sem grandes bases. Este amor louco para a vida pode iniciar-se numa amor à primeira vista, mas não há tantas coincidências assim.
É um livro curto que se lê rápido porque a profundidade da história e a quantidade de cenários são escassos.
De qualquer forma já li pior e o protagonista masculino apesar de ser como a protagonista feminina sempre anima a leitura.

Melhor cena: A massagem com o óleo.
Amande estava com tudo pronto para o seu casamento: buffet completo, salão de festa, empregados, fotógrafos, igreja, iluminação, filmagem, cerimónia, decoração, convites, vestido, maquilhagem, depilação... Ela tinha absolutamente tudo sob controle. Ou melhor, quase tudo...
Sequer havia cogitado uma despedida de solteira!
Guiadas pelas suas amigas - e madrinhas -, Amande descobrirá que nem tudo acontece como o planejado.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Opinião Contemporânea: "Os Muitos Nomes do Amor" de Dorothy Koomson



É publico que sou fã desta escritora que tanto adoro, mas chegou o dia em que um livro dela não me fascinou e fico desde já muito triste em confessar isso. Apesar de ter uns preferidos e outros menos preferidos, este foi de longe o que menos gostei, mas já explico as minhas razões.
Como sempre a escrita de Dorothy Koomson é impecável. As suas personagens são mais que reais, tal como as situações em que elas estão envolvidas. Neste caso a adopção é o tema principal, e a autora soube desenvolvê.-lo muito bem. Os cenários sempre perfeitamente descritos. A questão aqui foi mesmo a história que ela conta. Eu não sou fã de romances familiares, em que 90% da história é sobre a irmã, sobre a avó, sobre a mãe, etc. E foi isto que encontrei mais por aqui.
Os livros que menos gostei de Dorothy Koomson foram aqueles que tiveram mais suspense e menos romance. Aqui o suspense também está presente, mas em muito menos quantidade, por isso nem aí fui buscar o entusiasmo. Tudo se desenrola demasiado em volta do passado de Clemency e em certa altura até parece que se começam a repetir as mesmas cenas.
A prima de Clemency mesmo assim ainda acabou por dar algum ânimo à leitura, visto ser tão desprezível!!
A questão da avó já não é nova, mas sempre contribuiu para desviar do tema central e para um final melhor em que mesmo nas últimas páginas se desenrolou a mais parte da história e dos segredos desta. Melhorou mas também não fiquei fã já que foi muita informação demasiado rápido. Pelo menos o choque foi grande e contribuiu para fechar o livro com o coração ainda a bater depressa. Ponto positivo.
De resto, gostei dos momentos no café, mas não gostei do final deste personagem. Tyler não foi o meu preferidos, apesar da minha opinião no final ter melhorado alguma coisa.
Clemency Smittson foi adotada em bebé, e a única ligação à mãe biológica é um berço de cartão com borboletas pintadas à mão. Agora adulta, e em constante conflito com sentimentos de perda e rejeição, decide mudar drasticamente de vida e voltar a Brighton, a cidade onde nasceu.
Mas Clem não sonha que é lá que vai encontrar alguém que sabe tudo sobre a sua caixa das borboletas e a verdadeira história dos seus pais biológicos.
E quando percebe que nem tudo é o que parece, e que talvez tenha sido injusta com aqueles que mais a amam, haverá tempo para recuperar o que foi perdido?

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult: "Legend" de Marie Lu




- Contém Spoilers - 
 
Sendo um livro publicado em 2014 e lido em 2014, a razão de só agora postar a opinião foi mesmo porque ela andou este tempo todo no meu telemóvel e só agora conseguir pegar nos tópicos e torná-la num texto.
 
Porque será que as cicatrizes são sempre de orelha ao queixo? (cara de Chian) Já li esta descrição n vezes em n livros.
Não gostei da expressão "prima" tal como não gostei da tradução brasileira.
Gostei do pormenor da indicação de quem é o POV no canto superior da página. Assim não nos baralhamos quando há alterações bruscas ou não de quem está a contar a história.
Gostei das explicações que tanto Day como June fazem do que observam. Não descrevem apenas, mas têm um raciocínio lógico apesar de ser tudo programado pela autora.
Achei que as descrições, principalmente as dos uniformes, perdiam um pouco por serem em tão grande número e tão diferentes, dispersando a nossa atenção em certo momento.
A coincidência de serem os dois prodígios 1500/1500 foi um pouco exagerada. Ela podia ter tido menos pontuação já que era de uma família rica e ele então ter a pontuação máxima, por exemplo. São demasiadas coincidências e desnecessárias.
A morte da mãe de Day foi a maior surpresa! Thomas pelo contrário não me surpreendeu nada.
A autora tem boas descrições, mas não conseguiu transmitir uma química forte entre os protagonistas. Achei tudo muito precoce e sem faísca. De qualquer forma, agora que passou tanto tempo vou tentar reler em português e talvez continuar.
Outrora conhecida como a costa ocidental dos Estados Unidos, a República é agora uma nação em guerra permanente com as vizinhas, as Colónias.
Nascida numa família de elite num dos distritos mais abastados da República, June, aos quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e dedicada ao seu país, está a ser aperfeiçoada para fazer parte dos círculos mais elevados da República.
Nascido num dos bairros de lata do Setor Lake da República, Day, também com quinze anos, é o criminoso mais procurado da República. Mas talvez os seus motivos não sejam tão maliciosos quanto parecem. Pertencendo a mundos muito diferentes, não há motivo algum para que os caminhos de June e Day se cruzem - até ao dia em que o irmão de June, Metias, é assassinado, e Day se torna o principal suspeito. Agora, apanhado no derradeiro jogo do gato e do rato, Day corre pela sobrevivência da sua família, enquanto June tenta desesperadamente vingar a morte do irmão.
Contudo, numa reviravolta chocante, os dois descobrem a verdade daquilo que verdadeiramente os levou a encontrarem-se, e a que ponto a nação de ambos está disposta a chegar para manter os seus segredos.
Repleto de ação imparável, suspense e romance, o fascinante primeiro romance de Marie Lu irá certamente comover e arrebatar os leitores.

domingo, 17 de setembro de 2017

Opinião Histórica: "Um Pedacinho de Céu" de Julia Quinn



Ao contrário da saga Bridgertons, este primeiro volume de Smythe-Smith Quartet não me entusiasmou minimamente. Achei este romance "mais do mesmo" não trazendo nada de novo nem aquele entusiasmo que Julia Quinn nos habituou.

Achei que a escritora não conseguiu a quantidade de humor habitual e muito menos a capacidade de transparecer aquela atracção e paixão entre dois protagonistas.

Gostei de Honoria e gostei de Marcus. Gostei de rever personagens, mas apesar de a história não ter nada de mal não consegui viciar-me nem encontrar nada de muito bom.

O que mais gostei foi mesmo as circunstâncias em que eles se conheceram e depois se desenrolou a história. O envolvimento de outra personagem nossa querida também foi um ponto a favor. Mas de resto achei que foi uma leitura lenta, querida, mas lenta.

Até esta opinião foi lenta e pobre.

Quem conhece Honoria Smythe-Smith sabe que, para lá das suas inúmeras qualidades, a jovem tem algumas... enfim... particularidades, nomeadamente:
1. É uma entusiástica (e péssima!) violinista
2. Fica fora de si sempre que alguém diz “Bicho”
3. NÃO está apaixonada (não está!) pelo melhor amigo do irmão
Já Marcus Holroyd, conde de Chatteris, é o seu oposto. É um rapaz tímido e responsável, mais conhecido por:
1. Ser lamentavelmente dado a entorses do tornozelo
2. Carregar o fardo de ser um dos solteirões mais cobiçados
3. NÃO estar (de todo!) apaixonado pela irmã do melhor amigo
Juntos...
1.São grandes amigos
2. Comem quantidades escandalosas de bolo de chocolate
3. Sobrevivem ao pior espetáculo musical do mundo
Julia Quinn tem para eles planos que incluem...
1. Uma febre mortífera
2. Momentos (muito!) embaraçosos
3. Um final desesperadamente romântico

sábado, 9 de setembro de 2017

Opinião Contemporânea/Erótica: "O Protector" de Jodi Ellen Malpas



Este livro da Planeta, além de ter chegado meio "lesionado" na capa, esteve imenso tempo para ser lido e depois para ser terminado. Posso confessar desde já que os últimos capítulos foram lidos na diagonal e mesmo assim a situação não melhorou.

Tudo começou com a primeira vez deles ser tão calma. Depois de tanto se conterem!!! Estava à espera de algo mais explosivo, como o primeiro beijo. Em vez disso foi a situação mais calma e menos escaldante que já li.

Todo o livro se resume às cenas de sexo entre eles e só nos seus intervalos é que é inserida a restante história que nem foi assim tão má... até meio. Além de não ser nada original, na minha opinião claro está, depois de todo o desenrolamento mais entusiasta e de toda a acção mais promissora chega a um ponto que não passa daquilo: da guerra entre o namorado ex-sniper e o pai ditador. Mas isto vocês já sabem da sinopse.

Camille é descrita apenas como uma menina rica e bonita que apenas deseja a sua independência, apesar de toda a vida ter dependido do pai. Agora quer-se soltar das suas garras para depender do namorado playboy que afinal tem um passado duvidoso que inclui outra mulher. Mistério este que parecia interessante ao inicio, mas que apenas teve resolução no final, o que acabou por perder a minha atenção pelo caminho.

E assim foi todo o livro. Entretanto parei porque só ler uma página demorava-me uma semana. Quando retomei reparei que só tinha cenas de sexo e de resto quase nada e portanto acabei por desistir e ler apenas o final. Vergonhoso eu sei, mas não conseguia mais. E só li o final para poder escrever esta opinião.

Acho que enjoei de romances eróticos deste género. Vou-lhes dar um tempo... dos longos.

Camille Logan é uma famosa modelo, filha de uma família rica, que é alvo de ameaças anónimas. Jake Sharp é um ex-sniper do SAS, que trabalha como guarda-costas e que foi contratado pelo pai de Camille para a proteger. Toda a gente pensa que ele tirou as medidas a Camille: uma menina do papá mimada e bonita que usa a conta bancária do pai para financiar o estilo de vida que leva. Mas Camille é muito mais do que parece à primeira vista e está determinada a viver livre de amarras.Quando descobre que a sua vida está a ser ameaçada em consequência da maneira implacável como o pai gere os negócios, não tem outro remédio senão preparar-se para as medidas que ele vai tomar para a proteger. Mas nada poderia prepará-la para o ex-sniper do SAS que entra de rompante na sua existência.Jake Sharp vive o seu inferno privado. Já uma vez se deixou distrair do seu dever e as consequências foram devastadoras, pelo que jurou nunca mais permitir que voltasse a acontecer. Ser o guarda-costas de Camille não é o género de distracção dos seus demónios que devia aceitar – as mulheres e Jake não combinam bem –, mas proteger a herdeira parece ser o menor de dois males. Jake não tarda a descobrir a verdadeira Camille. É uma jovem terna e compassiva, a sua presença apaziguadora, e o dever de protegê-la depressa vai mais longe e mais fundo do que um trabalho bem pago.Jake precisa de absolvição. Acaba por precisar de Camille. Mas sabe que não pode ter ambas.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Opinião Young-Adult/Contemporâneo: "Tudo, Tudo... E Nós" de Nicola Yoon



Como já disse mil vezes nos posts anteriores sobre este livro, quando vi o trailer do filme tomei a decisão de comprá-lo e lê-lo antes de ver a adaptação. Só agora consegui concretizar a primeira parte.
Começando pela capa, acho-a muito infantil, mesmo para o género de livro. Mas o meu livro veio com a capa do filme por cima o que me parece uma melhoria.
Logo no inicio percebemos que os capítulos vão ser todos demasiado curtos, com páginas como estas a "encher chouriços". Eu não sei que mal faz os livros serem finos. É porque assim parece pior cobrar 18€ por eles? Pois eu acho que é mau nas duas situações de qualquer forma.
Antes de Olly e Madeline se conhecerem temos vários capítulos que nos introduzem à sua mãe e à sua enfermeira. Continuo sem perceber o porquê da mãe não sair de casa também. Solidariedade para com a filha?

Achei também Madeline muito infantil para os seus 18 anos. Talvez pelo facto de não sair de casa, mas de qualquer forma ela fala com outras pessoas pela internet, não deveria haver uma evolução? E não estuda pela internet?

Também achei que a relação deles começou muito rápido. Os adolescentes não costumam ser um pouco mais tímidos? Olly foi bastante rápido a dar-lhe o email e Madeline a ir logo falar com ele. Não houve ali um pingo de hesitação. E a cena anterior, do bolo - mais palha para encher. De resto, a relação deles continuou bastante rápida, mas tenho que "dar o braço a torcer" na questão do amor entre eles parecer bastante genuíno.

Admiro a capacidade da personagem principal não entrar em depressão, fazendo e comendo as mesmas coisas durante tanto tempo. Vendo as mesmas pessoas todos os dias, fazendo as mesmas coisas à mesma hora todas as semanas.

Em relação a Olly, também não fiquei muito convencida quanto à história familiar ou aos seus dotes ginastas. Não achei que tivessem muito contributo para a história, mas deve-me estar a passar qualquer coisa ao lado. Em relação à família acho mesmo que a autora devia ter desenvolvido aquilo muito mais se queria incluir algum conteúdo. Claro que pela perspectiva de Maddy é mais complicado, mas se escolher ter só um POV então tem que dar a volta à questão.

- Spoilers -

O melhor de tudo foi mesmo a revelação final!
Não foi a fuga, não foi a perda da virgindade, não foi o quase morte (que ocupou duas páginas com duas frases!). Foi sim a descoberta da não-doença de Maddy e da doença da mãe.

Também gostei do tipo de linguagem entre eles, mesmo na troca de mensagens. Aqui está um exemplo de diálogo por sms que vale a pena ler, o que não aconteceu na obra que li anteriormente A Química dos Nossos Corações. Apesar da fraca classificação e de não ter ido para os meus favoritos e de nem achar que valesse a pena fazer uma adaptação cinematográfica, concordo que este livro é mais do que as poucas palavras que aqui encontramos. Digamos apenas que gosto de livros mais desenvolvidos, como mais para ler, mais emoção, mais acção.

De qualquer forma, o livro, apesar de ser lido tão facilmente, acaba por ser mesmo pela falta de texto na maior parte das páginas. Penso até que foi uma homenagem ao livro do Principezinho tão falado nesta obra que tem uma estrutura semelhante de pouco texto e muitos desenhos.

Maddy é alérgica ao mundo. Sair da casa esterilizada onde vive pode matá-la. Mas quando Olly se muda para a casa ao lado, Maddy apercebe-se de que existe mais vida para além daquela que conhece. Só há um primeiro amor e Maddy está disposta a arriscar para ver até onde este sentimento a pode levar.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Opinião Young Adult: "A Química dos Nossos Corações" de Krystal Sutherland



N'A Química dos Nossos Corações o mais original é de longe a personagem principal feminina. Não me lembro de ter lido sobre uma protagonista com tão poucos atractivos iniciais - Krystal Sutherland esmerou-se. Mas foi com esta indicação na sinopse que eu iniciei esta leitura cheia de afinco porque esperava algo tipo patinho feio ou cinderela ou parecido. Mas o que calhou na rifa foi mesmo uma história YA com algum mistério em volta de Grace que depois acabou por não me surpreender muito. Não digo que a história não tenha conteúdo e seja aborrecida, só acho que a autora não a soube abordar ou contar da melhor maneira, visto que com tão bons ingredientes esta leitura acabou mesmo assim por ser lentíssima e quase desinteressante.

Terá que agradecer as duas estrelas aos amigos de Henry e à personalidade deste. Porque de certeza que o facto de ter lido o livro até ao fim não foi graças a Grace, que principalmente no final, não me pareceu que merecesse o protagonista. E talvez seja aí que encontro a principal razão de não ter sido arrebatada por este livro: a falta de faíscas. A falta destas misturadas com a falta de empatia não conseguiram ser compensadas pelos risos provocados por personagens secundárias ou pela tristeza da história de Grace.

Talvez não me tenha conseguido colocar bem no lugar dela, já que não achei a sua atitude e revolta assim tão significativas. Compreendo o porquê da tristeza e da saudade, não da culpa. Somando a isto, vem a parte da atracção que acho que é essencial para uma história de amor, mesmo esta cheia de drama, e que não acho que tenha estado presente, pelo menos na quantidade mínima desejável para uma leitura viciante ou até satisfatória.

Fiquei um pouco dividida em relação às transcrições das suas conversas por mensagens. Por um lado é onde encontramos mais humor da parte de Henry, mas por outro estes textos parecem-me sempre uma desculpa para aumentar o número de páginas de um livro. Prefiro um diálogo tradicional do que isto, sinceramente.
O final foi outra questão que ainda hoje não sei o que dizer. Foi de facto emocional, mas não achei marcante nem especial. Por outro lado, adorei a cena dos peixes. Acho que é a cena que transmite maior mágoa e maior sentimento, apesar de ser triste.
As cenas do jornal, achei-as novamente uma perda de tempo, mas justificou-se com os momentos sociais necessários para duas personagens se conhecerem.

De qualquer forma, continuo a adorar esta capa. Simples, mas cativante com os seus peixes azuis.
Henry Page não esperava apaixonar-se. Considera-se um romântico, mas nunca viveu aquele momento em que o tempo para, a barriga se enche de borboletas e a música começa a tocar, sabe-se lá onde. Pelo menos, até ao momento. Então, conhece Grace Town, a esquiva nova colega de escola, que se veste com roupa de rapaz demasiado grande, apoia-se numa bengala, parece tomar banho poucas vezes e esconde segredos desconcertantes.
Não é bem a rapariga de sonho que Henry esperava, mas quando os dois são escolhidos para coordenar o jornal da escola, a química acontece. Depois de tantos anos a salvo do amor, Henry está prestes a descobrir como a vida pode seguir um caminho tortuoso e como, por vezes, os desvios são a parte mais interessante desse mesmo caminho. Uma estreia brilhante que equilibra humor e corações partidos, lembrando-nos de como o primeiro amor pode ser agridoce.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Opinião Young-Adult: "Se Eu Ficar" de Gayle Forman



Ao contrário da última opinião, este é um livro que me desiludiu a 100%.
Estava há algum tempo para conhecer Gayle Forman e, portanto, quando saiu o filme decidi ir em frente e tratar de arranjar o livre para depois poder ver a adaptação. Ora o livro não me agradou muito por isso lá terei que desistir da ideia original.
O que não gostei: o facto de toda a história ter mais a ver com a família, e é tudo muito feliz pelos vistos, do que propriamente com o acidente. Depois a meio começa a ser apenas sobre o romance, mas este descrito de forma mais para a música e para as diferenças deles do que o romance em si.
O livro é curto e por isso não acho que tenha havido grande desenvolvimento da história (qual história?), apenas saltos na vida da protagonista baseado em memórias. Os poucos momentos do Presente ainda são os que mais gostei, tal como do fim.
Alguém me disse que o segundo é melhor porque é sobre o romance de Mia, mas sinceramente a vontade de continuar é nula. Talvez quando já não tiver tão presente na memória pegue no próximo.
Também gostei do conteúdo hospitalar, onde tive alguma empatia e reconhecimento, mas fora isso nada me entusiasmou grandemente. A temática do rock e da música clássica foi demasiado esmiuçada e como não fazem parte da minha lista de músicas não tive grande ligação.
A parte inicial da tragédia, e até quando nos vão revelando as consequências desta, ainda foi o que puxou um pouco ao coração, tal como o discurso Adam, ou até do avô de Mia.
Mais uma vez a capa com a cara dos actores, ou apenas se tivesse visto o trailer, pode contribuir sempre para a história não ser lida tão bem, já que a nossa imaginação não "voa" tão bem e estamos restringidos à memória visual dos personagens já escolhidos por alguém.

Naquela manhã de Fevereiro, quando Mia, uma adolescente de dezassete anos, acorda, as suas preocupações giram à volta de decisões normais para uma rapariga da sua idade. É então que ela e a família resolvem ir dar um passeio de carro depois do pequeno-almoço e, numa questão de segundos, um grave acidente rouba-lhe todas as escolhas. Nas vinte e quatro horas que se seguem, Mia, em estado de coma, relembra a sua vida, pesa o que é verdadeiramente importante e, confrontada com o que faz com que valha mesmo a pena viver, tem de tomar a decisão mais difícil de todas.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Opinião New Adult: "Isto Acaba Aqui" de Colleen Hoover



Não, ainda não foi desta que dei cinco estrelas a um romance de Colleen Hoover. Não percebo se é pelas expectativas serem tão grandes, mas de facto este não foi o tal. Continuo, porém, super fã desta escritora. Ela de facto tem um dom para a empatia e até para a atracção entre personagens, sabendo muito bem como o transmitir, tanto nas descrições como nos diálogos.
Também neste livro podemos encontrar muitos exemplos de humor e cenas caricatas, mesmo sendo um romance com tão grande peso emocional. Tanto estamos com vontade de rir (e rimos mesmo) como estamos com vontade de chorar (e às vezes também acontece).
O facto de não ter adorado tanto como a maioria dos leitores foi talvez culpa da previsibilidade da história, pois o romance com Ryle foi sempre tão perfeito, mas ao mesmo tempo cheio de mistério.
Gostei da maneira de pensar de Ryle e percebe-se a afinidade entre eles, mas o avanço quase romântico dele (ou sexual) pelo menos foi um tanto exagerado. E quando finalmente o conhecemos melhor então aí é que acabou a piada toda. A arrogância dele não é um ponto a favor, mas torna-o mais real.
Agora o que mais gostei neste livro e que foi, para mim, o ponto principal e que vai fazer com que nunca mais me esqueça desta obra, foi a maneira como a autora conseguiu transmitir o que se passa na cabeça destas mulheres. Que passam por isto. E que continuam. Eu confesso ser uma dessas pessoas que julgava estas mulheres, mas depois desta leitura posso dizer que mudei e que compreendo muito mais. Claro que o facto de compreender não me faz aceitar facilmente porque continuo a ter a minha opinião forte em relação a este ponto. Mas pelo menos, quando alguém me contar uma história destas, os meus pensamentos já não vão ser tão críticos, nem as minhas acções tão precipitas. Um ponto muito positivo para Colleen Hoover!
E por isto tudo Lily foi umas das minhas personagens femininas preferidas. Foi difícil entendermo-nos, mas no final creio que ao fechar o livro me senti ligada a ela. Aquele final foi perfeito para este livro quase perfeito.
Para além do romance super excitante inicial, para além da temática central, adorei a geometria de toda a história. Aqueles cenários que se iniciam logo no primeiro capítulo, em cima daquela alpendre no telhado, são tão bons que nos apetece ir lá, porque talvez consigamos sentir estes sentimentos que estas páginas nos fazem sentir de forma ainda mais intensa!
No final de tudo terminei apaixonada pela personagem Atlas. Eles sempre são muito bons (boas pessoas, claro), mas Atlas fica-nos no coração sem dúvida. Este apesar de pouco protagonismo ao longo do livro, acaba também por sofrer do mesmo de Ryle: previsibilidade. De qualquer forma, compensa nas suas atitudes e conquista-nos do inicio. Só gostava que Colleen lhe tivesse colado um defeito! Mas não... Nada... Niente...
Sendo assim, fico contente por ter demorado tanto a escrever esta opinião. Isto Acaba Aqui não é um livro fácil de digerir e por isso as palavras não iriam surgir e nem iria conseguir escrever metade do que coloquei aqui. É necessária muita meditação e pensar bem no que lemos. Assim, tanto tempo depois os batimentos cardíacos já diminuíram e podemos escrever algo sem a garganta apertada.

Sugestão: Leiam o extra da autora. A sua explicação vai ainda fazer mais diferença em toda a leitura, mas cuidado porque vão admirá-la muito mais e ela vai subir na tabela para bem próximo do topo.
"E não se trata de um ressonar ligeiro, como quem se deixou dormitar. É um ressonar de quem está bem a meio da fase REM do sono."
pág. 69 linha 17
P.S. - Na sinopse diz que tem 25 anos, no primeiro capítulo diz que tem 23. Não sei se foi lapso ou se percebi mal.
O que te resta quando o homem dos teus sonhos te magoa? Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar um nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neurocirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se.
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa.
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? Terá força para interromper o ciclo?

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Compilação: "Slammed" de Colleen Hoover



A série Slammed, composta por Métrica (Slammed), Pausa (Point of Retreat) e Essa Garota (This Girl), foi a primeira trilogia da autora que li. Aliás, é a única que ela tem, já que prefere duologias e livros "solteiros".
Slammed, tal como métrica, vêm de poesia, que é um tema muito predominante nos três livros. Ao longo da história vamos ter poemas, sem uma única rima, pelo menos na minha versão brasileira. Pessoalmente não sou fã e quando leio é quase um mini-texto distribuído de forma central e que repete algumas estrofes. Mas de qualquer forma adorei o conteúdo de cada um deles, excepto, curiosamente, o único que Layken apresenta, que mais me pareceu uma cópia de alguns excertos dos poemas que já haviam sido apresentados. O meu preferido foi o primeiro de Will, intitulado de Morte.
Layken, a nossa personagem principal, vai-nos contar na primeira pessoa metade da sua história de amor. Vai ser um amor atribulado, com muitos obstáculos e tempos de espera, que até nós vamos ter dúvidas quanto a ele. Lake, vai ter que lidar com escolhas, dela e de terceiros, e enfrentar muita coisa. Colleen Hoover, nestes seus primeiros romances, não foi forreta em relação a desgraças, por isso bem podem preparar esses lencinhos. Um dos temas vai ser o cancro, mas curiosamente a escritora conseguiu apresentá-lo da maneira mais positiva possível, a minha maneira. E este foi um dos meus pontos preferidos. Não se foi por ser o primeiro livro, mas notei alguma falta de maturidade na sua escrita, principalmente nestes momentos em família. Digo isto porque apesar de tal como disse, ela ter exposto tudo de forma o menos deprimida possível, houve partes que senti que alguma coisa estava errada naquela cena. Ok, os personagens podem rir quando teoricamente deviam estar a chorar, mas pareceu-me que faltou ali alguma coisa, talvez nos diálogos.
A história começa de uma forma muito típica, tipo a-rapariga-da-porta-ao-lado, mas rapidamente todo o romance desmorona e a realidade, que aqui é a 100% (quase poderia ser a vida de alguém), torna este YA num romance muito contemporâneo, onde jovens são obrigados pelas circunstâncias da vida a crescer para adultos de um dia para o outro. Por bem, existem os amigos verdadeiros, tal como vizinhas estranhas e alguns, mas raros, membros de família. Pelo meio há então a poesia, no primeiro livro a maior parte nada romântica aviso já, que lida da forma mais teatral possível dá um toque diferente a toda a história.
Temos Eddie e Gavin, que simbolizam a amizade verdadeira. Eles vão estar presentes em toda a história, dando o seu contributo tanto para o romance principal tanto como o seu próprio romance.
"- O que aconteceu? - pergunta Kel. - Nada - digo. - Podem voltar para a aula. Ela só queria saber onde comprámos o tecido do vosso costume porque para o ano quer se vestir de hemorróidas."
Ainda temos Kel e Caulder, os irmãos de Lake e Will, respectivamente, que estão incumbidos da parte humorística dos livros. Oh e como eles conseguem tão bem! Este pequenos vão ser protagonistas de algumas cenas muito engraçadas, mas no segundo livro vão ter um importante papel nas cenas mais tristes. Para mim Pausa, o segundo volume, foi um dos livros mais tristes que li este ano. A inexperiência que notei no primeiro não se encontra presente aqui e por isso talvez tenha sentido maior ligação com as cenas. Foi sem dúvida o melhor dos três, se não o melhor de todos os livros que li de Colleen Hoover (excepto o Talvez um dia, o meu primeiro amor).
Tal como Métrica está para o inicio, o fim, e o reinicio, por esta ordem, Pausa vai ser o durante do romance e Lake e Will.
Adorei o facto da escritora ter mantido algumas expressões que o casal usa: "Não é uma boa ideia" ou a maneira como eles se despedem, ou o primeiro encontro, etc. Muitos pontos em comum que dão uma certa continuidade à história e só contribuem para mostrar como eles estavam destinados um para o outro mesmo desde o inicio. No Pausa, Will ainda faz uma espécie de resumo.
Outro ponto que adorei foi o "melhor e o pior". Existem outros "jogos" mas este foi um que não conhecia e que adorava aplicar na minha vida, principalmente quando tiver filhos. Pode ser que nessa altura releia estes livros e me relembre.
(...)
Ela olhou para mim, sorriu e disse...
"Estás pronto?"
E eu estava.
Eu finalmente estava.
Eu nunca tinha estado mais pronto na minha vida.
Sim...
Esta garota.
A minha mãe teria amado esta garota.
Pena que foi só um sonho.
Também no segundo volume, existem outras temáticas como o bulling e a adopção e até a gravidez na adolescência. Portanto como vêem, conteúdo não falta, o que eu achei óptimo!
Por último, no terceiro volume é todo um volta atrás. Tal como no Pausa, aqui o POV vai ser de Will. Pessoalmente prefiro o de Lake, porque não me consigo colocar na pele de Will tão bem como na dela. Além disso, os mal entendidos que acontecem acabam por ser logo explicados porque acontecem com Will e assim não temos aquele suspense do que terá acontecido, se foi mesmo assim ou se tem uma explicação. A questão aqui é que a explicação vem antes do acontecimento.
- Meu pior é que ainda não consegui pensar no que quero para o Halloween - diz Kel. - Meu melhor é que Will concordou em levar-nos para o geocaching novamente neste fim-de-semana.
- Vou levar-vos para o geocaching? - Esta é a primeira vez que ouvi falar sobre isso.
- Tu vais? - Kel diz sarcasticamente. - Ahhh, caramba, Will. Isso parece divertido! Adoraria ir ao geocaching este fim-de-semana.
Achei que foi dos três o mais fraco, apesar de ter adicionado certas partes da história que de facto tinham que ser preenchidas. Não sou apologista destes volumes com histórias iguais e POV diferentes. Mesmo havendo alguns extras, não acho que sejam importantes para a história que já conhecemos, principalmente há dois livros atrás. O mesmo aconteceu com Rush de Abbi Glines (lá estou eu a puxar esta para a conversa, que chata!).
A descrição da memória da morte dos pais de Will e Caulder foi a excepção à regra, já que me tocou verdadeiramente no coração, porque mais uma vez é algo que pode acontecer a qualquer um.
De qualquer forma, nem tudo é triste. Tal como já referi há imensas coisas engraçadas e há muito romance e momentos fofos. Will é sem dúvida um personagem romântico e altruísta que ama verdadeiramente Lake, apesar de ter tentado por várias vias não o fazer. Os momentos a dois são sempre intensos, excepto no terceiro livro que acabam por ser mais lamechas mas não menos viciantes.
Um final perfeito para uma trilogia muito boa!

Após a perda inesperada do pai, Layken, de 18 anos, é obrigada a ser o suporte tanto da mãe quanto do irmão mais novo. Por fora, ela parece resiliente e tenaz; por dentro, entretanto, está perdendo as esperanças. Um rapaz transforma tudo isso: o vizinho de 21 anos, que se identifica com a realidade de Layken e parece entendê-la como ninguém. A atração entre os dois é inevitável, mas talvez o destino não esteja pronto para aceitar esse amor.
Destinados um ao outro, Layken e Will superaram os obstáculos que ameaçavam seu amor. Mas estão prestes a aprender, no entanto, que aquilo que os uniu pode se transformar, justamente, na razão de sua separação. O amor pode não ser o bastante.
Depois de testado por tragédias, proibições e desencontros, o relacionamento de Layken e Will enfrenta novos desafios. Talvez a poesia desse casal acabe num verão solitário... Sem direito a rimas ou ritmo. A ex-namorada de Will retorna arrependida de ter deixado o rapaz. E está disposta a tudo para reconquistá-lo. Insegura, Layken começa a ler novas reações no comportamento do rapaz. E na insistência para adiar a "primeira vez" de ambos.
Presos em uma ironia cruel do destino, eles precisam descobrir se o que sentem é verdadeiro ou fruto da extraordinária situação que os uniu. Será que é amor? Ou apenas compaixão? Layken passa a questionar a base de seu relacionamento com Will. E ele precisa provar seu amor para uma garota que parece não conseguir parar de "esculpir abóboras". Mas quando tudo parece resolvido, o casal se depara com um desafio ainda maior - e que talvez mude não só suas vidas, mas também as vidas de todos que dependem deles.
Lake e Will estão em plena lua de mel, encantados com o futuro que têm pela frente. Lake quer saber tudo que há para saber sobre o marido - mesmo quando este se torna reticente quanto a despertar memórias dolorosas. Pouco a pouco, Lake convence Will a desembaraçar os nós da própria história e, pela primeira vez, seus mais íntimos sentimentos e pensamentos ganham voz. Sob a óptica de Will, revisitamos os bons e maus momentos. E conhecemos alguns fatos chocantes. O futuro de Will e Lake agora depende de como os dois lidarão com essas revelações.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Opinião Contemporânea: "Um Caso Perdido" de Colleen Hoover



Começando de fora para dentro, o primeiro ponto a clarificar é que não gosto da capa. Dá-me a ideia que a história que vou ler é um thriller porque parece que a rapariga está morta. Teria preferido algo relacionado com estrelas, ou até mesmo deitada, mas de barriga para cima. Aí sim tinha muito mais sentido, assim, no melhor dos casos, parece que está a espreitar por baixo da cama.
Um Caso Perdido foi a nossa primeira leitura conjunta por aqui, podem ver aqui no Lanche em Boa Companhia.  Foi uma "refeição" muito rápida, com momentos agridoces. Este não foi, nem de longe, o meu livro preferido de Colleen Hoover, apesar de ter sido o que mais surpresas continha e por isso é que lhe dei a mesma pontuação dos anteriores. Esta leitura teve alguns altos e baixos, em que começou muito bem, cheia de entusiasmo, com dois personagens e situações carregadas de atracção, apesar das circustâncias, depois foi melhorando à medida que eles se iam conhecendo, e nós íamos conhecendo tanto o par principal como as outras personagens e os seus segredos. Depois quando atingiu um pico, mais ou menos a meio, em que tudo nos é mostrado de uma perspectiva completamente diferente, depois parece que tudo esmorece para mim, porque aí acaba-se aquele romance cheio de faíscas e passa a haver um romance dramático, com muitas lágrimas, mais familiar. Nada disto sai do normal das obras desta escritora, mas talvez o facto de ser ler tão rápido um livro destes, a transição do muito animado para o muito deprimido seja mais abrupta e aí começam os testamentos cheios de sentimentos que têm diminuído a minha atenção na leitura. Entretanto, as descobertas não acabam por ali e por isso a minha atenção não se desviou completamente, mantendo-me sempre mais ou menos alerta até ao fim.
"Six jamais gostou de acordar cedo e, pelo jeito, também não fica muito alegre de tarde. para ser sincera, também não fica muito contente durante a noite. Se tivesse que adivinhar que horário é que Six fica mais agradável, eu diria que é quando está a dormi. Vai-se a ver e é por isso que ela odeia tanto acordar."
Falando em fim, adorei a última frase! Foi como se fosse um daqueles rewind acelerados. Óptimo pormenor.
Em relação aos restantes personagens, adorei Six, apesar de ela desaparecer e ser substituída. Mais uma vez a autora repete-se e recorre ao cliché: melhor amiga é substituída por melhor amigo gay. Porque não pode ser um melhor amigo hetero? Nada contra, mas é mesmo uma questão de ser diferente do normal. Foi também pela história de Dean?
Falando em Dean, e tal como já referi, Colleen apresenta-nos um personagem masculino daqueles de nos fazer babar, que com as suas expressões sérias, mas depois o seu coração mole nos conquistam à primeira. Ainda não me decidi se leio o livro seguinte com o POV dele. os feedbacks são todos muito bons, mas a última vez que li algo assim acabei por detestar e me arrepender seriamente.
Uma das minhas cenas preferidas? Aquele beijo do dedo no meio do corredor!!! Encham-me um livro de cenas assim e vão me ter a fazer jejum e de fralda só para não o largar!
"- Não o acho nada atraente. És repugnante. Na verdade, acho bom que nem me beijes, pois tenho a certeza que acabei de vomitar internamente."
De resto, é sim um livro muito bom e que recomendo a sua leitura, tal como recomendo os outros todos que li. Colleen Hoover continua aqui com o seu dom na descrição de emoções e sentimentos pesados que tanto fazem as personagens chorar como nós leitores e espectadores. A autora nãos e cinge a uma só temática e por isso é generosa em ingredientes que nos espremem o coração. Para além disso, continua a ter o seu esquema base próprio, mas ao mesmo tempo sabe tornar cada livro diferente e cheio de características próprias que nos vão fazer diferenciá-los mesmo daqui a uns anos.
Adorei encontrar (ou melhor a Mafi chamou-me atenção para isso) o nome de Abbi Glines nos agradecimentos! Óptimo topping nesta sobremesa!

Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira?
Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.
Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos