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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Compilações: ''O Fim da Inocência - volume 1 e 2" de Francisco Salgueiro


Em Novembro foi mês de #lerosnossos, ou seja ler portugueses em português e como o filme destes livros também ia estrear em Novembro, decidi começar com Francisco Salgueiro.
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Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.


Se já viram algumas opiniões deste livro, já viram que a maioria das pessoas achou este livro forte, chocante, surpreendente e outros adjectivos semelhantes. Ora, claro que ao ler diversas opiniões assim, eu esperava algo igual, um livro que me chocasse. Pois, o problema é que isto não aconteceu.

Não sei se é por eu ser da geração retratada aqui neste livro (geração que cresceu nos anos 90) mas este livro apenas surpreendeu-me com algumas coisas que nunca tinha falado mas chocar? Não, nada. 

Este é aquele livro que provoca diferentes sentimentos em pessoas de diferentes gerações. Tenho amigas que já são mães de filhas adolescentes mas que elas próprias não são dos anos 90 e acharam este livro muito forte. Depois conheço pessoas da minha idade que não acharam o livro nada por aí além, que foi o que aconteceu comigo. Isto não quer dizer que fui praticante do que é descrito aqui nestes livros (de longe!) mas a verdade é que este livro não me mostrou nada que não conhecesse minimamente. Ainda assim, acho que o é contado aqui retrata ainda mais a geração que nasceu nos anos 2000 do que propriamente as dos anos 90.

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Diário Secreto de Um Adolescente Português
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.
Embora seja uma duologia, os dois livros não têm ligação entre si, o segundo não é continuação do primeiro, apenas mostra outro lado e outros perigos que afligem os pais de hoje em dia: sexo, drogas, internet.

Eu gostei mais do segundo livro. No primeiro livro achei que o autor generalizou muito (parecia que todas as raparigas eram como a Inês), ou seja alguém que abusava das drogas e viciada em sexo. Já o segundo livro - talvez por ser narrado por um rapaz - não achei isso mas também digo que em ambos os livros, nunca consegui identificar-me com nenhumas das situações que eram apresentadas. Se realmente isto foi a geração dos 90, então devo ter crescido numa geração paralela porque todos os episódios que acontecem aqui, nunca os presenciei.

Gostei que o livro realmente mostrasse que não conhecemos realmente ninguém a 100% e que tentasse alertar pais e familiares para os perigos das redes sociais e esta é outra razão para achar que este livro é mais actual do que parece, porque hoje em dia há dezenas de redes sociais e plataformas enquanto que na minha adolescência, havia só meia dúzia.
É um livro que aconselho se forem pais ou tenham alguém adolescente ao vosso encargo. É capaz de abrir mentes a quem seja mais velho, pois hoje em dia existem muito mais drogas e vícios, para não falar que as escolas mudaram muito e o que interessa hoje é os likes nas redes sociais e a popularidade dos nosso perfis.

Não teve o impacto em mim que teve em outras pessoas mas mesmo assim, aconselho. Como não gostei dos livros, acabei por não ir ver o filme mas pelo que ouvi dizer, é um filme fraquinho.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Pausa para Chocolates: ''Zac & Mia'' de A.J. Betts



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Comecei este livro há uns dias mas só agora consegui vir aqui, aliás acho que devo-o terminar hoje, para depois ver a série que fizeram.

When I was little I believed in Jesus and Santa, spontaneous combustion, and the Loch Ness monster. Now I believe in science, statistics, and antibiotics.
So says seventeen-year-old Zac Meier during a long, grueling leukemia treatment in Perth, Australia. A loud blast of Lady Gaga alerts him to the presence of Mia, the angry, not-at-all-stoic cancer patient in the room next door. Once released, the two near-strangers can’t forget each other, even as they desperately try to resume normal lives. The story of their mysterious connection drives this unflinchingly tough, tender novel told in two voices. 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Doce do Momento: ''A Manhã do Mundo'' de Pedro Guilherme-Moreira


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Vamos lá continuar com os ebooks e com novos autores portugueses. Desta vez vou pegar neste, editado pela D. Quixote

"E se alguém que assistiu a tudo pudesse, de repente, acordar a tempo de evitar a tragédia? No dia 12 de Setembro de 2001, Ayda encontrou-se com Teresa num café de Allentown e, com o jornal aberto sobre a mesa, foi implacável com os que tinham saltado das Torres Gémeas, chamando-lhes cobardes; mas não disse à amiga que, na verdade, o que sentia era outra coisa, uma grande frustração por o marido e o filho a terem abandonado e rumado a Nova Iorque num momento em que ela se recusava a tomar a medicação e lhes tornava a vida um Inferno - e de não ter coragem de fazer o que esses tinham feito. Entre os que saltaram, estavam Thea, Millard, Mark, Alice e Solomon - todos personagens fascinantes, com histórias de vida simultaneamente banais e extraordinárias -, que o acaso reuniu no 106.º piso da Torre Norte do World Trade Center naquela fatídica manhã. Se Ayda, por hipótese, conhecesse essas histórias e o drama que eles enfrentaram, decerto não os teria insultado tão levianamente. Mas poderá o destino dar-lhe uma oportunidade de rever a História? Este é um romance admirável sobre o medo e a coragem, o desespero e a lucidez, a culpa e a expiação; mas é também um livro sobre Einstein e os universos paralelos, sobre o que foi e o que podia não ter sido. No décimo aniversário do 11 de Setembro, a memória não basta, é preciso combater o esquecimento indo para junto dos heróis que viveram o horror e compreender cada um dos seus actos - se necessário, saltar com eles, conhecer aquela que foi a manhã do Mundo."

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Doce do Momento/Opinião Sobrenatural/Suspense: ''Pequenos Vigaristas'' de Gillian Flynn


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Uma jovem astuta tenta sobreviver num universo marginal, mas sobretudo inofensivo. Numa manhã chuvosa de abril, está a ler auras em Palmas Espirituais quando chega Susan Burke. Excelente observadora do comportamento humano, a nossa narradora faz imediatamente o diagnóstico: uma mulher rica e infeliz, ansiosa por um pouco de drama e emoção. Mas quando vai visitar a estranha casa vitoriana onde Susan vive, e que é a causa do seu terror e angústia, percebe que talvez já não seja preciso fingir que acredita em fantasmas… Miles, o enteado de Susan, também não ajuda. Não tarda a que os três se debatam para descobrir onde reside efetivamente o mal, e se existe alguma possibilidade de fuga.



Mais um conto lido e está a saber mesmo bem ler estas pequenas histórias. Este conto é um pouco maior que o do Afonso Cruz e também foi a minha estreia com a autora Gillian Flynn. Que estreia!
Começa muito bem com a nossa protagonista do qual nunca sabemos o nome mas que tem 30 anos e a sua profissão é bater punhetas. Ela explica bem todo o processo e as consequências do mesmo, por tanto trabalhar com o braço e o punho ficou com uma lesão. Se isto não é hilariante, não sei o que é, mas fartei-me de rir com este início. Temos ainda algum historial da sua infância, como sofreu por a mãe ser uma calona e não gostar de trabalhar e portanto pediam na rua todo o dia com diversos discursos de modo a sacar o maior dinheiro possível.
Esta parte é muito irónica e cheia de humor. A maneira como ela fala que sempre foi mais esperta que a mãe e como conseguiu o seu trabalho e como gosta dele é bastante engraçada.
O conto avança para uma parte bem mais sombria e negra, quando nos é apresentada a personagem Susan, que afirma à nossa protagonista que a sua casa está assombrada. Ora a nossa personagem principal que não é parva nenhuma e achando-se que conseguia ler as auras e perceber o que se passava de errado, assume o trabalho de ir à casa da Susan e limpar a casa dos maus espíritos. mediante um certo pagamento claro.
A partir daqui a acção desenrola-se muito à volta da casa e dos habitantes dela e apesar de não meter medo, confesso que não sou grande fã de histórias de fantasmas ou de espíritos. Ainda assim, o conto acaba por não ser tanto sobre a parte sobrenatural mas sim sobre o ser humano e a sua condição de manipular quem nós quisermos. Para alem da Susan e da nossa protagonista, temos outra personagem muito importante na história. Se ao longo do conto tiverem com dúvidas sobre quem diz a verdade, atentem ao título em português (que por sinal acho que ficou bem traduzido) e tirem as vossas próprias conclusões.
Como é um conto, acaba rápido e com um final meio aberto. Queria mais mas pronto tenho bom remédio, se quiser algo completo desta autora, é só ler um dos três livros que tem publicados. 

Opinião Young-Adult: "A Coroa" de Kiera Cass


É tão bom quando terminamos uma série e encerramos um capitulo nas nossas vidas como leitores!

Depois de ler "A Herdeira" tive logo de ir a correr começar a ler "A Coroa", pois a expectativa de saber o que ia acontecer era enorme. O livro começa logo onde acaba o 4º ou seja com a situação grave de um certa personagem. É a partir daqui que Eadlyn vai ter de tomar uma das decisões mais importantes da sua vida, deixando A Seleção em segundo plano. O afastamento repentino do irmão também acaba por ditar alguma confusão em Illéa e já nada parece correr bem. 
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Este livro não me captou tanto a atenção como o 4º o que é estranho porque estava mesmo ansiosa por lê-lo mas senti-me aborrecida diversas vezes. Contudo, não quer dizer que não tenha gostado pois gostei dos vários acontecimentos do livro, acho que foi o livro onde houve mais acção e a Eadlyn cresceu imenso como personagem! Ela que foi sempre muito opinativa mas às vezes era mais garganta que sei lá o quê, viu-se numa encruzilhada sem saber bem o que fazer mas lá tomou consciência do que era não só melhor para si mas como para o seu povo. Mais uma vez repito mas eu gostei muito mais da Eadlyn em dois livros do que a America em três...

Houveram algumas surpresas e revelações quanto por exemplo a Lady Beatrice ou ainda quando o Maxon conta a Eadlyn a verdadeira personalidade do seu avô. Mas passando ao que interessa, a Seleção, confesso que não gostei com quem ela ficou mas percebo a intenção da autora em mostrar que o amor não tem de ser determinado por uma seleção de candidatos, pode aparecer em qualquer altura, quando menos esperamos. Mesmo assim, nunca senti grande empatia com este casal, fiquei triste por ela não ter ficado com quem eu queria que ficasse. 

No fim a Eadlyn toma outra decisão que irá mudar o reino de Illéa para sempre e para além de ter sido uma boa decisão, fechar o livro e a série com esta decisão foi uma boa ideia porque vem de acordo com os ideais que a personagem sempre falou e sentiu, principalmente no 4º livro.

No geral, a série de 5 livros lê-se muito bem e embora não sejam livros que tenha adorado, é uma série que deixa a sua marca e saudades.
Este é o volume final da saga «A Seleção», que apaixonou milhares de leitores por todo o mundo! Em A Herdeira, o universo de A Seleção entrou numa nova era. Vinte anos se passaram desde que America Singer e o príncipe Maxon se apaixonaram, e a filha do casal é a primeira a passar pela sua própria seleção. Eadlyn não acreditava que encontraria um companheiro entre os trinta e cinco pretendentes do concurso, muito menos o amor verdadeiro. Mas às vezes o coração tem uma maneira estranha de surpreender-nos... E agora Eadlyn precisa fazer uma escolha muito mais difícil - e importante - do que esperava.

Opiniões anteriores: 
A herdeira (A seleção, #4)


terça-feira, 21 de novembro de 2017

Doce do Momento/Opinião: ''A Queda de um Anjo'' de Afonso Cruz


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Este pequeno conto do Afonso Cruz tem 12 páginas e lê-se em 5 minutos portanto dispensa de 2 posts separados.

Aqui vai a minha pequena opinião.
Nunca tinha lido nada deste autor mas tinha muita curiosidade e ao longo destes últimos anos fui acumulando pequenos contos e livros do autor no meu e-reader. Decidi estrear-me com este conto digital do Diário de Notícias e que estreia mais maravilhosa. 

Uma octogenária descontente com o Paraíso, pois não tem junto a si a pessoa que mais ama, decide viajar para o Inferno. Para ela, o Paraíso pode ser infernal e, ao contrário, o Inferno poderá ser uma fonte de felicidade.

É um conto que começa (pensamos nós) com uma idosa, no Paraíso, rodeada de anjos mas sem encontrar o seu marido. Decide então descer até ao Inferno pois tem a certeza que lá irá encontrá-lo, pois marido e mulher devem estar juntos, até na morte. Assim começa a sua passagem do Paraíso até ao Inferno, onde vai relatando pequenos pedaços da sua vida matrimonial e pessoal. O fim é inesperado e dá uma visão totalmente nova ao conto. 
Só este final e a imaginação do autor provam que tenho de ler mais de Afonso Cruz porque se consegue criar algo tão bom em 12 páginas nem quero imaginar como será ler um livro inteiro deste autor! Fiquei mesmo fã.  5 estrelas. 

domingo, 5 de novembro de 2017

Doce do Momento: ''O Fim da Inocência 2'' de Francisco Salgueiro



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Vamos lá para o segundo volume e ver o perceber o que se passa na cabeça dos rapazes/homens. Como se nós mulheres já não soubéssemos! :P 


Diário Secreto de Um Adolescente Português
Com boas notas, e a estudar num dos melhores colégios de Lisboa, Gonçalo é o filho que todos os pais gostariam de ter. Desde cedo, ele e o grupo de amigos são bombardeados com imagens sexuais em filmes, séries, videoclips, anúncios e celebridades levando a uma erotização precoce. A ausência de educação sexual por parte dos pais e colégio leva-os a investigar o extenso mundo da pornografia na internet. Em simultâneo, a sua impreparação para lidarem com as redes sociais leva-os a serem participantes e vítimas na busca vertiginosa de likes para ultrapassarem a mítica marca dos 1000 amigos. Eles apenas pensam nos desafios e nunca nas consequências. As drogas legais, o sexting, a masturbação online com estranhos, serem paparazzi da vida uns dos outros e a prostituição com mulheres mais velhas fazem parte do seu estilo de vida, onde o futuro não existe, apenas o logo à noite.


quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Doce do Momento: ''O Fim da Inocência'' de Francisco Salgueiro



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Como não se fazem apenas adaptações de livros estrangeiros,  cá estou eu a ler o livro antes de ver o filme. Se bem que...não sei o irei ver no cinema. Mas pronto, se não vir o filme, pelo menos posso dizer que li o livro. 


Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional.
Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas. 



domingo, 15 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Conquistada até Terça'' de Catherine Bybee


Depois de ter lido ''Noiva até Sexta'' ainda estava com vontade de ler mais um livro desta série e lá peguei neste que é o 5º da série. Acho que li estes livros na altura ideal, pois gostei muito deste volume, tendo sido o meu preferido até agora!

Judy é a típica rapariga que acaba de sair de faculdade e encontra as primeiras dificuldades no mundo do emprego. Contentando-se com um estágio num atelier de arquitectura mas a fazer tudo menos a desenhar edifícios, muda-se para a casa do seu irmão mais famoso, Michael. Com ela vem também Meg, que é a protagonista do 5º livro. 


Aqui também temos Rick, um guarda-costas muito preocupado com a segurança da Judy assim diz ele, que é a sua desculpa para passar sempre pela casa de Judy e ver se está tudo bem! 


Logo no início já calculava que ia gostar do casal e não me enganei nem um pouco, é o meu casal favorito até agora. Acho que combina e resulta sempre muito bem quando temos duas personagens fortes mas ao mesmo tempo compatíveis. No entanto, também vemos aqui um lado mais frágil da Judy quando ela é atacada mas no geral, é uma personagem com muita determinação e garra. Ao princípio estava a ver que o Rick ia ser muito parecido com o Neil mas não, felizmente temos aqui uma personagem com mais personalidade que o Neil, que é mais reservado e calado.

Adorei todo o mistério por trás e foi bem pensado o suspeito ser alguém online. Fica a chamada de atenção para o perigo de expormos muita informação num simples jogo.
Gostei também da Judy não aceitar as ajudas do irmão e querer subir na profissão por ela própria, deu um bocadinho de realismo a estes livros que até agora pareciam-me um pouco irreais por toda a gente ser bonita, rica e com cargos importantes. 
Acho que foi por isso que gostei tanto deste livro, foi aquele com o qual me consegui identificar mais. 
Temos como já é habitual, a aparição de outros casais já formados. Michael continua a ter um destaque sólido em quase todos os livros, se a série não se chamasse ''Noivas da Semana'' diria que ele era o protagonista! Pelo menos é um elo de ligação entre praticamente todas as personagens.
Outro ponto a favor foi o motivo do casamento. Este ao menos foi um bocadinho mais plausível que os outros, ou pelo menos dada a história, foi daqueles que fez mais sentido. 

Mais um livro lido desta série e mais um que adorei. A série tem ficado cada vez melhor por isso venha lá mais livros, por favor! 


Judy Gardner: Judy acabou de se formar e está pronta para conquistar o mundo… isto se conseguir arranjar trabalho, claro. A sua esperança é passar de aspirante a arquiteta para famosa arquiteta o mais depressa possível, por isso muda-se para Los Angeles, para casa do seu famoso irmão, Michael Wolfe. Mas é difícil para Judy concentrar-se no trabalho quando o sedutor guarda-costas por quem ela se apaixonou no verão passado está sempre a aparecer no seu caminho.
Rick Evans: Com o seu físico musculado, olhos verdes e sorriso fácil, Rick podia ter qualquer mulher que quisesse. Mas o antigo Marine que agora é guarda-costas só tem olhos para Judy e a sua maneira de ser impetuosa. Quando um marginal anónimo ataca Judy, Rick decide que nada o vai deter até encontrar o monstro que persegue a mulher que ele ama.

 

domingo, 8 de outubro de 2017

Opinião Contemporânea: ''Noiva até sexta'' de Catherine Bybee




''Noiva até sexta'' é o 3º livro desta série que a Bertrand ''esqueceu-se'' de publicar. Sim, saltaram do segundo para o quarto  e quem queira ler tudo por ordem que se amanhe. Enfim, já tinha lido o quarto e faltava-me o quinto e o sexto que saíram este ano mas eu queria ler o terceiro e pronto lá o li em ebook pt/br, agora que esta série também está a ser editada no Brasil - que já agora num aparte, num ano lançaram 6 dos 7 livros, algo que nós demorámos só 5 anos a publicar - e depois de lido venho dar-vos a minha opinião. 
Primeiro que tudo, apesar de gostar das nossas capas, estas capas brasileiras também estão muito giras e acredito que fiquem lindas na estante todas direitinhas. Segundo, embora seja em português do Brasil, a tradução não apresentada quase palavras nenhumas que me relembrasse que não estava a ler no meu português, a leitura foi muito tranquila.

Noiva Até SextaFui reler a minha opinião do quarto livro que é quase uma continuação deste e embora ache que esta série até possa ser lida fora de ordem, se lerem por ordem vão ficar muito mais familiarizados com as personagens e com os detalhes de cada história e de cada casal. Percebi isso agora ao ler o terceiro depois de já ter lido o seu sucessor. 
Apesar de ter achado este livro um pouco lamechas em algumas partes, e previsível em outras (ok, quase tudo), a parte policial deu uma boa quebra em toda a ''lamechice'' do romance. 
Aqui temos Gwen que já tinha aparecido nos primeiros livros. Ela é amiga de Karen e chefe da Alliance, a agência de encontros e casamentos. Depois temos Neil, o segurança enigmático que é de poucas palavras. Os dois não podiam ser mais diferentes mas como dizem que os opostos atraem-se lá se apaixonam. O pior é que o passado de Neil volta para o assombrar, agora que já não é fuzileiro e é aqui que temos a parte de suspense do livro. Como um bom romance, a sua amada Gwen vai estar em perigo e ele vai ter de salvá-la.
O livro é cliché? Sim é mas isso já eu sabia antes de ler. Contudo gostei imenso deste livro. Tantos das personagens como da trama em si. À medida que vamos lendo já sabemos o que vai acontecer 20 páginas à frente mas isso não me impediu de ler com gosto. Mais uma vez acho os romances muito rápidos - passam logo para o casamento - mas admito que a parte policial realmente ajudou a não focar tanto nos protagonistas e portanto não enjoei do casal. 
Como foco secundário temos a Karen e o Michael que são destaque no livro seguinte e como eu não tinha lido a sinopse deste, ao início estava confusa quem era o casal principal desta história porque a autora vai apresentado várias personagens e não é que os nomes sejam parecidos mas são personagens muito parecidas. Por exemplo, aqui também conhecemos Rick, que é o protagonista do 5º livro que também é um ex-fuzileiro e agora segurança. Exactamente como Neil. Percebem o que digo? 
Mesmo com as personagens padrão e os enredos clichés, tenho gostado imenso de ler esta série! Só espero que a Bertrand se digne a publicar este em português e o último (o 7º livro). Redimiram-se um pouco este ano, pois lançaram dois ao invés do habitual que é um volume por ano, portanto cá espero o sétimo para finalizar esta série! 


O terceiro livro da série Noivas da semana. Gwen Harrison: a bela filha de um duque inglês se mudou para os Estados Unidos para cuidar da agência de casamentos de sua cunhada. Só porque ela agora é a chefe da agência, não significa que não possa fantasiar um encontro perfeito com o enigmático Neil MacBain, o guarda-costas que vem tornando seus sonhos um tanto quanto agitados. Mas negócios são negócios, e é melhor Gwen não se deixar envolver. Neil MacBain: o ex-fuzileiro naval não pode negar o efeito da aristocrata Gwen em sua alma atormentada e seu corpo esculpido pela rotina militar. Mas ela é cliente dele, e manter distância é fundamental — até uma ameaça do passado de Neil retornar e Gwen se ver no meio do fogo cruzado. Agora depende de Neil decidir o que é mais importante salvar: sua carreira, sua vida... ou a mulher que conquistou seu coração.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Doce do Momento: ''Noiva até sexta'' de Catherine Bybee


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Pois a querida Bertrand lançou o 1º,o 2º, 4º, 5º e 6º e nada do 3º! Que é este claro!

Solução: esperar que sai cá ou ler em 'zuca'. Lá escolhi a 2ª opção até porque estava mesmo a apetecer-me algo desta série!

O terceiro livro da série Noivas da semana. Gwen Harrison: a bela filha de um duque inglês se mudou para os Estados Unidos para cuidar da agência de casamentos de sua cunhada. Só porque ela agora é a chefe da agência, não significa que não possa fantasiar um encontro perfeito com o enigmático Neil MacBain, o guarda-costas que vem tornando seus sonhos um tanto quanto agitados. Mas negócios são negócios, e é melhor Gwen não se deixar envolver. Neil MacBain: o ex-fuzileiro naval não pode negar o efeito da aristocrata Gwen em sua alma atormentada e seu corpo esculpido pela rotina militar. Mas ela é cliente dele, e manter distância é fundamental — até uma ameaça do passado de Neil retornar e Gwen se ver no meio do fogo cruzado. Agora depende de Neil decidir o que é mais importante salvar: sua carreira, sua vida... ou a mulher que conquistou seu coração.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Opinião Erótica: "Despedida de Solteira: Amande" de Mila Wander



Despedida de Solteira foi o ebook que escolhi para as minhas férias.

Não é um romance tipo obra-prima, mas também não é de deitar para o lixo.
A história é simples e directa, com reviravoltas suficientes para nos cativar a atenção. Tem temáticas desde as dúvidas pré-casamento (a mais óbvia) à homossexualidade. Também temos temas negativos como a traição, por exemplo.
Mas o que torna tudo demasiado "livro de praia" é aquele aspecto da riqueza. Nenhuma delas é assim tão rica mas conseguem uma despedida daquelas! Claro que a autora deu a volta e arranjou desculpa, mas a mim não me convenceu minimamente.
Achei tudo demasiado promiscuo e fútil. Achei Amande demasiado insossa e infantil e o romance demasiado fácil e sem grandes bases. Este amor louco para a vida pode iniciar-se numa amor à primeira vista, mas não há tantas coincidências assim.
É um livro curto que se lê rápido porque a profundidade da história e a quantidade de cenários são escassos.
De qualquer forma já li pior e o protagonista masculino apesar de ser como a protagonista feminina sempre anima a leitura.

Melhor cena: A massagem com o óleo.
Amande estava com tudo pronto para o seu casamento: buffet completo, salão de festa, empregados, fotógrafos, igreja, iluminação, filmagem, cerimónia, decoração, convites, vestido, maquilhagem, depilação... Ela tinha absolutamente tudo sob controle. Ou melhor, quase tudo...
Sequer havia cogitado uma despedida de solteira!
Guiadas pelas suas amigas - e madrinhas -, Amande descobrirá que nem tudo acontece como o planejado.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Opinião Young Adult: ''Beast'' de Brie Spangler



''Beast'' da autora Brie Spangler é nos vendido como um reconto da Bela e do Monstro mas sinceramente não achei que a temática do retelling tivesse muito presente no livro mas vamos lá por partes.

25167846Temos Dylan, um jovem de 16 anos que mede quase 2 metros e é peludo em todas as partes do corpo e cara. Como alcunha de escola, é chamado de Monstro (ou Beast, daí o título do livro). Pronto acabou aqui a parte do livro em que é parecido com a Bela e o Monstro. A sério, não estou a brincar, é só isto de parecenças.
Dylan sofre uma relação conturbada com a mãe e ainda sente o luto do pai. A escola é o seu refúgio e apesar da sua aparência de jogador de futebol americano, Dylan é na verdade um aluno brilhante e o seu divertimento é fazer tpcs da escola para seguir carreira na ciência. Devido a um acontecimento é inserido num grupo de apoio da escola e é lá que vai conhecer Jamie, a nossa 'Bela'.

Jamie é uma rapariga transgénera e isto não é segredo no livro -todos sabem - menos Dylan que no momento da revelação de Jamie ao grupo, se encontrava distraído. Portanto esse detalhe passa-lhe ao lado e quando começa a nutrir sentimentos pela Jamie, nem lhe passa pela cabeça que ela possa ser transgénera. Claro que não ocorre muito tempo até Dylan ser confrontado com isso (pelos colegas da escola) e não agindo da melhor maneira, acaba por não ter a melhor atitude para com a Jamie.

O livro aqui acaba por ganhar contornos um pouco mais crus mas também mais realistas. Achei que a autora abordou o tema da fobia de género muito bem. Temos aqui muito preconceito não só da parte de Dylan - rapazes! - mas também da mãe do Dylan que pensa que Jamie é uma má influência para o seu filho. Isto tudo resulta numa vida complicada para Jamie, que como ela diz, só quer viver em paz,, nem precisa que a aceitem. O que gostei mais da relação da Jamie e do Dylan é que ela diz-lhe umas quantas verdades e acaba por mostrar-lhe que ela sempre foi a mesa rapariga desde sempre. Para alguém que tem tanto preconceito com a sua imagem (Dylan) é muito preconceituoso da parte dele, julgar a Jamie pela sua aparência do passado. Gostei disso.

Outro ponto muito importante é a relação de Dylan com a sua mãe, eu entendi que ela quisesse ajudar o filho nesta fase conturbada mas não achei que o fez da melhor maneira. Isto também mostra que nem sempre o exemplo que vem dos nossos pais, vai de acordo com o que é correcto.
Basicamente, Jamie e Dylan acabam por ser duas pessoas que são julgadas pela sua aparência sem terem margem para mostrar que são muito mais do que o que os outros vêem.

É um romance diferente porque a maior parte das vezes, torcemos pelo casal mas eu aqui tive sérias dúvidas em querer ver a Jamie com o Dylan. O que vale é que pouco a pouco ele vai apercebendo-se que realmente gosta da Jamie e que ela não merece como está a ser tratada, nem por ele e nem pelos colegas da escola e os momentos em que ele a defende compensaram um pouco as suas atitudes anteriores.
Não é um retelling como se calhar muitos esperavam mas é um livro importante pelo tema que abordam. Achei que o assunto do preconceito  das relações amorosas com adolescentes trangéneros foram tratadas de uma maneira muito realista e honesta. 
Recomendo.

Tall, meaty, muscle-bound, and hairier than most throw rugs, Dylan doesn’t look like your average fifteen-year-old, so, naturally, high school has not been kind to him. To make matters worse, on the day his school bans hats (his preferred camouflage), Dylan goes up on his roof only to fall and wake up in the hospital with a broken leg—and a mandate to attend group therapy for self-harmers.
Dylan vows to say nothing and zones out at therapy—until he meets Jamie. She’s funny, smart, and so stunning, even his womanizing best friend, JP, would be jealous. She’s also the first person to ever call Dylan out on his self-pitying and superficiality. As Jamie’s humanity and wisdom begin to rub off on Dylan, they become more than just friends. But there is something Dylan doesn’t know about Jamie, something she shared with the group the day he wasn’t listening. Something that shouldn’t change a thing. She is who she’s always been—an amazing photographer and devoted friend, who also happens to be transgender. But will Dylan see it that way? 


 

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Opinião Young Adult: ''It's kind of a funny story'' de Ned Vizzini




Este já era um livro que eu queria ler há muito tempo, arrisco mesmo há mais de 5 anos. O livro saiu em 2006 portanto já há muito tempo que ouvia falar dele e inclusive tem uma adaptação cinematográfica.

248704O livro apresenta-nos ao Craig, um rapaz de 15 anos que sempre foi muito bom aluno e sempre teve o objectivo de entrar uma escola muito prestigiada de Manhattan. Com o seu objectivo concretizado, depressa percebe que o nível de exigência da escola é demasiado puxado e que não consegue aguentar a pressão, entrando num estado de depressão. Com a ajuda de uma terapeuta, Craig começa a ser medicado e pensando que já está bem, faz algo que nunca deve ser feito, deixa de tomar a medicação e obviamente tem uma recaída. Com o único pensamento de se suicidar, devido a uma série de acontecimentos, acaba por ligar para uma linha de prevenção de suicídio e por iniciativa própria dá entrada num hospital psiquiátrico.

Este livro passa várias mensagens importantes. A primeira e aquela que sobressai mais é de não julgarmos ninguém que tenha depressão e nem os seus motivos. A depressão tanto pode atingir jovens de 15 anos - como o nosso protagonista - assim como pessoas de meia idade.Outra coisa que me chamou a atenção foi o comportamento do Craig em relação à escola e aos altos objectivos que tinha para consigo próprio. Eu acredito que somos capazes de tudo mas também acredito que temos um limite e que às vezes não conseguimos dar mais por muito que queiramos, e acho que não devemos ultrapassar essa barreira porque  depois as consequências podem não ser as melhores, chegando ao patamar de criarmos dependências com medicamentos, álcool e drogas. Aqui o Craig não chega a esse ponto (porque procurou ajuda) e essa é outra mensagem também a reter neste livro: nunca ninguém está sozinho, há sempre linhas ou grupos de apoio que ajudam nestes casos.
Eu antes era muito ansiosa mas com o tempo tenho conseguido controlar este aspecto, principalmente o de sofrer por antecipação que é uma coisa terrível. 

Apesar do tema interessante o que me fez desgostar do livro foi mesmo a escrita que achei um pouco chata e o restante núcleo de personagens do hospital que não gostei muito. Os amigos do Craig e até mesmo os pais até foram interessantes de se ler mas só até certa parte. 

Gostei bastante do final mas tendo em conta que o livro é meio biográfico e que o autor suicidou-se há uns anos, chega até a ser irónico.

Não foi um mau livro, gostei do tema e se sofrerem de ansiedade é um livro que aconselho. Apenas dei 3 estrelas porque por mais que o tema seja interessante, a escrita e as personagens não me cativaram. 

Ainda não tive oportunidade de ver o filme mas já me disseram que é diferente, talvez goste mais do que do livro.


Ambitious New York City teenager Craig Gilner is determined to succeed at life - which means getting into the right high school to get into the right job. But once Craig aces his way into Manhattan's Executive Pre-Professional High School, the pressure becomes unbearable. He stops eating and sleeping until, one night, he nearly kills himself.
Craig's suicidal episode gets him checked into a mental hospital, where his new neighbors include a transsexual sex addict, a girl who has scarred her own face with scissors, and the self-elected President Armelio. There, Craig is finally able to confront the sources of his anxiety.
Ned Vizzini, who himself spent time in a psychiatric hospital, has created a remarkably moving tale about the sometimes unexpected road to happiness.


 

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Opinião Young Adult: ''Symptoms of being human'' de Jeff Garvin




Esta foi a minha segunda leitura de Agosto e que livro interessante foi.

Este ano já tinha lido 2 livros sobre pessoas transgéneras mas nunca tinha lido nada sobre género fluído. Aliás, nunca tinha percebido bem que conceito era este mas este livro fez-me aprender bastante. 
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Logo no início (aliás é a primeira frase do livro) ficamos a entender que não interessa se Riley é um rapaz ou rapariga (e aqui falo do sexo com que nasceu, pois de género já percebemos que é fluído). Isto foi logo algo que aprendi a distanciar, o género do sexo. Aprendi que uma pessoa é de género masculino, feminino ou fluído e sexo refere-se ao orgão sexual com que nascemos. Uma pessoa pode ser do género masculino por esse ser com aquele que mais se identifica mas ser mulher.  Vou falar da personagem como uma 'ela'. 

O livro começa com a Riley a começar mais um ano lectivo numa nova escola mas com os mesmos problemas de sempre, com receio do que as outras pessoas possam pensar o que ela é. O que Riley é,:é género fluído, ou seja uns dias sente-se mais feminina e outros dias mais masculina e isso difere não só na maneira de se vestir, como na maneira de pentear-se naquele dia e até a forma como anda. Fechada no seu mundo, com medo que os pais não a entendam, Riley vive constantemente uma ansiedade pouco saudável. De forma a libertar essa ansiedade, a sua terapeuta aconselha-a a iniciar um blog onde pudesse desabafar os seus problemas e dúvidas e ao mesmo tempo ajudar alguém com o seu testemunho. Pouco a pouco vai ganhando seguidores até ao dia em que o blog torna-se viral e alguém da escola percebe quem ela é. 

Confesso que o que gostei mais do livro foi o facto de tudo parecer tão real. Embora nunca tenha lidado com nada do que aconteça neste livro nem conheça ninguém próximo que tenha passado algo semelhante, a forma como a história é contada faz-nos sentir uma boa empatia com a Riley, para além do facto que conseguimos perceber vários conceitos, não só como os que expliquei acima mas tantos outros. Alguns mesmo eu nunca tinha ouvido falar. 
Gostei desta diversidade e fiquei um bocadinho mais entendida nestes assuntos. Além disso, gostei mesmo da forma como o autor não denuncia se a Riley é rapaz ou rapariga, embora a língua inglesa facilite um pouco esse trabalho. O mais engraçado de tudo é que realmente não fez diferença nenhuma não saber isso, pois a personagem em si é óptima. 

Gostei também bastante do núcleo secundário, não vou falar muito porque seria spoiler mas ache que todas as personagens acrescentaram algo ao livro, até mesmo os pais da Riley.

É um livro que aconselho bastante. Retrata a identidade de género de uma maneira muito diferente do habitual e o melhor é entendermos que muitas vezes não sabemos o que vai na mente/vida de outra pessoa, nem o que ela está a passar. Ao termos aqui a perspectiva de alguém diferente, vemos também como podemos lidar com essa situação. Uma das mensagens do livro é mostrar a Riley que esta não está sozinha e há mais pessoas a passar pelo mesmo. 
Eu apoio muito livros que tenham um teor pedagógico pois acredito que podemos aprender tudo, através dos livros. E se for contado de uma maneira cativante como este livro o faz, então ainda melhor e portanto se lerem em inglês, não deixem passar este livro. 



The first thing you’re going to want to know about me is: Am I a boy, or am I a girl?
Riley Cavanaugh is many things: Punk rock. Snarky. Rebellious. And gender fluid. Some days Riley identifies as a boy, and others as a girl. The thing is…Riley isn’t exactly out yet. And between starting a new school and having a congressman father running for reelection in uber-conservative Orange County, the pressure—media and otherwise—is building up in Riley’s so-called “normal” life.
On the advice of a therapist, Riley starts an anonymous blog to vent those pent-up feelings and tell the truth of what it’s REALLY like to be a gender fluid teenager. But just as Riley’s starting to settle in at school—even developing feelings for a mysterious outcast—the blog goes viral, and an unnamed commenter discovers Riley’s real identity, threatening exposure. Riley must make a choice: walk away from what the blog has created—a lifeline, new friends, a cause to believe in—or stand up, come out, and risk everything.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Doce do Momento: ''Beast'' de Brie Spangler



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Ora bem vamos lá para este reconto da Bela e o Monstro, onde o rapaz é peludo e a Bela é transgénera.  Às vezes pergunto-me onde  os autores vão buscar inspiração...


Tall, meaty, muscle-bound, and hairier than most throw rugs, Dylan doesn’t look like your average fifteen-year-old, so, naturally, high school has not been kind to him. To make matters worse, on the day his school bans hats (his preferred camouflage), Dylan goes up on his roof only to fall and wake up in the hospital with a broken leg—and a mandate to attend group therapy for self-harmers.
Dylan vows to say nothing and zones out at therapy—until he meets Jamie. She’s funny, smart, and so stunning, even his womanizing best friend, JP, would be jealous. She’s also the first person to ever call Dylan out on his self-pitying and superficiality. As Jamie’s humanity and wisdom begin to rub off on Dylan, they become more than just friends. But there is something Dylan doesn’t know about Jamie, something she shared with the group the day he wasn’t listening. Something that shouldn’t change a thing. She is who she’s always been—an amazing photographer and devoted friend, who also happens to be transgender. But will Dylan see it that way?

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Doce do Momento: ''It's kind of a funny story'' de Ned Vizzini

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Vamos lá para mais um livro em inglês e para o sétimo livro do mês. Sim foi só para rimar ;)

Ambitious New York City teenager Craig Gilner is determined to succeed at life - which means getting into the right high school to get into the right job. But once Craig aces his way into Manhattan's Executive Pre-Professional High School, the pressure becomes unbearable. He stops eating and sleeping until, one night, he nearly kills himself.
Craig's suicidal episode gets him checked into a mental hospital, where his new neighbors include a transsexual sex addict, a girl who has scarred her own face with scissors, and the self-elected President Armelio. There, Craig is finally able to confront the sources of his anxiety.
Ned Vizzini, who himself spent time in a psychiatric hospital, has created a remarkably moving tale about the sometimes unexpected road to happiness. 

domingo, 6 de agosto de 2017

Opinião Histórica: ''A Promessa'' de Lesley Pearse





Quase cinco anos depois de ter sido arrebatada pela primeira parte da vida de Belle, peguei neste segundo volume esperando o mesmo impacto. Já me tinha esquecido o quão a autora gosta de fazer sofrer as suas personagens e claro o leitor. Este livro não é fácil de ler, para além de ser um calhamaço é um livro com muito drama e tragédias, especialmente mortes desnecessárias mas como é escrito pela Lesley,temos a certeza que também temos uma grande história de vida e umas boas lições de coragem e perseverança.
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O livro começa exactamente onde o 1ºacaba. Apesar de ser uma trilogia, não diria que é obrigatório ler o primeiro, até porque a autora vai fazendo diversos resumos do que aconteceu no primeiro livro e o leitor consegue perceber o caminho que Belle teve de percorrer para chegar onde está neste momento. 

Belle encontra-se numa situação estável e equilibrada. Feliz com a sua chapelaria, vive com o marido Jimmy que continua atencioso e apaixonado por ela, e com Mog e Garth que continuam a ser dois grandes apoios e confidentes.  
É então que a 1º Guerra Mundial estala e Jimmy, sentindo-se na obrigação de representar o seu país, parte para a Grande Guerra, deixando uma Belle abalada. Determinada a que a ida de Jimmy para a Guerra não a afectasse mais e em consequência de uma nova amizade com Miranda, Belle decide também ajudar, inscrevendo-se como voluntária  na Cruz Vermelha, primeiro como assistente hospitalar e depois como condutora de ambulâncias. 
Diria que é aqui que começa a história do livro e mais uma vez a jornada de Belle rumo à felicidade. Embora pelo caminho irá travar amizades com pessoas importantes como Vera, as pessoas que perderá são em maior número. 
Sem contar grandes spoilers do livro, posso dizer que gostei bastante desta continuação, embora alguns dos acontecimentos tornem um pouco a história arrastada. Mesmo assim como este livro é escrito com a mestria de Lesley Pearse, o livro até pode ter mais de 500 páginas que é impossível não o devorar em três tempos, que foi o que me aconteceu.
Gostei mais uma vez como a autora destaca e dá importância ao papel da mulher nesta época. Aqui não temos só Belle como grande figura de coragem e determinação mas também temos Miranda que tem a sua própria história aqui e não aparece como simplesmente 'a amiga de Belle'. Mais para o fim, aparece Vera que julgo terá mais destaque no 3º livro.

Há também uma personagem que regressa e embora a sinopse já quase revele quem seja, gostei deste reaparecimento e do rumo que a história irá levar no terceiro livro, que pretendo ler este ano e que de certeza terá muito sofrimento, pois não acredito que um livro de 600 páginas não trará dor e angústia ao meu pobre coração.

Mais um grande livro de Lesley Pearse, não consigo dar 5 estrelas, porque esta autora sofre do síndrome em que todas as protagonistas são muito parecidas  em pensamento e atitudes. Mesmo assim para quem gosta deste género e gosta de histórias longas com protagonistas fortes, é um livro que sem dúvida aconselho.
Lá para final do ano pego no 3º e depois conto-vos o que achei.

No início de julho de 1914, a Europa vive os seus últimos dias de inocência.
A jovem Belle realizou os seus sonhos. A uma infância pouco comum seguiram-se anos dramáticos, ao longo dos quais quase cedeu ao desespero. Mas a sua coragem e determinação prevaleceram. A sua vida é agora feliz. Está casada com Jimmy, o seu primeiro amor, e conseguiu abrir a elegante loja de chapéus que sempre desejou. Mas a História do mundo está prestes a mudar. A I Guerra Mundial vai arrastar consigo milhões de pessoas. Belle e Jimmy abdicam de tudo para defenderem o seu país. São ambos destacados para França, onde Jimmy vai arriscar a vida nas trincheiras e Belle conduz uma ambulância da Cruz Vermelha. É um tempo de devastação sem precedentes em que sobreviver a cada dia representa uma vitória. E é quando o passado menos ocupa os seus pensamentos que Belle será obrigada a confrontá-lo pela derradeira vez.
Bastará um momento. Um homem. Um olhar.
Entre a luta pela sobrevivência, uma paixão proibida e a lealdade devida a um grande amor, Belle está perante uma escolha impossível. Mas ao viver na pele um dos mais sangrentos conflitos da História, terá ela poder sobre o seu destino?
A Promessa é a continuação da história de Belle, a inspiradora heroína de Sonhos Proibidos.

Doce do Momento: ''Symptoms of Being Human'' de Jeff Garvin



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Depois do muito ''Every Last Word'', sigo para este livro. Nunca li nada sobre género fluído portanto estou muito curiosa.


The first thing you’re going to want to know about me is: Am I a boy, or am I a girl?
Riley Cavanaugh is many things: Punk rock. Snarky. Rebellious. And gender fluid. Some days Riley identifies as a boy, and others as a girl. The thing is…Riley isn’t exactly out yet. And between starting a new school and having a congressman father running for reelection in uber-conservative Orange County, the pressure—media and otherwise—is building up in Riley’s so-called “normal” life.
On the advice of a therapist, Riley starts an anonymous blog to vent those pent-up feelings and tell the truth of what it’s REALLY like to be a gender fluid teenager. But just as Riley’s starting to settle in at school—even developing feelings for a mysterious outcast—the blog goes viral, and an unnamed commenter discovers Riley’s real identity, threatening exposure. Riley must make a choice: walk away from what the blog has created—a lifeline, new friends, a cause to believe in—or stand up, come out, and risk everything.

domingo, 25 de junho de 2017

Opinião Contemporânea: "George" de Alex Gino



Começo por dizer que este é o 2º livro que leio este ano sobre transgéneros, o primeiro foi "Se eu fosse tua". Nunca tinha lido nenhum e agora já tendo lido dois, percebo que seja um tema que ainda tem muito por explorar e ensinar a quem não entende muito sobre o assunto da identidade de género. 
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Este chamava-me ainda mais a atenção por ser um livro infantil, ou seja desta vez saímos do YA e descemos ainda mais na idade e portanto estava curiosa de ler algo sob a visão de uma criança.
Não é um livro grande, o meu ebook nem  chegava às 100 páginas e foi lido rapidamente. Também ajudou a ter uma linguagem descomplicada e directa.
Aqui conhecemos George uma menina de 10 anos que embora tenha nascido biologicamente rapaz, em tudo sente que é uma menina e por isso, quando surgem abrem as inscrições para a uma peça de teatro da escola. George sente que deve interpretar uma personagem feminina.
Este é o mote do livro com uma questão muito maior por trás. Aqui temos a visão de uma criança que já sabe que é rapariga e tem a certeza disso e não é apenas uma fase como muitas vezes se associa a este tipo de situações.
Como o livro é muito curto não dá para contar muito mais mas é sem dúvida um livro diferente de tudo  o que já li.
Gostava de ter lido mais sobre como a a George percebeu que era uma menina, queria mais sobre o seu lado psicológico, algo mais aprofundado, mas percebo a faixa etária do livro portanto sei que é um livro destinado a crianças que tal e qual como a George ainda têm um pensamento muito pouco desenvolvido sobre estes aspectos e têm aquele factor de ingenuidade que tanto gostamos. Admito que fiquei surpreendida com algumas situações do livro, nomeadamente as reações da melhor amiga da George e a do irmão sem esquecer a da mãe. Contudo acho que o livro tem uma "vibe positiva" que acredito que seja excepção e não regra infelizmente, pois sabemos que não é comum ter tanto apoio positivo tanto a nível familiar, como de amigos e até da escola.
O facto de não ter dado 5 estrelas foi mesmo por isso. Para além de achar o livro pequeno demais para um tema tão importante como a identidade de género, sinto que este livro não tenha força suficiente para ajudar a quem o possa ler e esteja a passar pelo mesmo, até porque é nos dado a entender que o livro segue uma certa direcção mas depois não chegamos a perceber se a George realmente inicia a sua transição. Contudo, o último capítulo é amoroso e deixa um sentimento feliz.
Pena que não esteja publicado cá mas se conseguirem apostem nele pois vale a pena.


"When people look at George, they think they see a boy. But she knows she's not a boy. She knows she's a girl.
George thinks she'll have to keep this a secret forever. Then her (4th grade) teacher announces their class play is going to be "Charlotte's Web." George really, really, REALLY wants to play Charlotte. But the teacher says she can't even try out for the part ...because she's a boy.
With the help of her best friend, Kelly, George comes up with a plan. Not just so she can be Charlotte - but so everyone can know who she is, once and for all."


 

Encontra as Diferenças: "Paixão" e "My Boyfriend is a zombie"

As duas mórbidas, mas como ou sem flor? Fonte: blog livros, contos e sonhos