Mostrar mensagens com a etiqueta Andrea Cremer. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Andrea Cremer. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Opinião Young-Adult: "Invisível" de Andrea Cremer e David Levithan


Escrito a duas mãos, Invisível até podia ter saído um desastre mas felizmente aguentou-se contra tudo o que poderia fazer deste livro o tal desastre: dois autores a escreverem, tornando-o confuso e uma premissa que podia dar muito para o torto se tivesse demasiadas pontas soltas. 

A estória parecia demasiado simples ao princípio. Elizabeth consegue ver Stephen, um rapaz que é invisível a toda a gente, menos à sua nova vizinha. Claro que esta estranheza torna-se em amizade que torna-se em amor mas depressa segredos são revelados e um mundo sobrenatural e paralelo é descoberto. Não é feitiçaria nem é magia, como explica no livro, é outra coisa. Temos maldições, conjuradores e encantamentos. E um desses encantamentos rebateu-se sobre Stephen tornando invisível aos olhos de todos.

Todas as maldições são perigosas e têm o seu fascínio e a do nosso protagonista teria de ser a mais perigosa de todas. Uma madição que assume vida e vontade própria, que gera o seu próprio poder. É isto que Stephen, Elizabeth e o irmão desta - Laurie - juntamente com outros amigos irão descobrir, perante uma Nova Iorque impassível a este cenário maléfico. O mundo colorido de Times Square, da cidade que nunca dorme é escurecido por tons de vingança de um homem, Marxwell Arbus. Arbus é avô de de Stephen e aquele que lhe impôs a maldição. Uma espécie de Voldemort, criando um mundo cheio de vontades feias que só alguns - poucos - conseguem ver. Como a nossa protagonista, Elizabeth. Ela é uma rastreadora, consegue encontrar maldições de todos os formatos e tamanhos, das mais ridículas (como por exemplo, alguém nunca conseguir apanhar um táxi) até às mais assustadoras. O seu objectivo, depois de descobrir este seu dom, é extrair estas maldições, especialmente a de Stephen e torná-lo visível a todos, que isto de ter um namorado que ninguém mais vê, não dá muito jeito.

A narrativa do livro é bastante decente, começa bem ao introduzir as personagens e mesmo quando começa a desvendar o caminho que o livro vai seguir, os autores conseguiram segurar bem a trama. Fizeram bem em não complicar demasiado este mundo com muitos seres mágicos, havendo apenas duas categorias e tudo se basear à volta de maldições. Não é explicado muito bem como estas maldições eram passadas, na geralidade, visto que a de Stephen é bem explicada e isso é que interessa. 

As duas personagens principais são muito fofas e gostei imenso da interacção entre eles e do romance em si. As cenas iniciais em que se conhecem são ternurentas e as finais são de deixar o coraçãozinho apertado, pois não era o final que todos queríamos, mas é o final mais real. 

Embora goste imenso do trabalho dos autores do livro, não fiquei fascinada por ter sido escrito a duas vozes, por vezes ficava confusa quem estava a narrar o capítulo, visto que não há qualquer indicação do ponto de vista do narrador. Apesar do world-building ser uma parte importante do livro, acho que os sentimentos e as emoções são o que mais se realça desta obra. De como queremos ajudar tanto uma pessoa mas sermos impotentes de mudar algo, ou simplesmente não conseguirmos e termos de aceitar que a vida é mesmo assim. Gostei do livro e recomendo!

Sinopse:
Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. 

Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à orientação sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê!

InvisibilityTítulo Original: Invisibility
Edição: 2014


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Opinião Young-Adult: "Sombras da Noite" de Andrea Cremer


Achei tudo muito inocente, com muitas regras e muitos segredos. Estes últimos foi o que mais gostei, porque apesar de no inicio ser um pouco confuso e da história ser um pouco elástica, as pistas vão-nos sendo deixadas (a cruz no título ou os triângulos, como exemplos visuais), tal como as explicações, e, por isso, quando tudo se vai compondo vamos gostando cada vez mais da história.

Adorei o inicio, quando ela o salva, mas não gostei da história ser sobre um trio amoroso. Sinceramente, já estou um pouco farta. Quando comecei a ler pensei que Ren ia ser mais um mau da fita, mas quando me apercebi que afinal não e que ela ia gostar dos dois da mesma maneira tive que franzir o nariz, porque estas indecisões tanto da personagem feminina como minhas tornam o livro mais enervante.

Lobos são a minha perdição.

Tive pena da escritora não inserir os POV's do Ren ou até do Shay. Gostei muito das personagens principais e penso que aqui podemos encontrar um equilíbrio numérico de personagens de boa e de má índole!

Gostei dos separadores de capítulos, apesar de achar que é um pouco para encher. Podiam ter feito como marca de papel na primeira página de cada capitulo que ficava igualmente bem, se não melhor.

Não gostei de algumas falhas, como naquela cena em que Shay tem o haldis numa mochila mas depois eles transformam-se e voltam-se a transformar e a mochila... transforma-se com eles?!

Para primeiro volume está bastante bem porque há aquele entusiasmo nas vários lutas, há romance que chegue para dar e vender, há variedade de personagens, mas a idade destas e o cenário de liceu torna o meio do livro muito semelhante a livros mais juvenis, melhorando na ultima parte quando o dia D começa a aproximar-se e podemos "assistir" a todas aquelas reviravoltas.

Espero que os próximos volumes sejam tão activos como este e que certas personagens voltem a aparecer, algumas com muita mais frequência.

Team Ren =)

Calla é a fêmea alfa de uma matilha de lobos que mudam de forma. Está destinada a casar com Ren Laroche, o macho alfa da matilha. Juntos, seriam os líderes da matilha e guardariam os lugares sagrados dos Guardiães. Mas depois, Calla salva um belo jovem humano, que conquista o seu coração. Calla começa a questionar tudo - o seu destino, a sua existência, o seu mundo e as ordens que os Guardiães lhe pediram que seguisse. Terá de fazer uma escolha. Mas será que seguirá o seu coração se para isso tiver de perder tudo, incluindo a própria vida?

Nightshade (Nightshade, #1)



Título Original - Nightshade
Edição - Junho 2012
ISBN - 9789722524650





 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Opinião Sobrenatural: "Sombras da Noite" de Andrea Cremer



Foi com alguma surpresa que vi este primeiro volume da trilogia "Nigthshade" (Sombras da Noite) ser editado em português e pela Bertrand. 

Já tinha conhecimento do livro em inglês e até tinha pensado ler os 3 livros ainda este ano. Surgiu a oportunidade de ler o livro emprestado e aproveitei.

Para quem não sabe este livro é claramente young-adult. Começando logo pela idade da protagonista e pelo triângulo amoroso, que é muito recorrente neste tipo de livros.

Sombras da Noite (Nightshade, #1)A sinopse e a capa chamam logo a atenção e posso dizer que as expectativas não saíram goradas. Gostei bastante deste primeiro volume! É de notar que antes deste livro há uma short-story intitulada "Shadow Days" que é uma introdução a este novo mundo dos shapeshifters e que faz com que o leitor, quando leia o 1º volume já esteja mais familiarizado com as personagens e o mundo criado, principalmente com o Shay.
A protagonista Calla Thor não é uma rapariga normal (como já vem sendo habitual), o interessante neste livro é que a Calla não é 100% loba nem 100% humana, é 50/50, ou seja uma shapeshifter, muda de forma. Desde que nasceu Calla está destinada a Ren, o seu companheiro mas para complicar mais a vida desta lobinha, aparece Shay, um humano que irá fazer com que o coração e a cabeça de Calla fiquem confusos, e não é só Calla que irá sofrer com a chegada de Shay à cidade, todo o pack irá reagir a acontecimento, ou não fosse Calla uma das alfas do grupo e como consequência, tem de proteger todos os membros. 



Como gostei bastante deste volume e fico com várias dúvidas que a Bertrand publique os dois próximos volumes (pelo menos num futuro próximo), irei ler logo de seguida o Wolfsbane (2º) Treachery (2,5º) e Bloodrose (3º).
Espero que o nível de entretenimento se mantenha nos próximos livros.



Calla é a fêmea alfa de uma matilha de lobos que mudam de forma. Está destinada a casar com Ren Laroche, o macho alfa da matilha. Juntos, seriam os líderes da matilha e guardariam os lugares sagrados dos Guardiães. Mas depois, Calla salva um belo jovem humano, que conquista o seu coração. Calla começa a questionar tudo - o seu destino, a sua existência, o seu mundo e as ordens que os Guardiães lhe pediram que seguisse. Terá de fazer uma escolha. Mas será que seguirá o seu coração se para isso tiver de perder tudo, incluindo a própria vida?



Nightshade (Nightshade, #1)
Título Original - Nightshade
Edição - Junho 2012ISBN - 9789722524650  

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos